Consumo nas favelas contraria imagem de miséria extrema

BRASIL, 22 de julho de 2025 – Uma ampla pesquisa realizada em favelas de todo o Brasil revelou um cenário de consumo ativo, alinhado às tendências do mercado nacional, mas também destacou demandas por melhorias em moradia, saúde e segurança. O estudo, conduzido pelo Data Favela em parceria com a Central Única das Favelas (Cufa), ouviu 16 mil pessoas e mostrou que 83% dos entrevistados buscam produtos baratos, porém com qualidade, enquanto 85% encaram a compra de itens de maior valor como uma realização pessoal. Para 78% dos moradores, adquirir produtos que antes eram inacessíveis representa uma forma de inclusão social. No entanto, a pesquisa também apontou frustrações: 50% já se sentiram humilhados por não poder comprar algo, e 62% relataram exclusão por não acompanharem tendências de consumo. Além disso, 77% valorizam a aparência, com 57% considerando cosméticos itens essenciais e 37% vinculando boa apresentação a oportunidades profissionais.
Favelas crescem 95% em 12 anos e atingem 16,4 milhões

BRASIL, 12 de junho de 2025 – O número de favelas e comunidades urbanas no Brasil cresceu 95% nos últimos 12 anos. Segundo dados do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tem 12.348 territórios populares do tipo. Em 2010, existiam 6.329. Atualmente, 16,4 milhões de pessoas vivem nessas áreas, o que equivale a 8,1% da população brasileira. Em 2010, 11,4 milhões de pessoas residiam em favelas, ou 6% da população do país naquele ano. Esse aumento, de acordo com o IBGE, pode estar ligado ao aprimoramento da coleta de dados na última década. As comunidades hoje estão distribuídas em 656 municípios, uma expansão que representa um aumento de 103% quando comparado a 2010, período em que 323 cidades tinham comunidades mapeadas.
São Luís fica entre capitais com mais moradias em favelas

SÃO LUÍS, 05 de junho de 2025 – Segundo dados do Censo 2022 do IBGE, Belém lidera o ranking nacional de domicílios em favelas entre as capitais, com 55,6% das moradias localizadas em assentamentos precários. A campeã do clima carrega, há mais de uma década, o título de capital mais favelizada do país. A cidade se prepara para sediar a COP30 com promessas bilionárias de sustentabilidade, a realidade urbana da capital paraense segue desafiadora — e previsível. Na sequência do pódio está Manaus, com 53,9% de seus lares em áreas ditas “subnormais”. Salvador completa o trio com 42,2%, evidenciando que o cinturão da exclusão urbana permanece firme no Norte e Nordeste do país. SÃO LUÍS EM BOA COMPANHIA Sem querer ficar para trás, São Luís também se destaca: 33,4% das moradias da capital maranhense estão em áreas precárias. Mais de um terço da cidade convive com saneamento deficiente, urbanização precária e ausência de serviços básicos. É um índice expressivo — e alarmante — que coloca a cidade entre as seis capitais com maior concentração proporcional de domicílios em favelas no Brasil. Macapá (26,9%) e Recife (23,7%) aparecem logo depois, seguidas por Fortaleza, Teresina e Vitória, todas com mais de 20% dos lares em comunidades. Já o Rio de Janeiro, ícone consolidado das favelas no imaginário nacional, ocupa apenas a décima posição proporcional, com 20,8%. No entanto, a cidade ainda concentra um dos maiores números absolutos de moradias em comunidades urbanas.
Mais de 484 mil maranhenses residem em 198 favelas, diz IBGE

MARANHÃO, 11 de novembro de 2024 – O Maranhão conta com 484.118 pessoas vivendo em favelas, o que representa 7,43% da população do estado, conforme dados do Censo Demográfico 2022 divulgados nesta sexta (8) pelo IBGE. As 198 comunidades urbanas estão distribuídas entre os municípios da Grande São Luís: São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar e Raposa. Em São Luís, 358.818 pessoas, ou 34,58% da população local, residem em áreas classificadas como favelas. Em São José de Ribamar, são 72.444 moradores em condições semelhantes, representando 29,62% dos habitantes da cidade. Já em Paço do Lumiar, 41.423 pessoas vivem em favelas, correspondendo a 28,44% da população. Raposa apresenta 11.433 moradores em áreas de comunidade urbana, o que equivale a 37,07% da população do município.