Assim como Moraes, Toffoli também voou em jatos de Vorcaro

BRASÍLIA, 02 de abril de 2026 – O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou o terminal de aviação executiva de Brasília em dez ocasiões ao longo de 2025. Registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Decea, obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo, revelam que o integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) embarcou em jatos particulares de empresários em pelo menos seis desses itinerários. Entre os veículos utilizados, destaca-se uma aeronave da Prime Aviation, companhia que possuía Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, em seu quadro societário até setembro passado. A utilização dessas aeronaves coincide com destinos de interesse pessoal do magistrado. Em 4 de julho de 2025, Toffoli decolou rumo a Marília (SP), sua cidade natal. Na mesma data, seguranças do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) deslocaram-se para Ribeirão Claro (PR), onde fica o Tayayá Resort, para escoltar uma autoridade a pedido da Corte Suprema. O ministro e o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, dividiam cotas do referido hotel de luxo até o ano passado. O uso da frota privada estende-se a outros nomes da cúpula do Judiciário.
Dias Toffoli se declara suspeito em ação sobre CPI do Master

BRASÍLIA, 11 de março de 2026 – O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito para relatar o mandado de segurança que pede a instalação da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. A decisão ocorreu após o magistrado apresentar motivo de foro íntimo e determinar a redistribuição do processo. Com a declaração de suspeição, Toffoli determinou que o caso seja redistribuído por sorteio entre os demais ministros da Corte. ÇLogo, outro integrante do Supremo Tribunal Federal assumirá a relatoria da ação relacionada à CPI do Banco Master.
Vorcaro pagou degustação de whisky a Moraes, Toffoli e Gonet

LONDRES, 11 de março de 2026 – O empresário Daniel Vorcaro, do banco Master, financiou uma degustação de whisky em Londres durante um fórum jurídico realizado em abril de 2024, com a participação de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), do diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues e do procurador-geral da República Paulo Gonet, além de empresários e outras autoridades, segundo reportagem publicada pelo site Poder360. De acordo com o veículo, a iniciativa apareceu em e-mails e relatórios de custos do evento encontrados no celular de Vorcaro pela Polícia Federal (PF) e enviados à CPMI do INSS, além de ter sido mencionada em registros de uma sessão secreta do STF, em 12 de fevereiro, que tratou do afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do chamado caso Master. Os documentos se referem ao Fórum Jurídico Brasil de Ideias, organizado pelo Grupo Voto entre 23 e 27 de abril de 2024, na capital britânica, com patrocínio do Banco Master.
Gilmar Mendes anula sigilos de empresa ligada a Toffoli

BRASÍLIA, 27 de fevereiro de 2026 – O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes anulou nesta sexta (27) a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações, da qual o ministro Dias Toffoli e seus irmãos são sócios. A medida havia sido aprovada na quarta (25) pela CPI do Crime Organizado do Senado. A comissão também havia determinado a quebra de sigilos do Banco Master e da Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. A Maridt tem como sócios Toffoli e os irmãos José Carlos Dias Toffoli Cônego e José Eugênio Dias Toffoli. A empresa integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort Tayayá, no Paraná, e iniciou a venda de sua participação no empreendimento em 2021.
Ministros do STF se recusam a divulgar cachês de palestras

BRASÍLIA, 24 de fevereiro de 2026 – Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, três dos principais críticos à criação de um código de ética na Corte, recusaram-se a informar os valores recebidos por palestras realizadas no ano passado. As informações são da coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo. Os pedidos foram feitos via Lei de Acesso à Informação (LAI) a todos os dez integrantes do STF, diante de uma recorrente ausência de respostas a questionamentos enviados pelas assessorias de imprensa sobre despesas de viagens e cachês por participação em eventos. A divulgação desses valores é um dos pontos centrais de resistência ao código de ética que o presidente do STF, Edson Fachin, tenta implementar como resposta ao desgaste da imagem do Judiciário, especialmente do Supremo. O tema é tratado como tabu na Corte. Ministros não costumam divulgar suas agendas oficiais nem informar quem recebem em seus gabinetes. Também evitam esclarecer quem custeia viagens, hospedagens e os valores pagos por palestras no Brasil e no exterior. Em resposta à LAI, o gabinete de Alexandre de Moraes afirmou que “todas as palestras e eventos acadêmicos em que há participação do ministro podem ser consultados na página do Currículo Lattes”. O registro mostra que ele participou de 210 eventos desde que ingressou no STF, em 2017, mas não informa valores de cachês nem quem arcou com as despesas. Em 2024, Moraes declarou que não via “a mínima necessidade” de um código de ética, sob o argumento de que os ministros já seguem a conduta prevista na Constituição. Já o gabinete de Gilmar Mendes alegou “segurança pessoal e institucional” para não divulgar a agenda do ministro e não respondeu sobre despesas nem remunerações relativas a palestras em 2025. Todos os anos, o IDP, instituto ligado a Gilmar, organiza em Lisboa o evento informalmente conhecido como “Gilmarpalooza”, que reúne empresários, políticos e magistrados em programação oficial e encontros paralelos.
Fachin arquiva suspeição de Toffoli no caso Banco Master

BRASÍLIA, 23 de fevereiro de 2026 – Neste domingo (22), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, arquivou o processo que interpelava a atuação do ministro Dias Toffoli no caso Master. A arguição de suspeição (AS) foi aberta, depois de a Polícia Federal levar a Fachin um relatório que apresentava menções a Toffoli extraídas do celular do dono do banco, Daniel Vorcaro. Toffoli constava em mensagens trocadas entre Vorcaro e o cunhado dele, Fabiano Zettel, a respeito do pagamento de um resort da família de Toffoli no Paraná, o Tayayá. Em 12 de janeiro, no estopim da crise, os dez juízes do STF se reuniram no gabinete da presidência e decidiram pelo afastamento de Toffoli. Mais tarde, naquela noite, o sistema do STF sorteou André Mendonça relator do caso. Dessa forma, a AS aberta contra Toffoli se tornou desnecessária.
PF cita mais de 10 encontros entre Vorcaro e Dias Toffoli

BRASÍLIA, 19 de fevereiro de 2026 – A Polícia Federal (PF) citou mais de dez encontros presenciais entre Daniel Vorcaro e Dias Toffoli em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, com base em registros de 2023 e 2024, principalmente em Brasília. O documento, divulgado pelo UOL, indica que as reuniões ocorreram em eventos, jantares e festas, e motivaram o ministro a deixar a relatoria do caso após o conteúdo chegar ao presidente da Corte, Edson Fachin. Além disso, mensagens interceptadas mostram que Toffoli convidou o banqueiro para sua festa de aniversário por WhatsApp, segundo os investigadores. O relatório da PF sustenta que a frequência dos encontros sugere uma convivência além de interações protocolares, ainda que, em reunião interna, o ministro André Mendonça tenha minimizado a relação ao afirmar que os dois mantiveram conversas breves. INVESTIGAÇÃO SOBRE RELAÇÃO E REPASSES A investigação também analisa repasses de R$ 35 milhões do fundo Arleen, ligado a Vorcaro, para a empresa Maridt, na qual Toffoli é sócio com familiares. A PF observou que a venda de parte de um resort ocorreu em setembro de 2021, enquanto pagamentos mencionados em mensagens foram realizados somente em 2024 e 2025, o que despertou suspeitas sobre o intervalo entre as transações. Por isso, os agentes avaliam se os valores possuem relação direta com a atuação do ministro no STF. Paralelamente, o vazamento do relatório e de detalhes de reunião ministerial gerou desconfiança entre integrantes da Corte, que passaram a suspeitar da possível gravação de conversas internas antes da saída de Toffoli da relatoria. Em nota oficial, o ministro negou amizade íntima com Vorcaro e afirmou desconhecer o gestor do fundo Arleen. Ele também declarou que nunca recebeu valores do banqueiro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel, e sustentou que não há fundamento jurídico para sua suspeição no caso.
Toffoli cai e Mendonça assume relatoria do caso Master no STF

BRASÍLIA, 13 de fevereiro de 2026 – O ministro André Mendonça foi designado novo relator do caso envolvendo o banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), após a saída de Dias Toffoli da condução do processo. A redistribuição foi encaminhada ao presidente da Corte, Edson Fachin, depois de uma reunião entre os ministros realizada nesta quinta-feira (12). De acordo com nota divulgada pelo STF, participaram do sorteio todos os ministros, com exceção de Toffoli e Fachin. O próprio Toffoli optou por deixar a relatoria, decisão que foi acolhida de forma unânime pelos demais integrantes da Corte, segundo declaração feita após o encontro. Na manifestação conjunta, os ministros afirmaram que não caberia suspeição no caso do então relator, conforme havia sido solicitado pela Polícia Federal. O texto também destaca o reconhecimento da “plena validade dos atos praticados” por Toffoli enquanto esteve à frente do processo. “Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR”, diz a nota. A mudança na relatoria ocorre após a Polícia Federal entregar a Edson Fachin um relatório com dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Segundo as investigações, as mensagens periciadas contêm menções a supostos pagamentos direcionados a Toffoli. O conteúdo não foi tornado público.