Buscas por crianças desaparecidas completam dez dias

BACABAL, 13 de janeiro de 2026 – Uma força-tarefa com mais de 600 pessoas busca, há dez dias, os irmãos Ágatha Isabelle, 5 anos, e Allan Michael, 4, desaparecidos na zona rural de Bacabal, no Maranhão. As crianças sumiram na tarde do último domingo, 4 de janeiro, após saírem para brincar em uma região de mata do Quilombo São Sebastião dos Pretos. As buscas envolvem policiais militares, bombeiros, voluntários e equipes do Exército Brasileiro. A terceira criança, um primo de 8 anos que desapareceu no mesmo momento, foi encontrado com vida três dias depois. Ele foi localizado por produtores rurais, desorientado, e segue internado recebendo cuidados médicos. Esse encontro não trouxe pistas sobre o paradeiro dos dois irmãos, mantendo a angústia da família e das equipes de resgate. Durante as buscas, foram localizadas peças de roupa e um calçado em áreas de matagal. Posteriormente, no entanto, familiares descartaram que os itens pertencessem a Ágatha e Allan. As operações se concentram em uma região de mata fechada e de difícil acesso, próxima a um lago, conforme indicado pelo primo encontrado.
Maranhão registra alta localização de desaparecidos

MARANHÃO, 6 de agosto de 2025 – O Maranhão alcançou avanços significativos na localização de pessoas desaparecidas, com crescimento de 50% nos casos solucionados em 2024 em relação ao ano anterior. No primeiro semestre de 2025, o índice subiu mais 33% comparado ao mesmo período de 2024. Para ampliar esses resultados, o governo estadual lançou nesta terça (5) o Projeto Esperança e o Alerta Âmbar, iniciativas que integram uma estratégia nacional coordenada pelo Ministério da Justiça. Coordenado pela Perícia Oficial do Estado, o Projeto Esperança visa fortalecer o banco de dados genéticos do Maranhão, coletando material de familiares de desaparecidos entre 5 e 8 de agosto. Postos de atendimento foram instalados em São Luís, Timon, Imperatriz, Balsas, Caxias e Santa Inês. Familiares devem apresentar boletim de ocorrência e documentos pessoais. “Além do DNA, reunimos informações como marcas e tatuagens para agilizar identificações”, explicou Gislen Pinheiro, perita criminal e coordenadora do projeto.
Maranhão tem média de dois desaparecimentos por dia

MARANHÃO, 11 de outubro de 2024 – Entre janeiro e setembro de 2023, o Maranhão registrou 679 desaparecimentos, com 101 pessoas localizadas. A média de desaparecimentos no estado do Maranhão é de duas por dia, segundo o levantamento. Dentre os casos mais recentes registrados, consta a situação de Cláudio Marcos Vieira, de 31 anos, desaparecido desde a última segunda (7) após ser visto pela última vez no bar Paradise, na Praia do Araçagi, em São José de Ribamar, região metropolitana de São Luís. O vigilante, que sofre de depressão, estava com amigos em um pagode no local e, desde então, não deu mais notícias. De acordo com familiares, Cláudio usava uma camisa regata clara, bermuda jeans e boné vermelho. Ele estava na companhia de um amigo motociclista, que relatou que Cláudio surtou e saiu correndo pela faixa de areia, levando consigo um celular e um documento de identidade. Por conta de sua depressão, Cláudio havia sido afastado de seu trabalho em uma empresa de vigilância. A família relatou que estava em busca de tratamento para ajudá-lo a lidar com a doença. Ele reside na Rua Antônio Bayma, no bairro Caratatiua, em São Luís. Os parentes pedem que qualquer informação sobre o paradeiro de Cláudio Marcos Vieira seja repassada aos números (98) 99602-9180 ou (98) 98418-1817.
Maranhão registra 360 desaparecimentos em 2024

MARANHÃO, 27 de junho de 2024 – Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram que 360 pessoas desapareceram no Maranhão em 2024. Entre essas, Ederson Vidal Aguiar, de 38 anos, está desaparecido há quase quatro semanas. Ele saiu de casa, no bairro Jota Câmara, em São José de Ribamar, no dia 11 de junho e não foi mais visto. Segundo a família, Ederson tem problemas psicológicos e faz tratamento com remédios controlados há quase sete anos. “Quando ele começou a apresentar alguns sintomas, como ser muito agressivo em casa, procuramos ajuda médica. Desde então, ele usa medicamento controlado. Isso já faz cerca de sete anos”, conta Franciel Haras, irmão do desaparecido. Ederson aproveitou um descuido dos familiares para sair de casa. Na ocasião, ele saiu apenas com a roupa do corpo e uma sacola na mão, conforme relata sua irmã, Nadiane Vidal.