Bumba Meu Boi reafirma a força da cultura maranhense

MARANHÃO, 29 de junho de 2026 — Celebrado como uma das maiores expressões da cultura popular brasileira, o Bumba Meu Boi ultrapassa os limites dos arraiais e se consolida como símbolo da identidade, da história e da diversidade do Maranhão. Neste Dia Nacional do Bumba Meu Boi, celebrado em 30 de junho, a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM) destaca a importância das administrações municipais na valorização da cultura popular e na preservação de uma manifestação que movimenta a economia criativa, impulsiona o turismo e mantém viva a memória do povo maranhense. O Complexo Cultural do Bumba Meu Boi do Maranhão foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em dezembro de 2019. Em agosto de 2025, a certificação oficial foi entregue em solo maranhense. Axixá e a força do sotaque de orquestra Na região do Munim, Axixá é reconhecido como uma das principais referências do sotaque de orquestra, caracterizado pela presença marcante de instrumentos de sopro e cordas. Terra natal do tradicional Bumba Meu Boi de Axixá, fundado em 1959, o município também abriga o Boi Brilho de Axixá, ampliando a riqueza de suas manifestações culturais. Mais do que uma expressão artística, o Bumba Meu Boi representa a memória e a identidade do povo axixaense, promovendo a integração entre gerações e fortalecendo a economia criativa por meio do trabalho de costureiras, bordadeiras, artesãos, músicos e produtores locais. Para a prefeita Roberta Barreto, preservar a cultura é fortalecer a identidade do município. “Apoiar os grupos de Bumba Meu Boi, Tambor de Crioula e danças portuguesas é mais do que incentivar o turismo. É honrar as histórias, as cores e as famílias axixaenses que sustentam esse legado cultural e mantêm viva a identidade do nosso povo.” Ao lado de municípios como Morros, Rosário, Icatu e Barreirinhas, Axixá ajuda a manter viva uma tradição que atrai admiradores de diferentes regiões do estado e fortalece o turismo cultural. A Ilha e o sotaque de matraca Na Grande Ilha, os municípios de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa preservam o sotaque de matraca, considerado um dos mais populares e emblemáticos do Maranhão. O ritmo forte das matracas e dos pandeirões, aliado à intensa religiosidade presente nas celebrações de São João, São Pedro e São Marçal, compõe um dos capítulos mais conhecidos da cultura maranhense. A ancestralidade da Baixada Maranhense Na Baixada Maranhense, municípios como Viana, São João Batista, Cajapió e Pinheiro preservam o sotaque de pindoba, marcado pelo ritmo cadenciado e pela forte conexão com os saberes tradicionais da região. Já cidades como São Bento, Arari, Penalva e Vitória do Mearim mantêm viva a tradição do sotaque da Baixada, conhecido pela presença do cazumbá, personagem que se tornou um dos símbolos mais marcantes do Bumba Meu Boi maranhense. Em São Bento, a manifestação movimenta diversos setores da economia durante o período junino, gerando oportunidades para brincantes, músicos, artesãos, costureiras e comerciantes. Para o prefeito Dino Penha, preservar a cultura é preservar a própria identidade do município. “Preservar o Bumba Meu Boi é manter viva a história, a tradição e a identidade do nosso povo. Seguiremos trabalhando para fortalecer nossa cultura e garantir que ela continue sendo motivo de orgulho para São Bento.” Costa de mão: tradição do litoral maranhense Em Cururupu, destaca-se o Bumba Meu Boi de sotaque de costa de mão, uma das expressões culturais mais características do litoral maranhense. Surgido ainda no século XIX, o ritmo guarda forte herança afrodescendente e recebeu esse nome em referência à forma peculiar de tocar os pandeiros utilizando as costas das mãos. Além de elementos tradicionais como índias, rajados, vaqueiros e amo, o sotaque de costa de mão se distingue pelas indumentárias ricamente bordadas e pela participação de gerações inteiras de brincantes. Atualmente, grupos como Rama Santa e Brilho de Areia Branca mantêm viva essa tradição. Zabumba, tradição e resistência cultural Nos municípios de Guimarães e Bequimão, o sotaque de zabumba preserva uma das vertentes mais tradicionais do Bumba Meu Boi. Marcado pelos grandes tambores e pela forte influência afro-maranhense, esse sotaque mantém vivas manifestações culturais que carregam séculos de história e resistência. Cultura que gera emprego, renda e oportunidades Além do valor cultural, o Bumba Meu Boi movimenta uma ampla cadeia produtiva no Maranhão. Artesãos, bordadeiras, costureiras, músicos, fabricantes de instrumentos, vendedores ambulantes, profissionais do turismo e pequenos empreendedores encontram nas festividades juninas oportunidades de geração de renda e fortalecimento da economia local. Esse conjunto de atividades contribui para que a tradição seja transmitida às novas gerações, preservando um patrimônio que pertence a todo o Maranhão. A força da cultura que une o Maranhão Dos tambores da Baixada às orquestras do Munim, das matracas da Ilha aos sotaques tradicionais preservados no interior do estado, o Bumba Meu Boi representa a riqueza cultural maranhense. Mais do que uma manifestação folclórica, ele traduz a história, a fé, a criatividade e a identidade de um povo que mantém viva uma das maiores expressões culturais do Brasil. São as comunidades, os brincantes, os mestres da cultura popular e as gerações que mantêm essa tradição viva, fazendo do Bumba Meu Boi um dos maiores símbolos da identidade e da diversidade cultural do Maranhão.
Aeroporto de SLZ ganha loja de arte e cultura maranhense

SÃO LUÍS, 14 de maio de 2026 — O Aeroporto de São Luís passa a contar agora com uma nova opção comercial voltada à valorização da cultura local. A loja Awma já está em funcionamento no terminal e reúne, em um único espaço, produtos que representam a identidade artística e cultural do Maranhão. Com um portfólio diversificado, a Awma oferece itens de artesanato, bebidas, livros, joias e peças decorativas produzidas por artistas e criadores da região. Entre os nomes presentes nas coleções estão Wal Paixão, Dalton Costa, Iramir Araújo e Meireles Junior, além do trabalho tradicional das rendeiras do município da Raposa. As peças comercializadas na loja são oriundas de diferentes municípios do estado, incluindo São Luís, Alcântara e Raposa, reforçando o compromisso com a produção local e com a difusão da arte maranhense para visitantes de todo o país. “Como porta de entrada e saída do Maranhão, o espaço do aeroporto vai além da mobilidade; é também um ponto de contato com a identidade do nosso estado. Oferecer aos passageiros a oportunidade de levar consigo uma lembrança autêntica da nossa cultura é uma forma de estender a experiência vivida no Maranhão, valorizando nossos artistas, tradições e a economia criativa local”, destaca Marcelo Angelim, gerente do aeroporto. A curadoria da Awma também contempla coleções de grifes locais, com destaque para artistas independentes, ampliando a diversidade de expressões culturais presentes no espaço.
FAMEM reforça valor dos povos indígenas e culturas

MARANHÃO, 19 de abril de 2026 — Neste Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril, a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM) celebra a importância de reconhecer e valorizar a história, a cultura e os direitos dos povos originários. Mais do que uma data comemorativa, o momento convida à valorização da diversidade cultural e dos modos de vida dos povos indígenas. O Maranhão abriga uma das mais ricas diversidades indígenas do Nordeste brasileiro. Comunidades de etnias como Guajajara, Ka’apor, Canela, Awá-Guajá, Krikati e Gavião preservam suas línguas, rituais, crenças e formas próprias de organização social. Nos municípios maranhenses, a presença indígena representa um patrimônio cultural vivo. Em muitas cidades, as aldeias fazem parte do cotidiano local. Municípios e comunidades indígenas Diversos municípios do Maranhão convivem diretamente com a presença de povos indígenas. Nesses territórios, as comunidades mantêm suas tradições, línguas, rituais e formas de organização social. O uso das línguas originárias permanece vivo, sendo transmitido desde a infância e fortalecido no ambiente escolar. Os rituais tradicionais, as celebrações coletivas e os conhecimentos sobre a natureza, como o uso de plantas medicinais e o manejo sustentável, fazem parte da rotina das aldeias. Em Jenipapo dos Vieiras, onde quase metade da população é composta por indígenas, o prefeito Arnóbio Martins afirma: “A integração acontece por meio do diálogo e do respeito às tradições. Na educação, temos investido em uma abordagem específica e bilíngue, com participação de membros das próprias comunidades, fortalecendo a língua e os costumes locais.” Em Fernando Falcão, a prefeita Raimunda do Josemar afirma que o respeito à identidade dos povos indígenas orienta as ações da gestão municipal.
Mais de 300 grupos culturais declaram apoio a Orleans Brandão

SÃO LUÍS, 17 de abril de 2026 — Mais de 300 grupos culturais manifestaram apoio ao pré-candidato ao Governo do Estado, Orleans Brandão, em encontro nesta quinta (16) com representantes de grupos folclóricos e fazedores de cultura, na Casa Barrica, em São Luís. No evento, Orleans reafirmou seu compromisso de colocar a cultura como prioridade em sua plataforma de governo, reconhecendo-a como patrimônio histórico e força motriz da economia criativa, do turismo e da preservação das raízes do povo maranhense. “A cultura maranhense não será apenas valorizada, ela será prioridade. Estamos falando da alma do nosso povo, da nossa história e do nosso futuro. Precisamos garantir condições para que nossos artistas e fazedores de cultura tenham apoio, reconhecimento e oportunidades reais de crescimento”, afirmou Orleans. Ele destacou que os avanços na área cultural nos últimos anos foram construídos a partir da escuta dos fazedores de cultura no estado, mas reconheceu que ainda há desafios a serem enfrentados. “Foi ouvindo suas queixas e demandas que conseguimos construir o que temos hoje. Entretanto, é claro que nem tudo está resolvido; temos muito a fazer e precisamos potencializá-la ainda mais”, enfatizou. Durante o encontro, os mestres da cultura popular, produtores culturais, artistas e demais fazedores de cultura puderam se manifestar em um momento de escuta ativa das demandas na área. Entre os grupos presentes que declararam apoio à pré-candidatura de Orleans estão os bois de Nina Rodrigues, Axixá, Barrica, Humberto de Campos, Lendas e Magias, Morros, Brilho da Lua, São Simão, Madre Deus e Oriente, a Dança Portuguesa de Itapecuru, a Dança do Coco Pirinã, além dos blocos tradicionais Os Trapalhões e Brasinha, entre outras dezenas de manifestações culturais.
Subsídio lidera receita do transporte público em São Luís

SÃO LUÍS, 06 de fevereiro de 2026 – Os consórcios de ônibus que operam em São Luís registraram o subsídio como principal fonte de receita entre 1º e 30 de novembro do ano passado, segundo relatórios de bilhetagem eletrônica. Os dados apontam mais de 4,4 milhões de passageiros equivalentes. O Sindicato das Empresas de Ônibus solicitou compensação financeira à prefeitura para cobrir a diferença tarifária do sistema. Os documentos contabilizam usuários pagantes integrais e beneficiários de gratuidades ou descontos para calcular a arrecadação real. Com base nessa métrica, as empresas informaram que apenas parte das mais de 5,1 milhões de passagens representou receita efetiva. Por isso, defenderam o pagamento do subsídio municipal como forma de equilíbrio contratual.
Spray na parede, miséria no bolso: o pop-graffiti de Fred Campos

Não me entendam mal: adoro um bom mural, gosto de alguns raps, sou fã de Black Alien e aprendi cedo lá no Maiobão a diferença entre pichação e graffiti. Mas vender lata de spray como saída da pobreza e redenção pessoal é empurrar tinta guache em ferida aberta. O prefeito Fred Campos — que rivaliza com Josimar de Maranhãozinho o posto de político com mais protagonismo no noticiário policial — reuniu a receita clássica do populista moderno: pinte alguns muros, batize de “Programa Arte de Rua” e anuncie ao povo que a todos serão felizes para sempre.
Servidores do Ministério da Cultura decidem entrar em greve

BRASIL, 26 de abril de 2025 – Entre as demandas, destaca-se a reestruturação da carreira da Cultura, visando valorização dos profissionais e criação de plano de carreira. Segundo os servidores, o Ministério da Gestão e Inovação está travando o avanço das negociações das melhorias de condições de trabalho da carreira. “A greve agora não é por uma falta de ação do MinC, mas pela falta de respostas do MGI a reestruturação da carreira da Cultura”, diz Ruth Vaz Costa, da Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal, a Condsef. “Entendemos, portanto, que o MGI tem virado as costas para a Cultura, ignorado todo os nossos pedidos de diálogo, sejam eles via associações, mas principalmente via sindicatos.” A categoria quer o cumprimento de acordos passados e a criação da carreira. Segundo a Condsef, uma proposta de reestruturação da carreira já foi entregue, no ano passado, pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, à ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. Desde então, seis reuniões foram agendadas e adiadas pelo MGI. Em nota, o Ministério da Cultura afirma que respeita a movimentação dos servidores e suas reivindicações. A pasta afirma que trabalha junto ao MGI no projeto plano de carreira dos servidores.
Ator de Capitão América diz que herói não representa a América

MUNDO, 28 de janeiro de 2025 –