Flávio Dino inicia ofensiva para isolar Weverton Rocha politicamente

Dias atrás ficou evidenciado em reunião entre o vice-governador Carlos Brandão, o senador Weverton Rocha e o governador Flávio Dino que a candidatura do senador ao governo do estado não é prioridade em 2022, não será em 2026, 2030, 2034… Apesar de mirar na candidatura a presidente, Dino quer deixar a cadeira de governador “guardada” para um possível retorno. Após a reunião, Flávio Dino iniciou, pessoalmente, uma série de movimentações políticas que visam não só fortalecer Carlos Brandão politicamente em 2022, como também implodir qualquer tentativa de Weverton em 2026. Mesmo desprezando aquele que o criou politicamente por anos Inicialmente, Flávio Dino reatou com Zé Reinaldo Tavares. O gesto acena para a possiblidade de reconciliação com outros desafetos e aliados afastados e pode ser entendido como a primeira jogada, de uma série, para prevenir movimentações de Weverton em direção a descontentes. Em outra frente o governador tenta implodir o plano do senador de indicar o vice-governador na chapa de Brandão. A estratégia consistiria em abrir mão da eleições de 2022, indicar o sucessor de Brandão 2026 (apostando na possibilidade de que Brandão deixe o cargo em 2022 para disputar as eleições) e assim assegurar um aliado no comando do governo e garantir o apoio da máquina aos seus projetos. Para sepultar a estratégia, Flávio Dino indicou a deputada Cleide Coutinho (PDT) para ocupar a vaga de vice na chapa de Brandão. Dino tenta aparelhar o prestígio de Cleide Coutinho, viúva do ex-deputado e grande liderança Humberto Coutinho, como forma de barrar outra indicação. O governador sabe que poucos irão opor-se à indicação. Nos próximos meses são aguardados movimentos para desgastar ainda mais as forças políticas de Weverton. O próximo alvo, considerado fácil, é a também senadora Eliziane Gama (Cidadania). Ela lançou a candidatura de Weverton semanas atrás e seu desembarque do projeto do pedetista seria um grande baque. As ações de Flávio Dino deixam claro que a ascensão de Rocha não está em seus planos políticos. Resta saber se ele irá reagir ao governador ou aceitar ser descartado.
Zé Reinaldo ganha cargo no Porto do Itaqui

O ex-governador do Maranhão, José Reinaldo Tavares (sem partido), será nomeado diretor de relações institucionais do Porto do Itaqui, conduzido pela EMAP (Empresa Maranhense de Administração Portuária). A decisão foi tomada após reunião com Flávio Dino (PCdoB) na tarde desta segunda-feira (26), fruto de articulação feita pelo sucessor natural e candidato de Dino ao Palácio dos Leões em 2022, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB). Desde as eleições de 2018, o ex-governador e o comunista estavam de laços cortados. “Com sua grande experiência em cargos públicos e diálogo com o setor privado, vai contribuir na formulação de projetos para novos investimentos”, anunciou Flávio Dino sobre a indicação do ex-governador a um cargo pomposo no Governo do Estado.
Flávio Dino frauda Plano Nacional de Imunização

Por meio de ofício encaminhado ao secretário de Estado de Saúde, Carlos Lula, exigindo informações sobre a vacinação contra a Covid-19 no Maranhão, o senador Roberto Rocha (sem partido) suspeita que o Governo do Maranhão esteja fraudando o Plano Nacional de Imunização (PNI) ao aplicar diretamente doses de vacinas que, na verdade, deveria ser feito pelas prefeituras. O senador divulgou nesta quinta-feira (22) o encaminhamento do ofício à SES/MA e busca saber a quantidade de doses entregues a cada município, bem como os critérios usados para o compartilhamento das doses às cidades e quantas doses foram aplicadas pelo Governo do Maranhão sem o envolvimento das prefeituras. O caso será encaminhado ao Ministério da Saúde e demais autoridades federais. “No Brasil, o Plano Nacional de Imunização contra a COVID-19 deixa clara a responsabilidade de cada esfera de governo: a União adquire as vacinas, os Estados as distribuem e os Municípios realizam a vacinação. No entanto, no Maranhão, há fortes indícios de que o Governo do Estado vem retendo e aplicando diretamente parte das doses enviadas pelo Governo Federal, que deveriam ser repassadas aos municípios maranhenses”, destacou Roberto Rocha.
Podcast do Linhares
Dino insiste em vacina russa sem autorização da Anvisa

O governador do Estado do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), demonstrou interesse em adquirir a vacina russa Sputnik V mesmo sem o devido posicionamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Dino já havia ingressado no STF para pedir que a Agência se posicionasse sobre o imunizante russo e o ministro Ricardo Lewandowski atendeu o pedido estabelecendo prazo até o fim de abril para o devido posicionamento. A Anvisa não atestou a segurança e eficácia da vacina Sputnik por ausência de dados suficientes e, por conta disso, solicitou ao Supremo Tribunal Federal um prazo maior para emitir seu posicionamento, alegando que não ter tido acesso para realizar a análise da vacina russa. Mesmo com a Anvisa não autorizando a utilização da Sputnik V no Brasil, inclusive no Maranhão, Flávio Dino insiste no imunizante. “Governo Federal quer ainda mais prazo para analisar a vacina Sputnik, largamente empregada em vários países, inclusive a vizinha Argentina […] basta examinar as informações técnicas da Argentina”, disse o governador do Estado.
Abandonada, Rodoviária de São Luís vira ponto de venda de drogas

O Terminal Rodoviário de São Luís já foi um dos lugares mais conhecidos e emblemáticos da capital do Maranhão. Principal porta de entrada para os maranhenses do interior do estado, hoje a rodoviária amarga dias de decadência que coincidem com a chegada de Flávio Dino ao poder no estado. O desprezo do governo pela administração do local transformou a chamada Rodoviária de São Luís em um lugar fantasmagórico e que, recentemente, foi ocupada por traficantes de drogas. Atualmente gerenciada por uma empresa terceirizada chamada SINART, o Terminal Rodoviário de São Luís passa por seu pior momento. Os problemas na parte elétrica, hidráulica e na relação com os trabalhadores que tiram seu sustento do local são visíveis. Essa situação afastou os maranhenses do local. Na semana passada trabalhadores procuraram o BLOG DO LINHARES para denunciar o que já é observado por todos que olham o local no presente e têm idade para lembrar de como era no passado. Segundo eles, a SINART tem desviado recursos e não cumprido suas obrigações de zelar pela manutenção do lugar. Apesar da falta de obras e degradação escancarada do lugar, a empresa aumentou os aluguéis dos permissionários (pessoas que tiram seu sustento dos boxes e demais estabelecimentos). Alguns subiram de R$ 250 para R$ 475. Outros foram de R$ 329 para R$ 746. Aumentos tomados de forma ditatorial pela empresa segundo as denúncias. Segundo os permissionários, a concessão da SINART é concedida ilegalmente pelo governo Flávio Dino para gerenciar o local. Mesmo perdendo a licitação e sendo alvo de uma série de decisões judiciais, o Governo do Maranhão continua permitindo que a empresa continue na administração do local. Para piorar, a empresa ainda apareceu com um contrato em que estipula um despejo em massa de todos os permissionários. Alguns deles já com décadas de trabalho. O contrato possui uma cláusula que demonstra bem o caráter da SINART na relação com os trabalhadores. O despejo, segundo o contrato, deve acontecer “independente de notificações ou interpelações”. Ou seja, nem o dever de notificar as pessoas do despejo a tal empresa assume. Além disso, funcionários da empresa SNART são acusados de superfaturar e fraudar as contas da Rodoviária de São Luís. Um supervisor e uma gerente comandam a quadrilha. A falta de respeito chegou ao ponto de que os dois faziam festas nas dependências da Rodoviária de São Luís regadas a álcool com dia e hora marcados. Contudo, a maior das denúncias diz respeito a uma espécie de sociedade entre SINART e uma facção criminosa de São Luís que transformaram alguns boxes em pontos de venda de entorpecentes. A atuação dos traficantes conta com a proteção da SINART que trata de afastar policiais e proteger os traficantes. As denúncias apontaram seis nomes como responsáveis pelos desvios de verbas públicas, instituição do tráfico de drogas no local e tentativa de despejo dos permissionários. Entre eles um ex-secretário de governo que seria o principal beneficiado, e protetor, dos esquemas.
A proposta de Weverton para abrir mão da disputa com Brandão

Na última quinta (15) o governador Flávio Dino (PCdoB) convocou o vice, Carlos Brandão, e o senador Weverton Rocha (PDT) para tentar unificar forças políticas aliadas nas eleições de 2022. Disposto a solucionar o problema, o senador fez uma proposta que pegou o governador no contrapé: a indicação do vice na chapa de Brandão. A disputa entre Brandão e Weverton pelo governo do estado no ano que vem é vista com receio pelo governador. A possibilidade de que a guerra interna acabe tendo efeitos negativos, como aconteceu em 2020 na eleição da capital, é vista com receio por Flávio. Daí a convocação da reunião na semana passada. A união do grupo nas eleições do ano que vem é prioritária. Acontece que o senador Weverton Rocha vive hoje o melhor momento político de sua carreira. Popular na classe política, articulado em Brasília e com os recursos necessários para a candidatura, a impressão que tem é que “é agora ou nunca”. Por outro lado, o vice-governador Carlos Brandão que deve assumir o governo em meados de 2022 com a saída de Flávio Dino (o governador deve ser candidato no ano que vem e precisará se descompatibilizar do cargo). Brandão, mais do que qualquer outro, sabe dos caminhos necessários para concretizar o mandato de governador em eleição. Ele foi o braço direito de Zé Reinaldo na eleição do governador em 2002 e na eleição de Jackson em 2006. O mais razoável seria a candidatura de Brandão, que estaria se reelegendo no cargo, e a posterior candidatura de Weverton em 2026. Acontece que o senador não tem garantia de que o acordo seja cumprido por uma razão simples: Flávio Dino pode tentar voltar ao governo. Weverton tem mais certeza a cada dia que passa que Brandão não iria anteceder a ele no governo, mas ao próprio Flávio Dino. Daí a proposta do senador. Indicando o vice, ele teria, além da palavra empenhada do grupo, a certeza de que o domínio do governo seria de um aliado. Brandão aceitou a proposta. Flávio Dino desconversou. No horizonte a possibilidades de confronto interno está mais clara. No entanto, uma nova possibilidade se materializa: a união de Brandão e Weverton à revelia do que pretende o governador. Brandão aceitaria o indicado de Weverton, seria eleito. Quatro anos se descompatibilizaria, teria uma eleição fácil para o senado e Weverton assumiria o posto de candidato a governo do grupo. Só que no meio do caminho da união do grupo governista há uma pedra chamada Flávio Dino.
Flávio Dino se reúne com Carlos Brandão e Weverton Rocha

O governador do Estado do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), se reuniu com o vice governador Carlos Brandão (PSDB) e o senador Weverton Rocha (PDT) na noite desta quinta-feira (15). Flávio Dino tenta evitar rompimento em seu grupo político que já vem se desenhando desde o 2º turno das eleições de 2020. Segundo Carlos Brandão, o encontro foi proveitoso porque todos entenderam o forte alicerce que foi construído ao longo do tempo. Weverton Rocha, por sua vez, disse que as mudanças positivas precisam seguir e o grupo segue firme e focado. O governador concluiu que, no momento oportuno, irá articular os diálogos necessários com a base de seu grupo político. “Hoje tive longa e produtiva reunião com o vice-governador Carlos Brandão e com o senador Weverton. Somos aliados de longa data e temos compromisso quanto à continuidade das mudanças positivas no Maranhão. No tempo certo, irei coordenar os diálogos necessários com o nosso grupo”, afirmou Flávio Dino.