Maranhãozinho garante que irá disputar governo do estado

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) confirmou que deve participar da disputa pelo Governo do Maranhão nas eleições de 2022. O anúncio foi feito pelo próprio Josimar durante encontro em Bacuri, cidade do interior maranhense. “Venha quem vier Josimar Maranhãozinho estará na disputa para Governo do Estado em 2022”, disse o deputado. Ao lado do secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (Solidariedade), do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr (PSD), do prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (sem partido), do senador Weverton Rocha (PDT) e do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), Josimar é o sexto político a assumir publicamente que deve disputar a eleição. No mês passado o deputado não assinou documento de compromisso com o governador Flávio Dino (PSB) feito em evento partidário dentro do Palácio dos Leões. Josimar tem forte influência no PL, Avante e Patriota. Dessa forma, a participação das eleições depende única e exclusivamente do próprio Josimar.
Simplício mantém pré-candidatura e defende saída econômica para o Maranhão

O secretário de Estado de Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo (Solidariedade), voltou a defender sua pré-candidatura ao Governo do Maranhão. O secretário tem se destacado por ser, entre todos os demais postulantes ao cargo de governador, que tem defendido o desenvolvimento econômico como saída para o Maranhão. Em live transmitida por uma cadeia de rádios e em vários canais na internet, Simplício falou sobre o cenário político local e analisou o ambiente sócio-econômico do estado. “Sou pré-candidato ao governo do meu estado. Cheguei até aqui de cabeça erguida e vou continuar de cabeça erguida”, disse. Até o momento confirmaram pré-candidatura ao governo o senador Weverton Rocha (PDT), o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr (PSD) e o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim. Simplício é o único deles que aposta a maioria de suas fichas na conquista da vaga por meio de propostas de desenvolvimento econômico e com ênfase na população.
Eduardo Braide acaba com especulações sobre candidatura em 2022

Responsável por um melhores inícios de gestão pública no Maranhão das últimas décadas (o que não significa tratar-se de um início perfeito), Eduardo Braide era visto como possível candidato ao governo em 2022 por apoiadores. Na manhã desta segunda (2), o prefeito pôs fim às especulações e afirmou que não deve deixar o posto para tentar o governo. “Nesse momento, realmente, a intenção é cuidar bem da cidade. As minhas energias, os meus esforços, os meus cuidados, estão em fazer de São Luís uma cidade melhor”, disse Eduardo Braide. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Ponto Final, da Mirante AM. Nas últimas semanas afirmei a vários interlocutores que a permanência no cargo era o caminho natural de Braide. Após quatro anos de espera, duas eleições, uma eleição desgastante em 2020 e a luta contra a Covid-19 já no primeiro semestre da gestão, seria perigoso embarcar em uma eleição de governador menos de 2 anos após tomar posse como prefeito. A permanência de Braide no cargo o tira de uma aventura em 2022 e o coloca como favorito na reeleição de 2024. Dessa forma, o esperado é que Braide apenas tente voos mais alto em 2026. Dadas as circunstâncias e a configuração explícita do governador Flávio Dino (PSB) em apoiar o vice Carlos Brandão (PSDB) com o intuito de voltar ao governo em 2026, o embate entre Eduardo Braide e Flávio Dino é real (desde que Brandão seja eleito no ano que vem e Flávio Dino conquiste a provável vaga para o Senado). A opção de Braide por uma gestão exitosa é a melhor estratégia a seguir. Pois mantém a confiança do povo que o escolheu para ficar por quatro anos no mandato e lhe dá a chance de preparar o ataque onde a classe política maranhense é mais débil (principalmente o governador Flávio Dino): a gestão.
Manifestações pelo voto atraíram grande público
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“Cédula de papel” é fake news!
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Lahesio Bonfim tumultua manifestação pelo voto impresso em São Luís

O prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, e seu grupo tumultuaram a manifestação pró-voto impresso realizada em São Lu ontem (1). Participantes do ato se disseram chocados com a violência das palavras do prefeito e de seus apoiadores contra a organização do evento. “Eu já participei de várias manifestações e nunca tinha visto isso”, disse uma das organizadoras. As críticas são direcionadas à quebra do roteiro do evento pelo grupo do prefeito Lahesio Bonfim. Na quarta (28), em reunião da organização, ficou acordado que não seriam permitidos discursos de pré-campanha ou que fugissem da pauta do voto impresso. O acordo foi quebrado quando o prefeito de São Pedro dos Crentes discursou. Lahesio esqueceu a pauta do evento e fez propaganda política de si mesmo. O pré-candidato falou sobre o voto impresso auditável rapidamente, por pouco mais de 30 segundos. Ao ser interrompido por membros da organização, o prefeito prosseguiu desrespeitando o compromisso de não falar sobre pré-campanha. Após sua fala, foram iniciados uma série de ataques do grupo do prefeito contra os demais membros da organização do evento. Muitos participantes, chocados com a violência e teor das palavras dos apoiadores de Lahesio, deixaram a manifestação. “Eu fiquei sem entender nada. Tinha levado meus filhos e, do nada, eles (grupo de Lahesio) começaram a xingar todo mundo. Fui embora”, disse uma participante. O mais descontrolado dos apoiadores de Lahesio Bonfim era o médico extremista Allan Garcês, já conhecido por sua truculência tanto no meio da saúde quanto no meio político. Garcês atacou e xingou demais membros da manifestação que deveria sair em carreata pelas ruas da cidade. A certo ponto, o médico lançou mão em uma estratégia antiga de dividir o movimento. Espalhando desinformação, o extremista afirmou que não haveria mais carreata. Alguns participantes, confusos com a situação, não acompanharam o comboio. INFILTRADOS? Essa foi a primeira participação do prefeito Lahesio Bonfim em eventos da chamada “direita maranhense”. Coincidentemente, foi a primeira vez que uma manifestação acabou em desordem e ataques. Semanas atrás o prefeito afirmou em entrevista à TV Mirante que não gosta de ser identificado como “bolsonarista” e que seu jeito de fazer política é diferente da promovida por Jair Bolsonaro. Após a manifestação, cresceu a tese entre lideranças conservadoras no estado de que Lahesio Bonfim esteja sabotando as ações propositadamente. O prefeito seria motivado pelo rancor de saber que não será escolhido pelo presidente como seu candidato no estado. Dessa forma, ao lado de extremistas como Allan Garcês, estaria espalhando desinformação e propondo a desunião entre os grupos.
Deposição de Flávio Dino pode unir classe política no Maranhão

Nas eleições de 2018 o governador Flávio Dino não poupou esforços para vencer a eleição ainda no 1º turno. Denúncias dão conta de que a vitória esmagadora de Dino só foi possível mediante à criação de uma estrutura de ataque à democracia. Os crimes chegaram ao TSE e o governador corre o risco de perder o mandato e ficar inelegível. Sua cassação poria fim a um período de hegemonia política e beneficiaria tanto adversários quanto aliados. A deposição de Flávio Dino deveria ser uma prioridade da classe política maranhense. DEMOCRACIA SOB ATAQUE O esquema consistia em uma série de ações ilegais baseadas no uso da estrutura do governo para compra de votos que foi desde a criação de dezenas de cargos de capelães e até o desvio de recursos da saúde para asfaltamento de estradas. Os crimes cometidos pelo Coligação Todos Pelo Maranhão, formada por Flávio Dino e Carlos Brandão, foram denunciados por advogados da Coligação Maranhão Quer Mais. Mesmo com provas robustas do cometimento de crimes, a justiça local inocentou o governador e seu vice. (Saiba mais sobre a denúncia detalhada aqui). Acontece que nas instâncias a situação mudou de figura. Flávio Dino foi obrigado a exonerar 47 servidores nomeados na suposta “Farra dos Capelães” que supostamente foi montada para comprar o apoio de pastores que costumam comercializar o voto dos fiéis. A decisão pela exoneração aconteceu em 26 de fevereiro deste ano e foi ordenada pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão de Marques ligou o sinal vermelho no Palácio dos Leões que começou a tratar o caso com mais atenção. Os supostos crimes comandados por Flávio Dino nas eleições de 2018 também podem ser observados nas eleições de 2016 e 2020. Ocasiões em que o governador fez uso indiscriminado da máquina pública para eleger prefeitos. O depudor do governador chegou ao ponto de que no passado, em plena crise da pandemia, ele convidava eleitores para glomerarem em comícios em suas redes sociais. BOM PARA TODOS O jeito autoritário de governar de Flávio Dino garantiu a ele e a seu grupo mais próximo uma hegemonia política que incomoda tanto aliados quanto adversários. Por medo das represálias de um governador que sempre ameaça aliados e persegue adversários, o silêncio acabou sendo a única forma de defesa dos incomodados com a situação. Por conta desta situação, a possibilidade de deposição do comunista é festejada no íntimo de 8 em cada 10 políticos do Maranhão. Em caso de condenação, Flávio Dino e o vice-governador Carlos Brandão ficam automaticamente inelegíveis por 8 anos. Se a decisão for tomada faltando menos de seis meses para o fim do mandato (meados de 2022), deputados estaduais serão instados. Caso seja tomada antes, serão chamadas novas eleições. O efeito imediato da cassação de Flávio Dino é o desmonte da estrutura política criada para que secretários de governo tomem os mandatos de deputados estaduais e federais nas eleições do ano que vem. O número de pré-candidatos entre secretários é inédito e evidencia o projeto de poder do governador. No ano que vem Flávio Dino pretende deixar sem mandato muitos dos que hoje chama de aliados. Além de evitar uma ofensiva do governo contra deputados, a cassação de Flávio Dino também beneficia membros do seu próprio grupo e de adversários. O fim da hegemonia de Flávio Dino beneficiaria diretamente aliados que correm perigo com a manutenção do poder. Casos do senador Weverton Rocha, Luciano Leitoa, Othelino Neto, Josimar de Maranhãozinho, André Fufuca, Juscelino Rezende, Neto Evangelista e outros que hoje não fazem parte dos planos em médio e longo prazo. Já os adversários, esmagados nos últimos 6 anos pela máquina comunista, teriam a chance de se reorganizar. Caso o silêncio dê lugar a ação, a situação do governador pode se complicar no TSE e seu reinado de autoritarismo pode render sua deposição.
Saída de Cleide Coutinho da política atrapalha planos de Flávio Dino

Ex-esposa do lendário Humberto Coutinho, a deputada estadual Cleide Coutinho (PDT) anunciou que não deve disputar um novo mandato político. Cleide havia sido indicada pelo governador Flávio Dino como vice em uma possível chapa ao lado de Carlos Brandão. A estratégia consistia em isolar o senador Weverton Rocha na disputa do ano que vem. O anúncio de Cleide forçará Flávio Dino a buscar uma outra alternativa para o cargo. O PLANO Indícios dão conta de que Flávio Dino tem como “plano B” na política uma possível volta ao governo em 2026. Daí a preferência por Brandão, que irá buscar reeleger-se no ano que vem após a renúncia do próprio Flávio Dino. Ao contrário de Weverton, o tucano não poderá, caso eleito no ano que vem, disputar novamente o cargo de governador em 2026. O cargo ficaria livre para um possível retorno de Flávio Dino. A última “ponta solta” na estratégia era o cargo de vice na chapa de Carlos Brandão. Weverton Rocha chegou a sugerir que poderia abrir mão da disputa no ano que vem e indicar o vice na chapa de Brandão. Com isso, Weverton garantiria o apoio do preposto em 2026 quando Carlos Brandão deixasse o cargo para disputar o senador, assim como deve fazê-lo o governador Flávio Dino. A recusa de Flávio Dino no consenso escancarou os planos do comunista de voltar ao governo nas próximas eleições e deixaram abalada a relação com o senador. A médio e longo prazo, dentro dos planos de Flávio, Weverton não disputará o governo. O desinteresse de Cleide Coutinho pela política, segundo alguns observadores, já era percebido na Assembleia Legislativa. Sabedor disso, o governador Flávio Dino (PSB) via na ilustre política de Caxias uma forma de neutralizar o perigo de que o vice de Carlos Brandão, desde que eleito com o tucano, tente disputar a eleição em 2026. Cleide Coutinho, que desfruta de um respeito inabalável dentro do grupo governista, teria seu nome aclamado por unanimidade ao mesmo tempo que não demonstra interesse em seguir na vida pública. Ao anunciar que não deve mais disputar, Cleide pode ter atrapalhado os planos de Flávio Dino de usá-la. A notícia da aposentadoria política de Cleide Coutinho foi dada em primeira mão pelo jornalista Ricardo Marques.