Professora de filosofia que comandou sessão de bullying é intimada pela polícia

A Polícia Civil intimou uma professora de filosofia do Colégio Estadual Thales de Azevedo, em Salvador, para prestar esclarecimentos sobre uma sessão de bullying. Segundo boletim de ocorrência, a professora teria incentivado hostilizações contra uma aluna e permitido que ela sofresse assédio moral em sala de aula. Tudo motivado pela opinião política da aluna. A mãe da aluna registrou boletim de ocorrência na última terça (16). Segundo ela, a filha teria sido constrangida na escola e hostilizada por colegas devido à sua opinião política. Ela ainda relatou que sua filha também teria sido impedida pelos outros alunos de participar de atividades em grupo, com o consentimento da professora. A Associação dos Professores Licenciados do Brasil (APLB-Sindicato) manifestou-se à favor do bullying contra a aluna. Segundo a entidade, a reação da família ao assédio da estudante é “tentativa de intimidação, coação e pressão psicológica por grupos de extrema direita que tentam cercear a livre expressão e tumultuar aulas e algumas atividades propostas pelos professores e professoras”. As pessoas envolvidas no caso da professora de filosofia estão sendo ouvidas pela polícia.
Jornal Hoje exibe péssima situação das escolas maranhenses

O Jornal Hoje, da rede Globo, mostrou nesta semana a situação precária da educação pública em alguns municípios do Maranhão. A reportagem mostrou escolas funcionando sem a mínima condição de estrutura física e pedagógica, devido os problemas como a falta de luz, agua e banheiro. No município de Igarapé do Meio, foi mostrado o uso da varanda da casa de uma diretora como sala de aula. A situação acontece para minimizar a paralisação das aulas e minimizar o impacto de quatro escolas fechadas há três meses para reforma. Na Comunidade Retiro dos Pretos, zona rural de Igarapé do Meio, a Prefeitura construiu um espaço de barro e taipa para funcionar como escola. Sem material disponível, a professora contou que a rotina pedagógica é na base do improviso. Em Monção, a prefeita Klautenis Oliveira, mais conhecida como Claudia Silva, recebeu verba do dinheiro público no valor de 186 mil reais para reformar 57 escolas municipais. Porem, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal já investigam indícios de que a reforma dessas escolas não foram realizadas. Já em Bom Jardim, a situação também é precária, com a falta de energia nas escolas, os alunos usam lanterna para estudar. O prefeito Paulo Barros não se pronunciou.