Pagamento milionário da J&F chega a resort da família Toffoli

J&F Toffoli

BRASÍLIA, 27 de abril de 2026 — Empresas do grupo dos irmãos Joesley e Wesley Batista transferiram R$ 11,5 milhões a um escritório de advocacia em Goiânia, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento indica incompatibilidade entre os valores movimentados e o histórico financeiro da empresa. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, que divulgou as informações nesta segunda-feira, 27, o escritório pertence à advogada Maísa de Maio Marciano e registrava faturamento mensal de cerca de R$ 9 mil. O endereço informado corresponde a uma sala compartilhada no Setor Sul, na capital goiana, onde há oferta de serviços como locação de espaço e endereço fiscal. O alerta partiu de uma agência do Sicoob, em fevereiro de 2024, com base nas movimentações da conta da advogada. O relatório afirma que não houve apresentação de documentos que justificassem as transações e classificou o caso como de “alto risco para lavagem de dinheiro”. A JBS transferiu R$ 8 milhões em 15 de dezembro de 2023. Três dias depois, a J&F Investimentos repassou outros R$ 3,5 milhões. No mesmo dia, a advogada transferiu R$ 3,5 milhões ao advogado e empresário Paulo Humberto Barbosa, conforme o Estadão. REPASSES INCLUEM EMPRESA INVESTIGADA PELA POLÍCIA FEDERAL No dia do recebimento da JBS, o escritório também transferiu R$ 6,9 milhões ao BK Bank. O Coaf identificou a empresa como destinatária dos recursos. “Todas as transações processadas por meio de sua plataforma são devidamente identificadas e registradas nas contas individualizadas dos clientes, com origem e destino dos recursos, garantindo elevados padrões de transparência e rastreabilidade”, declarou o BK. A fintech já apareceu em investigações da Polícia Federal e do Ministério Público de São Paulo por suspeitas de uso de contas que dificultariam o rastreamento financeiro e de ligação com esquemas do Primeiro Comando da Capital.

Dias Toffoli se diz suspeito em caso de ex-presidente do BRB

TOFFOLI BRB

BRASÍLIA, 22 de abril de 2026 — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar a decisão do ministro André Mendonça de prender o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa. O julgamento ocorre no plenário virtual nesta quarta (22) e vai até sexta (24). Com o ministro Luiz Fux acompanhando o relator, falta apenas um voto para confirmar a prisão do ex-dirigente. Nunes Marques e Gilmar Mendes ainda não votaram. Paulo Henrique Costa é suspeito de receber imóveis do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, como propina para que facilitasse a compra, pelo BRB, de ativos fraudulentos do Master. Toffoli deixou o caso Master após revelações de suas relações com Vorcaro. Com isso, André Mendonça assumiu a relatoria e determinou a prisão de ambos. Toffoli não deu justificativa para se afastar do julgamento, opção permitida pela legislação. Quando do afastamento da ação principal, também não houve explicações. Após uma reunião interna, os ministros divulgaram nota de apoio e declararam que, mesmo sem reconhecer a suspeição, o ministro decidiu sair do inquérito. O envolvimento do BRB com o Master levou a um prejuízo estimado em R$ 8 bilhões. Ao mesmo tempo em que o ex-presidente caminha para a manutenção de sua prisão, a estatal aprovou um aumento de capital de R$ 8,8 bilhões para lidar com o prejuízo. Com isso, o capital social pode subir para R$ 11 bilhões, R$ 5,3 bilhões vindo diretamente do governo do Distrito Federal. “A autoridade policial anota que o pagamento total dos valores acordados entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique somente não se concretizou porque Daniel Vorcaro teve ciência da instauração de procedimento investigatório sigiloso para apurar, exatamente, o pagamento de propina a Paulo Henrique por meio da aquisição e repasse de imóveis”, diz Mendonça na decisão monocrática.

Assim como Moraes, Toffoli também voou em jatos de Vorcaro

Toffoli Vorcaro

BRASÍLIA, 02 de abril de 2026 – O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou o terminal de aviação executiva de Brasília em dez ocasiões ao longo de 2025. Registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Decea, obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo, revelam que o integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) embarcou em jatos particulares de empresários em pelo menos seis desses itinerários. Entre os veículos utilizados, destaca-se uma aeronave da Prime Aviation, companhia que possuía Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, em seu quadro societário até setembro passado. A utilização dessas aeronaves coincide com destinos de interesse pessoal do magistrado. Em 4 de julho de 2025, Toffoli decolou rumo a Marília (SP), sua cidade natal. Na mesma data, seguranças do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) deslocaram-se para Ribeirão Claro (PR), onde fica o Tayayá Resort, para escoltar uma autoridade a pedido da Corte Suprema. O ministro e o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, dividiam cotas do referido hotel de luxo até o ano passado. O uso da frota privada estende-se a outros nomes da cúpula do Judiciário.

Dias Toffoli se declara suspeito em ação sobre CPI do Master

Toffoli Master

BRASÍLIA, 11 de março de 2026 – O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito para relatar o mandado de segurança que pede a instalação da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. A decisão ocorreu após o magistrado apresentar motivo de foro íntimo e determinar a redistribuição do processo. Com a declaração de suspeição, Toffoli determinou que o caso seja redistribuído por sorteio entre os demais ministros da Corte. ÇLogo, outro integrante do Supremo Tribunal Federal assumirá a relatoria da ação relacionada à CPI do Banco Master.

Vorcaro pagou degustação de whisky a Moraes, Toffoli e Gonet

vorcaro PF

LONDRES, 11 de março de 2026 – O empresário Daniel Vorcaro, do banco Master, financiou uma degustação de whisky em Londres durante um fórum jurídico realizado em abril de 2024, com a participação de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), do diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues e do procurador-geral da República Paulo Gonet, além de empresários e outras autoridades, segundo reportagem publicada pelo site Poder360. De acordo com o veículo, a iniciativa apareceu em e-mails e relatórios de custos do evento encontrados no celular de Vorcaro pela Polícia Federal (PF) e enviados à CPMI do INSS, além de ter sido mencionada em registros de uma sessão secreta do STF, em 12 de fevereiro, que tratou do afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do chamado caso Master. Os documentos se referem ao Fórum Jurídico Brasil de Ideias, organizado pelo Grupo Voto entre 23 e 27 de abril de 2024, na capital britânica, com patrocínio do Banco Master.

Gilmar Mendes anula sigilos de empresa ligada a Toffoli

Gilmar Toffoli

BRASÍLIA, 27 de fevereiro de 2026 – O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes anulou nesta sexta (27) a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações, da qual o ministro Dias Toffoli e seus irmãos são sócios. A medida havia sido aprovada na quarta (25) pela CPI do Crime Organizado do Senado. A comissão também havia determinado a quebra de sigilos do Banco Master e da Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. A Maridt tem como sócios Toffoli e os irmãos José Carlos Dias Toffoli Cônego e José Eugênio Dias Toffoli. A empresa integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort Tayayá, no Paraná, e iniciou a venda de sua participação no empreendimento em 2021.

Ministros do STF se recusam a divulgar cachês de palestras

Ministros sigilo

BRASÍLIA, 24 de fevereiro de 2026 – Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, três dos principais críticos à criação de um código de ética na Corte, recusaram-se a informar os valores recebidos por palestras realizadas no ano passado. As informações são da coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo. Os pedidos foram feitos via Lei de Acesso à Informação (LAI) a todos os dez integrantes do STF, diante de uma recorrente ausência de respostas a questionamentos enviados pelas assessorias de imprensa sobre despesas de viagens e cachês por participação em eventos. A divulgação desses valores é um dos pontos centrais de resistência ao código de ética que o presidente do STF, Edson Fachin, tenta implementar como resposta ao desgaste da imagem do Judiciário, especialmente do Supremo. O tema é tratado como tabu na Corte. Ministros não costumam divulgar suas agendas oficiais nem informar quem recebem em seus gabinetes. Também evitam esclarecer quem custeia viagens, hospedagens e os valores pagos por palestras no Brasil e no exterior. Em resposta à LAI, o gabinete de Alexandre de Moraes afirmou que “todas as palestras e eventos acadêmicos em que há participação do ministro podem ser consultados na página do Currículo Lattes”. O registro mostra que ele participou de 210 eventos desde que ingressou no STF, em 2017, mas não informa valores de cachês nem quem arcou com as despesas. Em 2024, Moraes declarou que não via “a mínima necessidade” de um código de ética, sob o argumento de que os ministros já seguem a conduta prevista na Constituição. Já o gabinete de Gilmar Mendes alegou “segurança pessoal e institucional” para não divulgar a agenda do ministro e não respondeu sobre despesas nem remunerações relativas a palestras em 2025. Todos os anos, o IDP, instituto ligado a Gilmar, organiza em Lisboa o evento informalmente conhecido como “Gilmarpalooza”, que reúne empresários, políticos e magistrados em programação oficial e encontros paralelos.

Fachin arquiva suspeição de Toffoli no caso Banco Master

Fachin Toffoli

BRASÍLIA, 23 de fevereiro de 2026 – Neste domingo (22), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, arquivou o processo que interpelava a atuação do ministro Dias Toffoli no caso Master. A arguição de suspeição (AS) foi aberta, depois de a Polícia Federal levar a Fachin um relatório que apresentava menções a Toffoli extraídas do celular do dono do banco, Daniel Vorcaro. Toffoli constava em mensagens trocadas entre Vorcaro e o cunhado dele, Fabiano Zettel, a respeito do pagamento de um resort da família de Toffoli no Paraná, o Tayayá. Em 12 de janeiro, no estopim da crise, os dez juízes do STF se reuniram no gabinete da presidência e decidiram pelo afastamento de Toffoli. Mais tarde, naquela noite, o sistema do STF sorteou André Mendonça relator do caso. Dessa forma, a AS aberta contra Toffoli se tornou desnecessária.

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