Maranhão reduz feminicídios, mas segue acima da média

Maranhão feminicídio

MARANHÃO, 28 de maio de 2026 — O Maranhão registrou taxa de 4,4 homicídios de mulheres por 100 mil habitantes em 2024, acima da média nacional de 3,4, segundo o Atlas da Violência 2026, elaborado pelo Ipea em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O índice estadual também superou o registrado em 2023, quando ficou em 3,8. O estudo aponta que 35,2% dos homicídios de mulheres no Brasil ocorreram dentro de residências. Além disso, mulheres negras representaram 67,5% das vítimas de homicídios femininos no país em 2024, enquanto 293.842 mulheres sofreram violência não letal, sendo 64% dos casos em ambiente doméstico. QUEDA NOS FEMINICÍDIOS Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram redução de 40% nos casos de feminicídio consumado no Maranhão entre janeiro e abril de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. Os registros passaram de 15 para 9 ocorrências no estado. Os números também apontam queda de 37,5% nos casos de latrocínio, além de redução em crimes patrimoniais. Os roubos a transeuntes caíram 39%, enquanto roubos a estabelecimentos comerciais e coletivos tiveram diminuição de 33%. Já os roubos a residências apresentaram redução de 25%. O Maranhão também registrou queda de 17% nos roubos de veículos e redução de 33% nos furtos de automóveis. Além disso, houve aumento de 22,64% no cumprimento de mandados de prisão e crescimento de 476% nas apreensões de cocaína, segundo dados divulgados pelo governo estadual. AÇÕES DE SEGURANÇA Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública, os resultados estão ligados ao reforço de operações integradas, investimentos em tecnologia, inteligência policial e ampliação do policiamento ostensivo em diversas regiões do Maranhão. O estado informou ainda que ampliou a estrutura de proteção às mulheres com Delegacias Especiais da Mulher, Núcleos Especializados de Atendimento à Mulher e Patrulhas Maria da Penha distribuídas em cerca de 80 municípios maranhenses.

Preso guarda municipal suspeito de matar esposa a tiros no MA

Guarda Lajeado

LAJEADO NOVO, 18 de maio de 2026 — O guarda municipal Raimundo Félix Machado foi preso na noite de domingo (17), suspeito de matar a esposa, Idvânia Félix Moraes Souza, de 49 anos, em Lajeado Novo, na região tocantina do Maranhão. De acordo com a Polícia Militar do Maranhão (PMMA), havia registros anteriores de agressões contra a vítima. O caso é investigado como feminicídio. Segundo a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), o crime ocorreu por volta das 15h de sábado (16), na farmácia do casal, localizada ao lado da residência onde moravam, no centro da cidade. Após o crime, o suspeito fugiu do local e permaneceu desaparecido por mais de 24 horas. Moradores relataram ter ouvido disparos de arma de fogo na região. Depois dos tiros, Raimundo Félix Machado teria fechado as portas da farmácia e da casa antes de deixar o local de carro. Quando os policiais chegaram, encontraram a vítima caída dentro da residência, com ferimentos provocados por tiros. Equipes da 10ª Delegacia Regional de Imperatriz e da Delegacia da Mulher de Porto Franco iniciaram buscas com apoio do Centro Tático Aéreo (CTA). No domingo, o veículo do suspeito foi localizado abandonado em uma área de mata, mas ele não estava no local. No fim da tarde de domingo, segundo a Polícia Civil, o delegado regional e a delegada da Delegacia Especial da Mulher (DEM) de Porto Franco entraram em contato com o advogado do suspeito, que informou onde Raimundo estava escondido, na zona rural de Ribeirãozinho do Maranhão. O guarda municipal foi preso por meio de mandado de prisão preventiva e encaminhado para a Delegacia Regional de Imperatriz.

Iracema envia emenda para Observatório de Feminicídio no MA

Iracema Observatório

MARANHÃO, 24 de fevereiro de 2026 –Na tarde de segunda (23), a presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale (MDB), reuniu-se com representantes da Defensoria Pública do Estado, em São Luís, para formalizar a destinação de emenda parlamentar que garantirá a criação do Observatório de Feminicídio no Maranhão. A medida busca estruturar dados e fortalecer políticas de enfrentamento à violência contra a mulher. Participaram do encontro o defensor-geral Gabriel Furtado, a 1ª subdefensora pública-geral Cristiane Marques e os defensores do Núcleo da Mulher, Isabella Miranda e Bruno Antônio. Durante a reunião, os presentes destacaram dados recentes que apontam crescimento percentual dos casos no estado, o que reforçou a necessidade do Observatório de Feminicídio. PROTEÇÃO E DADOS INTEGRADOS O Maranhão registrou, em 2024, o segundo maior aumento percentual de feminicídios no país. Em 2025, os casos consumados reduziram 27,5%. No entanto, as tentativas cresceram 60%, evidenciando a complexidade do cenário. Diante desses números, a proposta do Observatório de Feminicídio pretende consolidar informações e aprimorar a atuação institucional. Atualmente, os órgãos trabalham com bancos de dados próprios e majoritariamente quantitativos. Segundo a defensora Isabella Miranda, ainda faltam informações qualitativas sobre escolaridade, raça, renda, dependência econômica e inserção no mercado de trabalho das vítimas.

Maranhão concentra alta de foragidos por feminicídio

mARANHÃO FEMINCIDIO

MARANHÃO, 05 de fevereiro de 2026 – O Maranhão possui 28 mandados de prisão em aberto contra homens procurados por feminicídio ou tentativa do crime, conforme levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Essas ordens judiciais, baseadas no Banco Nacional de Medidas Penais, não foram cumpridas pelas polícias, mantendo os acusados em liberdade. A situação coloca o Maranhão entre os quatro com o maior número de foragidos por feminicídio no Brasil, atrás apenas de São Paulo, Bahia e à frente do Pará. O mapeamento nacional identificou 336 mandados pendentes relacionados a crimes cometidos entre o fim dos anos 1990 e 2023. A maioria é de prisão preventiva, determinada durante o andamento do processo. O problema central reside na execução das decisões judiciais, e não na fase de investigação dos casos. Um exemplo no Maranhão é o de Joilson Nascimento dos Santos, condenado a mais de nove anos de prisão por tentativa de feminicídio em 2016, mas que segue foragido. Joilson atacou a esposa com faca e pauladas em um matagal na zona rural de Presidente Juscelino, deixando-a gravemente ferida. O crime só não resultou em morte devido à intervenção de testemunhas.

Maranhão reduz casos de feminicídios enquanto país tem alta

Maranhão feminicídio

MARANHÃO, 26 de janeiro de 2026 – O Maranhão reduziu em 27% os registros de feminicídio em 2025, conforme dados do Ministério da Justiça, contrariando a tendência de aumento observada em nível nacional. O estado passou de 69 casos em 2024 para 51 no ano passado, um resultado que autoridades locais atribuem a políticas públicas de enfrentamento. Essa diminuição significa 18 vítimas a menos em comparação com o período anterior. Além disso, o governo estadual destaca sua estrutura policial especializada como pilar central. Atualmente, o Maranhão mantém 23 Delegacias da Mulher e um departamento estadual dedicado exclusivamente ao combate do feminicídio. Paralelamente, um núcleo de apoio às vítimas está em implantação nas demais unidades policiais, ampliando a rede de acolhimento. A ampliação da rede de proteção é outro ponto reforçado pelas autoridades. A rede de casas de acolhimento, por exemplo, saltou de uma para cinco unidades da Casa da Mulher Maranhense. O estado também conta com uma Casa da Mulher Brasileira.

Reconstituição de perícia busca detalhar morte de influencer

RECONSTITUIÇÃO FEMINICÍDIO

SANTA LUZIA, 11 de dezembro de 2025 – A reconstituição do crime que matou Adriana Oliveira ocorreu nesta quarta (10), em Santa Luzia, após a Justiça manter o procedimento e negar o pedido de adiamento feito pela acusação. A reconstituição buscou definir o calibre utilizado no feminicídio ocorrido em 15 de março, já que uma munição deflagrada achada no local ainda aguarda análise do Instituto de Criminalística. Além disso, a acusação defendeu o uso de um revólver calibre 38 para a reconstituição, pois o processo incluiu perícia acústica destinada a avaliar o som e a propagação do disparo. A defesa contestou o uso do calibre e argumentou que a compatibilidade entre arma, munição e lesões deveria ser definida antes da reconstituição, que ocorreu sem a presença dos acusados por ser uma ação pericial. A perícia realizou a reconstituição com base nas orientações técnicas apresentadas no processo e registrou divergências entre as partes sobre o método adotado. Os técnicos reforçaram que a análise do material encontrado segue pendente no órgão criminalístico. Além disso, um esquema de segurança foi montado ao redor da casa onde Adriana foi morta para garantir o cumprimento do cronograma. Familiares acompanharam a movimentação desde cedo enquanto peritos explicavam regras e etapas. Apenas advogados, o promotor, o advogado da acusação e o pai da vítima tiveram autorização para observar a reconstituição de perto. O procedimento incluiu a captação de disparos de três armas com calibres distintos. A medida, solicitada pela defesa de Antônio Silva Campos e Valdy Paixão, buscou reconstruir a sequência do crime e coletar elementos que auxiliem na investigação. Os peritos registraram todos os sons para definir possíveis compatibilidades com o caso.

Operação prende 18 acusados de crimes contra mulheres

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MARANHÃO, 03 de dezembro de 2025 – A Polícia Civil do Maranhão prendeu 18 pessoas na manhã desta quarta (3) durante uma operação contra crimes de violência doméstica e feminicídio. A ação, batizada de Tolerância Zero, cumpriu mandados de prisão em São Luís, no interior do estado e em outras unidades da federação. O objetivo principal era executar ordens judiciais contra investigados e condenados por crimes praticados contra mulheres. A operação mobilizou uma força-tarefa com policiais civis e militares maranhenses, além de equipes de segurança pública de outros estados. As prisões ocorreram de forma simultânea no Maranhão, Mato Grosso, Goiás, Pará e Rondônia.

Denúncia de Duarte Jr. leva à prisão de agressor de mulher

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BRASÍLIA, 02 de dezembro de 2025 – O deputado federal Duarte Jr (PSB-MA) celebrou a prisão de Luciano Botelho, acusado de agredir e tentar matar a ex-esposa no município de Santa Inês (MA). A detenção ocorreu após denúncia formal feita pelo parlamentar na semana passada, quando ele se comprometeu publicamente a acompanhar o caso e garantir justiça à vítima. Duarte Jr destacou que esta é a segunda prisão de agressor de mulher em apenas dois meses resultado direto de sua atuação. “Lugar de covarde é na cadeia! Não vamos tolerar violência contra mulheres no Maranhão”, declarou o deputado em suas redes sociais, onde recebeu centenas de mensagens de apoio.

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