Rildo Amaral se alia a Braide após articulação de Fufuca

IMPERATRIZ, 17 de julho de 2026 — O prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), anunciou apoio à pré-candidatura de Eduardo Braide (PSD) ao Governo do Maranhão para as eleições de 2026. A articulação foi conduzida pelo pré-candidato ao Senado André Fufuca (PP). O acordo amplia a base política de Braide no estado e fortalece sua presença na segunda maior cidade maranhense. A aliança marca uma mudança no cenário político. Nas eleições municipais de 2024, Rildo disputou a Prefeitura de Imperatriz contra Mariana Carvalho, que recebeu apoio de Eduardo Braide. Então, menos de dois anos depois, os antigos adversários passam a integrar o mesmo grupo político na disputa estadual. O novo alinhamento também afasta Rildo Amaral do grupo do governador Carlos Brandão (PSB). Durante a campanha municipal de 2024, Brandão apoiou a candidatura do prefeito em Imperatriz. Agora, Rildo passa a integrar o grupo que pretende disputar o governo contra o candidato apoiado pelo atual governador. Imperatriz é o segundo maior colégio eleitoral do Maranhão. Por isso, o apoio de Rildo é considerado importante para ampliar a articulação política de Eduardo Braide na Região Tocantina. Além disso, o movimento reforça a estratégia de André Fufuca de reunir novos aliados antes das convenções partidárias para as eleições de 2026.
Braide fecha chapa majoritária com Lahesio para o Senado

MARANHÃO, 09 de julho de 2026 — O pré-candidato ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide, anunciou na noite de quinta (9) o apoio ao ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), para disputar o Senado nas eleições de 2026. Antes do anúncio, Braide já havia declarado apoio ao ex-ministro dos Esportes, André Fufuca (PP), como primeiro candidato ao Senado. Além disso, a empresária Elaine Carneiro segue como pré-candidata a vice-governadora. A aliança reúne Braide e Lahesio, que estão entre os principais nomes da oposição no Maranhão. Lahesio desistiu da pré-candidatura ao Governo do Estado e, então, passou a disputar uma vaga no Senado.
Yglésio associa Braide a Flávio Dino e faz apelo à direita

MARANHÃO, 03 de julho de 2026 — O deputado estadual Yglésio Moyses afirmou, nesta quinta (2), na Assembleia Legislativa do Maranhão, que o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide representa o projeto político do ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino no estado. O parlamentar fez a declaração ao defender a união da direita em torno da pré-candidatura de Lahesio Bonfim ao Senado. Segundo Yglésio, parte do eleitorado conservador estaria apoiando Braide sem identificar, na avaliação dele, a proximidade política do ex-prefeito com aliados de Flávio Dino. “Tem gente se iludindo que esse cidadão representa a Direita. Ele não representa, 70% da Direita está com ele porque não entendeu que ele representa hoje o projeto de Flávio Dino no Estado, não é Felipe Camarão. Os Prefeitos aqui de Deputados da Casa, do Deputado Othelino, eles não votam em Felipe Camarão, eles votam em Eduardo Braide: Raimundo Lídio, de Paulino Neves, o grupo do Carlinhos Barros. Eles não estão com Felipe Camarão”, afirmou. Para sustentar o argumento, o deputado exibiu uma fotografia no plenário e afirmou que lideranças ligadas ao grupo do ex-governador estariam direcionando apoio a uma possível candidatura de Braide ao Governo do Maranhão. Durante o discurso, Yglésio declarou que “o candidato de Flávio Dino é aquele de camisa branca”. Além disso, afirmou que prefeitos e outras lideranças do campo de oposição ao governador Carlos Brandão estariam migrando para o projeto político de Eduardo Braide, e não para uma eventual candidatura do vice-governador Felipe Camarão. O deputado também pediu que os eleitores de direita concentrem apoio na eleição de Lahesio Bonfim para o Senado e de candidatos alinhados ao campo conservador para a Câmara dos Deputados. “Quem quer ser o futuro da Esquerda é Flávio Dino, por isso que nós temos obrigação de sepultar politicamente tudo que seja projeto dele no Maranhão, porque ele vai utilizar isso para tentar ser Presidente do Brasil. Então, amigos da Direita, não se enganem, olhem para o futuro. Vamos eleger Flávio Bolsonaro e vamos sepultar politicamente todos os aliados de Flávio Dino.” Segundo Yglésio, essa estratégia é necessária para impedir o fortalecimento político de Flávio Dino no Maranhão.
Dino é acusado de chantagear Josimar por apoio a Braide

MARANHÃO, 25 de junho de 2026 — O deputado estadual Dr. Yglésio Moyses afirmou, durante sessão na Assembleia Legislativa do Maranhão, que o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino estaria conduzindo uma perseguição contra o deputado federal Josimar de Maranhãozinho. O parlamentar fez as declarações ao criticar a atuação de Dino em processos que envolvem políticos maranhenses, mencionando Juscelino Filho e Roberto Rocha, e defendeu que o ministro se declare impedido de atuar nesses casos. “O Código de Processo Civil no 144 e 145, ele configura impedimento de suspeição do magistrado, amizade íntima com qualquer das partes ou interesse indireto no julgamento. O artigo 21 do Regimento do STF também diz a mesma coisa. Compartilhamento de advogado é pior do que beijo na boca no trisal. Ele não está literalmente no rol de impedimento, mas ele está no coração da doutrina chamada Imparcialidade”, declarou Yglesio. Segundo Yglésio, a relação política e institucional mantida ao longo dos anos entre Flávio Dino e Josimar comprometeria a imparcialidade necessária para o julgamento de ações envolvendo o parlamentar federal. Além disso, ele exibiu fotografias e registros de encontros públicos entre os dois durante o período em que Dino ocupou cargos políticos no Maranhão e no Governo Federal. Durante o pronunciamento, Yglésio afirmou ter identificado elementos que, em sua avaliação, caracterizariam impedimento ou suspeição. Entre os pontos citados, ele mencionou reuniões institucionais, aparições públicas conjuntas e a atuação de um advogado que teria representado interesses ligados aos dois em momentos distintos. O deputado também citou dispositivos do Código de Processo Civil e do Regimento Interno do STF para sustentar seu entendimento. Segundo ele, a legislação prevê situações em que magistrados devem se afastar de processos para preservar a imparcialidade do julgamento. Yglésio argumentou ainda que o princípio da imparcialidade objetiva exige não apenas neutralidade efetiva, mas também a ausência de circunstâncias que possam gerar dúvidas sobre a independência do julgador. Por isso, defendeu que os fatos apresentados deveriam ser analisados pelas instituições competentes.
Ex-secretário associa sobrecarga neonatal a plano de Braide

SÃO LUÍS, 25 de junho de 2026 — O ex-secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, questionou decisões adotadas durante a gestão do ex-prefeito Eduardo Braide na área da saúde. As declarações ocorreram durante debate promovido pelo UQ! Podcast, em São Luís. Segundo ele, algumas medidas administrativas teriam sido influenciadas pelo projeto político de Braide de disputar o Governo do Maranhão. Durante a discussão, Tiago afirmou que Braide já se preparava para a eleição estadual enquanto administrava a capital, apontando mudanças realizadas no Hospital da Criança após a reinauguração da unidade. Para o ex-secretário, a interrupção do atendimento destinado a recém-nascidos de até oito dias de vida gerou impactos na rede pública de saúde. Segundo Tiago, a retirada de um serviço de uma unidade faz com que a demanda seja absorvida por outros hospitais e maternidades. Por isso, ele questionou os motivos que levaram ao encerramento de um atendimento que, de acordo com seu relato, era oferecido há anos. “Quando um serviço é interrompido, alguém deixa de ser atendido. Quando uma porta se fecha, a pressão aparece em outro lugar da rede. Por que um atendimento que foi mantido por anos deixou de existir de forma tão abrupta? As disputas políticas passam. Mas os impactos das decisões ficam pra quem mais precisa”, afirmou. No debate com o ex-secretário municipal de Saúde, Dr. Joel Nunes, Tiago também defendeu o princípio da universalidade do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele destacou que São Luís recebe pacientes de outros municípios porque concentra serviços de média e alta complexidade e recebe recursos para esse atendimento. Ao concluir, o ex-secretário afirmou que mudanças na assistência à saúde produzem efeitos diretos na população. Segundo ele, os impactos dessas decisões devem ser discutidos, principalmente quando envolvem serviços voltados ao público infantil e a pessoas em situação de maior vulnerabilidade.
André Fufuca explica decisão de caminhar com Braide

MARANHÃO, 22 de junho de 2026 — O deputado federal André Fufuca (PP) se posicionou sobre disputa por uma vaga no Senado nas próximas eleições e oficialização de apoio ao grupo liderado por Eduardo Braide (PSD). Segundo Fufuca, a decisão ocorreu após perceber um sentimento de mudança durante visitas a municípios maranhenses. Ele afirmou que participou de diferentes ciclos políticos ao longo dos últimos anos, ao lado dos governadores Flávio Dino e Carlos Brandão, além do presidente Lula. O parlamentar disse que a política é formada por ciclos e que os agentes públicos precisam compreender as demandas da população. Ao justificar a aliança, Fufuca afirmou que a escolha não foi baseada em interesses políticos ou sobrenomes, mas nas necessidades das famílias maranhenses. Apesar da mudança de posicionamento, o deputado agradeceu ao governador Carlos Brandão pela parceria construída nos últimos anos. Ele também manifestou o desejo de que as obras em andamento no estado tenham continuidade e agradeceu o apoio recebido de prefeitos de diferentes regiões. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por André Fufuca (@andre_fufuca)
Braide confirma Fufuca como seu pré-candidato ao Senado

MARANHÃO, 17 de junho de 2026 — O pré-candidato ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide, anunciou nesta quarta (17) o deputado federal André Fufuca como seu primeiro pré-candidato ao Senado nas eleições de 2026. O anúncio confirmou uma articulação que já era esperada nos bastidores políticos. Ao divulgar a aliança, Braide destacou a união entre os dois grupos para a disputa eleitoral. A definição ocorre após Fufuca deixar a base política do governador Carlos Brandão. O deputado participou do governo estadual, mas decidiu seguir o novo caminho político. A mudança também provoca reflexos na Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil. Isso porque o deputado federal Pedro Lucas permanece na base governista e chegou a ser citado como possível candidato ao Senado. Além disso, a saída de Fufuca evidencia uma divisão entre lideranças dos partidos que compõem a federação. Nos bastidores, a tendência é que Pedro Lucas dispute a reeleição para a Câmara dos Deputados. Com isso, a deputada federal Roseana Sarney surge como possível segundo nome ao Senado na chapa do pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão. A outra vaga já está reservada para o senador Weverton Rocha.
Lahesio, o cavaleiro que desmonta do próprio cavalo

E lá vai Lahesio Bonfim, ex-xerife da direita maranhense, guardar as esporas depois de semanas jurando que Eduardo Braide tentou comprá-lo com um pix eleitoral vitaminado. Agora enche o peito para falar fino: “penso no Maranhão”, como quem troca a indignação por um vale-refeição. O problema? Quando se acusa o mercador de tentar comprar tapete e depois se deita no mesmo tapete, o público conclui rapidinho: ou a mercadoria era boa, ou o discurso era lorota. Quem acompanha Bonfim lembra das lives recentes inflamadas em podcasts: ele jurava ter resistido a “maletas de dinheiro” e “promessas indecentes” vindas do staff de Braide. Ora, se hoje o herói pendura a capa na mesma cabideira de quem acusou de corruptor, há duas versões possíveis: ou a oferta melhorou subitamente, ou a moral do cavaleiro era inflável desde o começo. O fato, meus caros e caríssimas, é que ambas ferem o eleitor que engoliu a narrativa da pureza ideológica. É aqui que o roteiro beira o pastelão: o eleitorado de direita vê seu antigo porta-bandeira abrir alas para um prefeito que desfilou ao lado da turminha de Flávio Dino nos últimos meses: Othelino Neto, Carlos Lula e Rodrigo Lago. É como passar o ano inteiro dizendo que sarapatel é água suja e, na hora da Ceia de Natal, botar um panelão de sarapatel na mesa. Mais grave: a desistência mata a pluralidade do pleito. Fica Braide (com Dino nos bastidores) de um lado e Brandão do outro, enquanto Roberto Rocha (que foi enganado por Lahesio) decide se vira tapete persa ou capacho de aeroporto. A chamada terceira via de direita vira beco sem saída, pintado de cinza. Quem buscava uma opção de verdade agora olha a mesa e só encontra ou um tapete puxado a qualquer momento ou uma carne assando sem tempero. E antes que alguma bobão afirme que Braide é de direita assim como Lahesio, bora lá! Braide nunca foi de direita e nunca fez questão sequer de demonstrar isso! Quem duvidar que procure. O irmão Fernando faz dobradinha com a turma do PCdoB na Assembleia, e o próprio Eduardo foi líder do primeiro governo Flávio Dino. Ligar-se a Braide é pendurar retrato na galeria do ministro do STF que, dia sim outro também, dispara adjetivos radiativos contra a direita perseguida que Lahesio dizia representar. É como prometer suco detox de cupuaçu e, na hora de servir, entornar um copão de tiquira quente: o freguês engasga, mas a piada é só do vendedor. Imaginar que os dinistas permitirão a um direitista ocupar uma cadeira no Senado é acreditar em boto-cor-de-rosa em pleno Rio Anil: bonito na lenda, mas ninguém prova que existe. Dino move peças como quem joga dominó numa mesa que já conhece de cor; quando a última pedra cai, só sobram espaços para aliados de confiança: Eliziane, Roseana ou na pior das hipóteses, Fufuca e Weverton. Qualquer um serve! Menos nunca um “outsider” que passou a vida chamando o ministro de tirano. Lahesio apostar nessa reviravolta soa como o inocente que leva cuscuz para trocar por carro na feira do Nhozinho Santos (ainda existe?). Volta para casa de mãos abanando e ainda paga o estacionamento. Quanto à promessa de cargos, posição e participação em um futuro governo Braide, vale tanto quanto nota de três reais passada na feirinha da João Lisboa: colorida, cheia de conversa, mas ninguém troca nem por um punhado de farinha. O histórico do ex-prefeito inclui demitir secretário por mensagem de WhatsApp! Imagine o zelo que dedicará a um “aliado” incômodo para a todo poderoso ministro com ambição de Senado? Resta a dúvida que fede mais que peixe esquecido no sol: esse súbito acesso de inocência de Lahesio, que não percebe que essa aliança é “caracu”, é genuíno ou vem com recibo dobrado no bolso? Porque, no Maranhão, a linha entre “fui convencido” e “fui convencido… em dinheiro” é pequena como indumentária de índia no São João. E onde fica Roberto Rocha, o parceiro de chapa que sonhava vestir a faixa de senador ao lado de um governador direitista? Fica na sala de espera, segurando o bolo de casamento enquanto o noivo escapa pela janela. Traição tamanho família: Lahesio larga o aliado e ainda entrega de bandeja ao grupo de Dino a chance de impedir que qualquer adversário sério atravesse a porta do Senado. Para completar a ópera, Felipe Camarão faz o papel de candidato “laranja” do PT para disputar o governo só para que Brandão perca a companhia de Lula. Tudo arranjado por vocês sabem quem visando beneficiar vocês também sabem quem. Enquanto isso, Braide desfila sozinho, sorridente, embalado pelo vácuo eleitoral criado por Dino ao perseguir Brandão por dois anos e, agora, pela desistência que Bonfim lhe oferece. Se Braide ficar gigante e vencer com a bênção dinista, Lahesio vira figurante decorativo em governo que já nasce apadrinhado pelo ministro-ex-governador. E os quase 900 mil eleitores de 2022 finalmente devem entender que compraram ingresso para ver faroeste e ganharam novela de conspiração. No fim, o mais cruel é o espelho: Lahesio, que sacudiu o estado com cara de outsider, pode acabar como nota de rodapé na biografia de quem elegeu a esquerda por tabela. E se Braide tropeçar, sobrará para Bonfim o carimbo de “traíra” sem cargo para exibir na moldura. Moral da história? Trocar o cavalo selvagem da coerência pelo velocípede da conveniência faz chegar mais rápido, sim. Só que com direito ao paredão do descrédito, onde o eleitor joga tomates e a história pendura a plaquinha de “vendido, traíra”.