Intervenção em aplicativos de entrega arruinou empregos na Espanha

BRASIL, 8 de março de 2022 – O governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a predisposição de intervir no setor de aplicativos de entrega. A experiência já foi testada na Espanha, quando foi aprovada a “Lei Rider”, instituída em 12 de agosto de 2021. O setor contava com 30 mil empregados em 2021, quando a lei foi aprovada. Em apenas 5 meses de vigor, 10 mil entregadores perderam seus empregos. Assim como no Brasil, a desculpa do governo espanhol era formalizar as relações de trabalho entre plataformas digitais de entrega e seus entregadores. A aplicação da lei resultou no fechamento de grandes empresas e ocasionaram na perda de empregos. Deliveroo e Getir fecharam as portas e deixaram milhares de trabalhadores sem emprego. No caso da Deliveroo, 4.000 entregadores perderam trabalho após o fechamento da empresa em 29 de novembro de 2021. A empresa era a segunda maior empregadora do setor no país e considerou que, com as imposições do governo, não era mais possível continuar na Espanha. A Amazon demitiu 2.000 entregadores autônomos com a lei. Neste caso, a empresa preferiu encerrar completamente o relacionamento trabalhista com eles em vez de incorporá-los ao seu quadro de funcionários e concentrou suas entregas em seus próprios funcionários já contratados anteriormente. Resultado: menos empregos e mais trabalho. Também assim como no Brasil, plataformas de aplicativos e de associações de entregadores foram contra a intervenção do governo no setor e exigiam liberdade para trabalhar em qualquer plataforma a qualquer hora. Infelizmente na Espanha, tanto a vontade dos trabalhadores quanto as das plataformas foi vencida pelo governo. E os resultados foram catastróficos. GUERRA JUDICIAL Para tentar continuar funcionando, algumas plataformas decidiram manter o regime anterior de trabalho e entrar na justiça contra a lei. A maior delas é a Glovo, que abriga quase a metade dos trabalhadores do setor na Espanha. Desde a aprovação da lei, a empresa já acumula 205 milhões de euros em multas. Transformando em moeda brasileira, o montante ultrapassa R$ 1 bilhão. Caso a Glovo seja condenada pela Justiça a pagar as multas, deve fechar. A situação irá ser ainda mais trágica porque, provavelmente, dezenas de milhares de entregadores devem perder o emprego. Mas, nem só a perda de emprego e fechamento de empresas despontam como efeitos da intenção de regulamentação que Lula quer trazer da Espanha para o Brasil. SALÁRIOS MENORES Segundo a Associação Autônoma de Entregadores, assalariado no setor de entregas está se tornando cada vez mais difícil na Espanha após a intervenção do governo. A associação revela que, antes da lei, um autônomo ganhava facilmente entre 2.000 e 2.500 euros por mês trabalhando cerca de oito horas por dia e simultaneamente para várias plataformas. Agora, como precisam trabalhar cerca de dez horas por dia para ter acesso ao salário mínimo espanhol, os ganhos caíram para 1.080 euros por mês. TODO MUNDO AFETADO Seis meses após a instituição da lei na Espanha, 943 restaurantes assinaram o Manifesto dos Restaurantes Espanhóis contra a Lei Rider, expressando preocupação com a possibilidade de a obrigatoriedade de contratação forçada dos entregadores afetar a receita de seus estabelecimentos, a maioria pequenos e médios estabelecimentos. Com a possibilidade de enquadramento na lei, explodiram as “dark kitchens” na Espanha, uma modalidade de restaurante que funciona em locais escondidos apenas realizando entregas. Hoje, as entregas de dark kitchens respondem a 20% do total de entregas da Espanha. Ou seja: a intervenção do governo espanhol jogou na informalidade 1/5 do setor. E NO BRASIL? A lei proposta pelo governo Lula possui algumas diferenças em relação ao que foi feito na Espanha. Além disso, o tamanho do país também deve dificultar a fiscalização e promover mais informalidade. Analistas passaram os dias após a apresentação da lei afirmando que a lei deve penalizar apenas entregadores e clientes, pois insere a cobrança de impostos que vai significar menos ganhos para os trabalhadores e mais custos para os consumidores. O fato é que a tragédia da intervenção no setor pelo governo da Espanha possui a mesma natureza do que se pretende fazer no Brasil. E, mesmo que não arruíne o setor, irá ter impactos negativos inquestionáveis no desenvolvimento de uma das áreas que mais emprega e garante renda ao brasileiro nos últimos anos.
Jornalista do UOL sugere assassinato de conservadores

O jornalismo atual, sempre tão sedento de virtudes e cobrador de virtude, abriga os tipos mais imorais possíveis. Gente que prega amor e concórdia em uma linha, e espera que velhinhos conservadores tenham o mesmo destino dos nazistas em Bastardos Inglórios. Gente que acha válido que estes mesmos velhinhos sejam encurralados pelos brutamontes, sabidamente marginais, de torcidas organizadas. Gente como Millly Lacombe. No dia 25 de fevereiro, centenas de milhares de pessoas manifestaram-se na Avenida Paulista, em São Paulo, à favor do ex-presidente Jair Bolsonaro. apesar do grande número e dos traumas ainda recentes da manifestação atabalhioada de 87 de jhanbeiro de 2023, não houve violência e nem depredações. A direita brasileira voltou a fazwr as manifestações que a caracterizaram nos últimos dez anos. O clima pacífico foi ameaçado apenas por marginais que usam times de futebol como escudo para a prática de seus crimes. Ao fim do evento, um puhado destes maeginais intimidou mulheres, crianças e idosos que tentaram entrar em um vagão de metrô. A ação dos marginais foi comemorada pela “jornalista” Milly Lacombe, do UOL. Antes de qualquer coisa é preciso afirmar e reafirmar que torcidas organizadas são antros de marginais que já mataram brutalizaram, roubaram e cometeram centenas de milhares de delitos ao longo das últimas décadas. Absolutamente NENHUMA ação de torcidas organizadas será boa o suficiente para apagar o vasto passado de crimes. Dito isso, voltemos ao delito principal. Mais conhecida por espalhar notícias falsas do que por serviços prestados à informação do leitor, Milly já teria sido expulsa da profissão. Isso se, e somente se, o jornalismo brasileiro tivesse os critérios que exige de outras profissões. Disse Milly em sua coluna no UOL: “A manifestação na Paulista era uma manifestação antidemocrática por princípio. O que estava sendo defendido naquele dia eram valores como ditadura, tortura, torturador, golpe de Estado e tudo o que vem a reboque: racismo, misoginia, LGBTfobia, machismo”. E prosseguiu: “Seria preciso ter isso em mente: não estamos mais no terreno de polos políticos aceitáveis. Saímos desse cenário faz anos. A extrema direita não é campo legítimo. Extrema direita não se debate, se combate”. Antes de defender agressões contra mulheres (os vídeos mostram claramente mulheres sendo agredidas), Milly precisava desumanizar aquelas pessoas. O recurso argumentativo da jornalista do UOL é o mesmo empregado por defensores da destruição de adversários. “O meu adversário não pode existir. Então, eu tenho o direito de destruí-lo”. Após isso os preparativos para o horror, então veio o horror. Milly Lacombe assumiu ter se sentido feliz ao ver as agressões: “Assistir aos vídeos oferece o mesmo tipo de conforto que sentimos vendo um filme como Bastardos Inglórios por exemplo”. Aos desavisados, cabe lembrar que o filme Bastardos Inglórios possui 2h33 minutos de assassinatos daqueles que, tanto heróis quanto vilões, decidiam que não podiam existir. Toda questão é resolvida com morte e tortura. “Conforto que sentimos vendo um filme como Bastardos Inglórios por exemplo”. O ato dos marginais resumiu-se ao impedimento da entrada nos vagões. Contudo, pelo texto de Milly, é fácil constatar que se fossem utilizadas as táticas dos personagens do filme, o conforto seria maior. Milly, inclusive, reconhece o contraste covarde entre agressores e agredidos em seu texto: “O que vemos de bate-pronto: homens fortões e de cara brava barrando pessoas da terceira idade de expressões entristecidas e amedrontadas de entrarem no vagão”. Só que, pouco importa se são “velhinhos com expressões entristecidas”. Segundo Milly, as agressões são válidas, e a solução “Bstardos Inglórios” também seria porque “estavam indo apoiar um movimento de extrema direita e todos os valores associados a ele”. Pela segunda vez no texto, Milly assume que as agressões contra bolsonaristas tratam-se de um ato ilegal. “Beira a ilegalidade? Talvez. Mas é legítimo”. O fato é que Milly Lacombe usou sua coluna no UOL para pregar agressões contra bolsonaristas, até mesmo os velhinhos. DESQUALIFICADA HOJE, ONTEM E AMANHÃ Ligada ao futebol, Milly já teve suas mentiras desmascaradas ao vivo pelo técnico, e ex-goleiro Rogério Ceni. Encurralada, como um rato que percebe o clique do acionamento da ratoeira, ela persistiu na mentira. Ali, bem ali, deveria ter sido banida da profissão. Só que não. Demitir uma mentirosa poderia ser encarado como um ato de “opressão masculina”. Então, Milly Lacombe manteve o emprego e o status de “comentarista esportiva”. Passados alguns anos e diversas opiniões inúteis como ela própria, Milly Lacombe vaticinou a desqualificação que já havia mostrado as caras no caso Rogério Ceni. Afirmou que o ex-jogador Ricardo Izecson dos Santos Leite, o Kaká, era “superestimado. “Branco, classe média alta, acho que tudo isso colaborou para que ele fosse superestimado”. Para firmar uma temeridade dessas, é preciso ser muito bom na arte de desprezar a realidade e permitir que a ideologia chinfrim possibilite ao cérebro funcionar como órgão excretor. Além de mentirosa (caso Rogério Ceni) e desqualificada (caso Kaká), Milly também demonstra ser uma frustrada. Em 2022 a pseudojornalista criticou a escolha de Pedrinho, ex-jogador de futebol, como o melhor comentarista do ano de 2022. Pedrinho foi escolhido por atletas do campeonato brasileiro. “Escolha de melhores e piores é retrato da masculinidade tóxica no futebol”, disse Milly.
Jornalista Elbio Carvalho é inocentado de acusações de assédio sexual

SÃO LUÍS, 25 de janeiro de 2024 – O jornalista José Elbio Carvalho Nascimento foi inocentado das acusações de assédio sexual pela juíza Patrícia Marques Barbosa. A acusação conta o jornalista foi movida pela estudante Nelyane Gomes Ferreira, e tinha como base o crime de importunação sexual, previsto no art. 215-A do Código Penal Brasileiro. A sentença que inocentou o jornalista foi dada pela juíza Patrícia Marques Barbosa, titular da 3ª Vara Criminal. A ACUSAÇÃO Segundo a estudante, ela foi alvo de assédio entre setembro de 2020 e setembro de 2021, no ambiente de trabalho. Segundo Nelyane, Elbio Carvalho teria adotado comportamentos invasivos, como se posicionar próximo a ela, falar ao ouvido e fazer declarações de amor, causando desconforto e constrangimento. Além disso, a vítima mencionou uma situação em que o jornalista teria postado uma foto dela sem consentimento, o que teria impactado negativamente sua saúde psicológica, levando-a a buscar assistência médica. As provas apresentadas pela acusação tinham como fundamentos os testemunhos de outros funcionários e pessoas ligadas à Nelyane, além de uma foto publicada por Elbio Carvalho em suas redes sociais e alguns prints de mensagens. A DEFESA A defesa apresentada por Elbio Carvalho se baseou na argumentação da falta de provas e testemunhos insuficientes para sustentar uma condenação. As testemunhas, que trabalhavam na mesma empresa que acusado e denunciante, afirmaram que nunca presenciaram situações que configurariam o delito de importunação sexual. Além disso, a defesa ainda sustentou que o réu e acusadora trabalhavam em horários diferentes e em setores distintos, o que reduzia as possibilidades de encontros. A defesa também apontou que as conversas e interações mencionadas não eram suficientes para configurar o delito de importunação sexual, já que o tipo penal exigia a prática de atos que satisfizessem a lascívia do acusado. Além disso, foi ressaltado que as mensagens trocadas entre o réu e a vítima, como chamá-la de “Bb” e “linda”, embora revelassem um tom galanteador, não configuravam o delito em questão. FALTA DE PROVAS Segundo a sentença da juíza Patrícia Marques Barbosa, nenhuma das testemunhas ouvidas confirmou de forma veemente as acusações de Nelyane. Além do mais, alguns prints apresentados pela acusadora também não comprovavam as acusações. Em relação à foto publicada por Elbio na companhia de Nelyane em redes sociais, também ficou comprovado de que o jornalista havia pedido a autorização da acusadora para fazer as fotos e publicá-la. Face à completa e absoluta falta de provas que pudessem incriminar o jornalista, a juíza decidiu por sua absolvição.
Jornalista Elbio Carvalho é inocentado de acusações de assédio sexual

SÃO LUÍS, 25 de janeiro de 2024 – O jornalista José Elbio Carvalho Nascimento foi inocentado das acusações de assédio sexual pela juíza Patrícia Marques Barbosa. A acusação conta o jornalista foi movida pela estudante Nelyane Gomes Ferreira, e tinha como base o crime de importunação sexual, previsto no art. 215-A do Código Penal Brasileiro. A sentença que inocentou o jornalista foi dada pela juíza Patrícia Marques Barbosa, titular da 3ª Vara Criminal. A ACUSAÇÃO Segundo a estudante, ela foi alvo de assédio entre setembro de 2020 e setembro de 2021, no ambiente de trabalho. Segundo Nelyane, Elbio Carvalho teria adotado comportamentos invasivos, como se posicionar próximo a ela, falar ao ouvido e fazer declarações de amor, causando desconforto e constrangimento. Além disso, a vítima mencionou uma situação em que o jornalista teria postado uma foto dela sem consentimento, o que teria impactado negativamente sua saúde psicológica, levando-a a buscar assistência médica. As provas apresentadas pela acusação tinham como fundamentos os testemunhos de outros funcionários e pessoas ligadas à Nelyane, além de uma foto publicada por Elbio Carvalho em suas redes sociais e alguns prints de mensagens. A DEFESA A defesa apresentada por Elbio Carvalho se baseou na argumentação da falta de provas e testemunhos insuficientes para sustentar uma condenação. As testemunhas, que trabalhavam na mesma empresa que acusado e denunciante, afirmaram que nunca presenciaram situações que configurariam o delito de importunação sexual. Além disso, a defesa ainda sustentou que o réu e acusadora trabalhavam em horários diferentes e em setores distintos, o que reduzia as possibilidades de encontros. A defesa também apontou que as conversas e interações mencionadas não eram suficientes para configurar o delito de importunação sexual, já que o tipo penal exigia a prática de atos que satisfizessem a lascívia do acusado. Além disso, foi ressaltado que as mensagens trocadas entre o réu e a vítima, como chamá-la de “Bb” e “linda”, embora revelassem um tom galanteador, não configuravam o delito em questão. FALTA DE PROVAS Segundo a sentença da juíza Patrícia Marques Barbosa, nenhuma das testemunhas ouvidas confirmou de forma veemente as acusações de Nelyane. Além do mais, alguns prints apresentados pela acusadora também não comprovavam as acusações. Em relação à foto publicada por Elbio na companhia de Nelyane em redes sociais, também ficou comprovado de que o jornalista havia pedido a autorização da acusadora para fazer as fotos e publicá-la. Face à completa e absoluta falta de provas que pudessem incriminar o jornalista, a juíza decidiu por sua absolvição.
Caso Choquei expõe Judiciário

Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por José Linhares Junior (@joselinharesjr)
Vídeo bombástico expõe mentiras do youtuber Felipe Neto

A verdadeira face do youtuber Felipe Neto foi exposta em um minidocumentário produzido pelo também youtuber Daniel Penin. A peça tem cerca de 40 minutos e expõe as incoerências na carreira do youtuber, que vão desde a produção de conteúdo de cunho sexual para crianças até o desrespeito da quarentena durante a pandemia. Neto era um dos principais defensores do lockdown. Além disso, livro infantil que usa a figura do ator pornô Kid Bengala e diversos vídeos com situações impróprias para crianças também são expostas. A relação de Felipe Neto com o notadamente site de golpes Blaze (que foi omitida em uma grande matéria do fantástico), também é detalhada no vídeo. São cerca de 45 minutos em que fatos são expostos e demolem a imagem forjada por Felipe Neto ao longo dos últimos anos. assista:
Duarte deixa de seguir @choquei e divulga nota de repúdio contra perfil

SÃO LUÍS, 24 de dezembro de 2022 – Após matéria do blog que expunha sua relação com o perfil petista Choquei, o deputado federal Duarte Jr (PSB) rompeu o silêncio e decidiu posicionar-se. O parlamentar divulgou nota de repúdio contra o perfil, deixou de segui-lo e apagou publicações alusivas a ele. Com a divulgação de sua condenação às ações do portal, Duarte Jr demonstra sensibilidade em relação à gravidade da ação do perfil Choquei, responsável pela divulgação de notícias falsas que resultaram na morte de uma pessoa. Logo após matéria do Blog do Linhares, o deputado ligou para o titular do blog e esclareceu os fatos que, segundo ele, se tratou de um mal-entendido. A posterior nota expressando repúdio ao Choquei e solidariedade à família de Jéssica Vitória Canedo, refletem maturidade política em reconhecer e reagir ao erro grave de divulgar o perfil já conhecido por divulgar fake news. Após divulgar a nota, Duarte Jr removeu as publicações alusivas ao site e deixou de seguir o perfil. Segundo o Duarte, ele não havia tomado conhecimento da situação antes da matéria do blog pois cumpria larga agenda de compromissos no interior do estado. Ao ser avisado da matéria, Duarte tratou de ligar ao titular do blog, prestar os devidos esclarecimentos e anunciar o que iria fazer. Ao assumir uma posição clara contra o perfil responsável pela morte de Jéssica, mesmo sendo este alinhado ao seu grupo político, Duarte Jr não apenas se alinhou às expectativas de conduta ética neste episódio, mas também estabeleceu um padrão que outros políticos bem poderiam seguir. A postura do deputado poderia servir de exemplo para seus colegas políticos, incluindo figuras influentes como o prefeito de São Luís, Eduardo Braide. Em um momento em que a sociedade clama por líderes que reconheçam a gravidade e o impacto de suas palavras e ações, a resposta medida e considerada de Duarte Jr ao incidente oferece um caminho digno de consideração. Se mais políticos adotassem postura semelhante, reconhecendo rapidamente suas falhas e tomando medidas corretivas, talvez pudéssemos esperar uma era de maior responsabilidade e integridade no discurso público. O deputado está de parabéns por afastar-se do perfil petista e reconhecer seu caráter nocivo contra a sociedade.
Políticos maranhenses silenciam em relação a perfil petista responsável por morte de garota

SÃO LUÍS, 24 de dezembro de 2023 – A classe política maranhense, em sua maioria a favor do Projeto de Lei 2630, que amordaça as redes, não manifestou ainda em relação ao perfil petista Choquei. O site divulgou fake news apontada como responsável pelo suicídio da jovem Jéssica Vitória Canedo. O caso ganhou ampla repercussão em todo o país. O suicídio da jovem Jéssica Vitória Canedo, uma fatalidade atroz, foi diretamente relacionada à disseminação de uma notícia falsa pelo Choquei, insinuando um romance inexistente entre ela e o humorista Whindersson Nunes. Mesmo avisado pela garota e por seus familiares sobre a fake news, o proprietário do perfil, Raphael Sousa, debochou da jovem. O ato de irresponsabilidade digital não apenas manchou a reputação de Jéssica, mas também precipitou um desfecho trágico. Além de responsável direto pela morte de Jéssica, o perfil Choquei é frequentemente acusado de disseminar fake news. O fato é que os efeitos trágicos do sensacionalismo do site eram mais do que esperados. E eles vieram. Agora, muito mais do que provado o caráter maligno do perfil, espera-se que seus apoiadores e entusiastas façam uma reflexão. DUARTE JR Na primeira versão deste texto, o deputado federal Duarte Jr foi apontado como protagonista da matéria. Contudo, em conversas pelo telefone, o parlamentar afirmou que ainda não tinha tomado conhecimento do caso e que nenhum outro político havia se manifestado. A segunda alegação foi constatada verídica. Contudo, as alegações do deputado não apagam o fato de que ele comemorou em janeiro deste ano a relação com os divulgadores de fake News responsáveis pela morte de Jéssica e que frequentemente compartilha notícias do referido perfil. CLASSE POLÍTICA Enquanto a família da vítima e uma nação inteira choram essa perda desnecessária, o silêncio dos políticos maranhenses ecoa ensurdecedor. A falta de uma declarações firmes contra o perfil Choquei e a condenação firme não apenas questionam o compromisso com a ética na comunicação digital, mas também coloca em dúvida a sinceridade daqueles que apoiaram o PL 2630. Se de fato defendem a censura como um meio de proteger o público, por que então não criticam um portal que claramente desestabiliza e prejudica a sociedade? Será que a orientação do Choquei, notadamente um perfil petista, concede a ele um salvo conduto para divulgar notícias falsas? O caso de Jéssica é um lembrete sombrio que as palavras têm poder e as fake news têm preço, muitas vezes fatal. Em um mundo ideal, políticos seriam os primeiros a levantar a bandeira contra as injustiças digitais, não apenas com palavras, mas com ações e associações coerentes com seus discursos. O caso de Jéssica Vitória Canedo merece mais do que o silêncio conveniente; merece justiça, ação e uma promessa de que tais tragédias serão combatidas com toda a força e seriedade que merecem. O Maranhão espera a classe política maranhense trate o perfil petista Choquei com a dureza necessária, pois esta é a única atitude que irá consolidar o prevalecimento da verdade contra a retórica e a demagogia. *Texto editado após alegações do deputado federal Duarte Jr checadas e consideradas verídicas.