Mercado financeiro eleva previsão de inflação para 2025

Inflação economia

BRASIL, 15 de julho de 2024 – Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) aumentaram suas expectativas para a inflação de 2025, conforme revela o Boletim Focus desta segunda (15). A expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu para 3,90% em 2025, ante os 3,88% projetados na semana passada. Para 2023, a projeção de inflação caiu de 4,02% para 4%. As previsões para 2026 e 2027 permanecem em 3,60% e 3,50%, respectivamente. As estimativas para a variação dos preços administrados dentro do IPCA aumentaram de 3,96% para 4,11%, possivelmente devido ao recente aumento no preço da gasolina pela Petrobras. As projeções para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) também subiram este ano, de 3,40% para 3,42%.

Real e Bolsa brasileira têm piores desempenhos globais em 2024

Brasil Economia

BRASIL, 17 de junho de 2024 – A deterioração da situação fiscal no Brasil fez com que a Bolsa de Valores e o real apresentassem os piores desempenhos entre as principais economias globais em 2024. Este ano, o índice Ibovespa acumula uma queda de mais de 10%, destoando dos índices globais, que em sua maioria mostram valorização. As incertezas econômicas têm sido apontadas como a principal causa desse mau desempenho, conforme relata a Folha de S. Paulo. O impacto negativo não se restringe à Bolsa. O real também sofreu uma desvalorização significativa, caindo cerca de 10% em relação ao dólar em 2024, passando de R$ 4,85 no final de 2023 para R$ 5,38 na sexta (14). Entre as principais moedas, apenas o iene japonês teve um desempenho pior, com uma queda de 10,37%.

Inflação do real foi 7 vezes maior que do dólar em 30 anos

Dólar real

BRASIL, 14 de junho de 2024 – A inflação do real foi 7 vezes maior que do dólar desde o Plano Real, que entrou em vigor em julho de 1994, há quase 30 anos. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulou uma variação de 710% no período, enquanto o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) teve taxa acumulada de 112% no período. O levantamento foi feito pelo economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, a pedido do Poder360. Utilizou a base de dados da Ptax –a taxa média de câmbio oficial do Banco Central. Em 1994, US$ 1 era R$ 1. O mesmo US$ 1 de 1994 custa US$ 2,12 hoje ao corrigir o valor somente pela inflação dos Estados Unidos. Neste caso, se a inflação acumulada do Brasil fosse igual ou menor, seria possível esperar que a cotação fosse de mesmo valor (R$ 2,12). Continue lendo…

Argentina tem superávit e queda na inflação em 6 meses de Milei

Milei Argentina

BUENOS AIRES, 05 de junho de 2024 – Desde que assumiu a presidência em 10 de dezembro de 2023, Javier Milei enfrentou uma inflação anual de mais de 200%. No entanto, seis meses depois, a Argentina registrou seu primeiro superávit trimestral desde 2008 e uma queda na inflação, que em abril foi de 8,8%, a quarta redução consecutiva. Logo após sua posse, Milei implementou cortes de gastos significativos, incluindo a redução de investimentos na indústria e no comércio, a revogação de leis ambientais e a promoção da privatização de estatais. Também foram anunciados cortes nos subsídios para gás, eletricidade, combustíveis e transportes públicos. Essas ações resultaram em um superávit de 275 bilhões de pesos em março.

Câmara aprova novo imposto para compras pela internet

BRASÍLIA, 29 de maio de 2024 – A Câmara dos Deputados aprovou na última terça-feira a implementação de um imposto sobre compras pela internet de até US$ 50, alterando a isenção fiscal que prevalecia para esses valores. Esta decisão impacta diretamente produtos adquiridos em plataformas globais como Shein e Aliexpress. O imposto sobre compras pela internet de até US$ 50 será de 20%, enquanto para valores até US$ 3 mil, a taxação será de 60%, com um desconto de US$ 20 aplicável ao tributo final. Até então, a legislação isentava de imposto de importação produtos abaixo de US$ 50, equivalente a aproximadamente R$ 255. A medida foi integrada ao Projeto de Lei 914/24, conhecido como Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover). Este projeto visa fomentar o desenvolvimento de tecnologias para a produção de veículos que emitam menos gases de efeito estufa. Além da taxação, o texto-base do Mover foi aprovado, prevendo incentivos fiscais de R$ 19,3 bilhões ao longo de cinco anos e a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para estimular a fabricação de veículos menos poluentes. Decretos presidenciais e portarias complementares já estabeleceram o regime tributário reduzido e os critérios para que projetos industriais e de montadoras se qualifiquem aos benefícios. Os parlamentares continuam a votação, focando agora nos destaques ao texto que foi aprovado, buscando finalizar as modificações legislativas necessárias para implementar todas as medidas propostas.

Seis executivos da Caixa Econômica querem R$ 4500 de auxílio-creche

BRASÍLIA, 25 de maio de 2024 – A Caixa Econômica Federal sugeriu um auxílio-creche de R$ 4.500 para seus altos executivos, mas o Ministério da Gestão e Inovação autorizou apenas R$ 630,42, o mesmo valor pago aos demais empregados elegíveis. Este comunicado foi revelado em um documento interno do banco datado de 18 de maio. Enquanto a direção da Caixa propôs o valor elevado para os filhos de altos executivos, incluindo o presidente, vice-presidentes e diretores, totalizando 52 pessoas, a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) decidiu pela concessão do benefício no patamar comum aos outros funcionários. Do grupo executivo, apenas 6 se qualificam para receber o auxílio. Desde outubro do ano passado, Carlos Antônio Vieira Fernandes preside a Caixa, nomeado após uma reforma ministerial sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta de aumento do auxílio-creche surgiu como parte de políticas internas, mas enfrentou restrições de ajustes fiscais impostas pelo governo. A Caixa afirmou que o auxílio-creche destinado aos executivos teria o mesmo valor e regras daquele concedido aos demais colaboradores, destacando que qualquer alteração passou por rigorosa análise da Sest e foi aprovada em Assembleia Geral Ordinária. O valor proposto para o auxílio-creche gerou discussões sobre as discrepâncias nas políticas de benefícios dentro da empresa, refletindo desafios maiores na gestão de recursos em empresas estatais.

Endividamento das famílias de São Luís alcança 74,4%

SÃO LUÍS, 23 de maio de 2024 – O nível de endividamento das famílias de São Luís atingiu 74,4% em maio, o maior índice desde outubro de 2022, conforme dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA). Esse percentual representa 227.379 famílias ludovicenses enfrentando algum tipo de dívida. Desde agosto de 2023, observa-se uma crescente tendência ao uso de crédito, que se acentuou com as recentes reduções da taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central, incentivando o consumo por meio de financiamentos. Isso refletiu diretamente nos custos dos juros cobrados pelas instituições financeiras. De abril para maio, o endividamento subiu 0,4%, e comparando com o mesmo mês do ano passado, houve um aumento de 2,2%. Maurício Feijó, presidente da Fecomércio-MA, comenta sobre o fenômeno: “Observamos um crescimento no uso do crédito, o que estimula a economia e aumenta as transações comerciais. Além disso, o menor custo dos juros tem contribuído para uma demanda maior por crédito pelas famílias.” Apesar do aumento do endividamento, a taxa de inadimplência se manteve estável. Em maio, 32,5% das famílias endividadas indicaram ter dívidas em atraso, uma redução de 6,1% em relação ao mesmo período de 2023. Notavelmente, apenas 6,3% das famílias indicaram não ter condições de quitar seus débitos, o menor percentual desde julho de 2020. Programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola Brasil, estão ajudando na redução da inadimplência. O perfil do endividamento varia significativamente com a renda: enquanto 75% das famílias com renda acima de dez salários-mínimos geralmente possuem dívidas relacionadas ao financiamento de veículos e imóveis, 74,4% das famílias com menor renda estão endividadas principalmente por uso de cartão de crédito e carnês de loja. O comprometimento médio da renda das famílias ludovicenses com dívidas manteve-se em 30,5%, estável em relação ao ano anterior, com as famílias de baixa renda comprometendo entre 11% e 50% de sua renda mensal com dívidas.

Pessimismo econômico dispara e brasileiro vê piora na economia

Datafolha economia

BRASÍLIA, 27 de março de 2024 – De acordo com uma pesquisa realizada pelo Datafolha nos dias 19 e 20 de março, o sentimento predominante entre os brasileiros é de percepção negativa em relação à economia do país nos últimos meses. Os resultados indicam que uma parcela maior da população considera que a situação econômica piorou, em comparação com aqueles que enxergam melhorias. As informações foram divulgadas pela Folha de S. Paulo. Além disso, o levantamento apontou um aumento na quantidade de pessoas que preveem um cenário de maior inflação e desemprego no futuro próximo. Paralelamente, houve um crescimento no número de indivíduos que percebem uma deterioração em sua situação econômica pessoal.

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