Felipe Reis assume Secretaria de Cultura de São Luís

Cultura Sao Luis

SÃO LUÍS, 20 de agosto de 2026 — A prefeita Esmênia Miranda anunciou nesta quinta (20) Felipe Reis como novo secretário municipal de Cultura de São Luís. Jornalista formado pela UFMA, ele já atuou como coordenador de Igualdade Racial do município. A mudança ocorre após a saída de Sheury Manuela Silva Neves. A exoneração de Sheury, inclusive, foi publicada na edição desta quinta do Diário Oficial do Município. Na oportunidade, Esmênia destacou a experiência de Felipe Reis e afirmou que ele realizou um trabalho importante nos últimos três anos na coordenação de Igualdade Racial. Além disso, a prefeita agradeceu a Sheury pelo período em que esteve à frente da pasta e pela contribuição dada à cultura da capital. Felipe Reis também se manifestou na mesma publicação. O novo secretário afirmou ainda que pretende trabalhar pela valorização, defesa e preservação da diversidade cultural da cidade.

Bumba Meu Boi reafirma a força da cultura maranhense

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MARANHÃO, 29 de junho de 2026 — Celebrado como uma das maiores expressões da cultura popular brasileira, o Bumba Meu Boi ultrapassa os limites dos arraiais e se consolida como símbolo da identidade, da história e da diversidade do Maranhão. Neste Dia Nacional do Bumba Meu Boi, celebrado em 30 de junho, a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM) destaca a importância das administrações municipais na valorização da cultura popular e na preservação de uma manifestação que movimenta a economia criativa, impulsiona o turismo e mantém viva a memória do povo maranhense. O Complexo Cultural do Bumba Meu Boi do Maranhão foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em dezembro de 2019. Em agosto de 2025, a certificação oficial foi entregue em solo maranhense. Axixá e a força do sotaque de orquestra Na região do Munim, Axixá é reconhecido como uma das principais referências do sotaque de orquestra, caracterizado pela presença marcante de instrumentos de sopro e cordas. Terra natal do tradicional Bumba Meu Boi de Axixá, fundado em 1959, o município também abriga o Boi Brilho de Axixá, ampliando a riqueza de suas manifestações culturais. Mais do que uma expressão artística, o Bumba Meu Boi representa a memória e a identidade do povo axixaense, promovendo a integração entre gerações e fortalecendo a economia criativa por meio do trabalho de costureiras, bordadeiras, artesãos, músicos e produtores locais. Para a prefeita Roberta Barreto, preservar a cultura é fortalecer a identidade do município. “Apoiar os grupos de Bumba Meu Boi, Tambor de Crioula e danças portuguesas é mais do que incentivar o turismo. É honrar as histórias, as cores e as famílias axixaenses que sustentam esse legado cultural e mantêm viva a identidade do nosso povo.” Ao lado de municípios como Morros, Rosário, Icatu e Barreirinhas, Axixá ajuda a manter viva uma tradição que atrai admiradores de diferentes regiões do estado e fortalece o turismo cultural. A Ilha e o sotaque de matraca Na Grande Ilha, os municípios de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa preservam o sotaque de matraca, considerado um dos mais populares e emblemáticos do Maranhão. O ritmo forte das matracas e dos pandeirões, aliado à intensa religiosidade presente nas celebrações de São João, São Pedro e São Marçal, compõe um dos capítulos mais conhecidos da cultura maranhense. A ancestralidade da Baixada Maranhense Na Baixada Maranhense, municípios como Viana, São João Batista, Cajapió e Pinheiro preservam o sotaque de pindoba, marcado pelo ritmo cadenciado e pela forte conexão com os saberes tradicionais da região. Já cidades como São Bento, Arari, Penalva e Vitória do Mearim mantêm viva a tradição do sotaque da Baixada, conhecido pela presença do cazumbá, personagem que se tornou um dos símbolos mais marcantes do Bumba Meu Boi maranhense. Em São Bento, a manifestação movimenta diversos setores da economia durante o período junino, gerando oportunidades para brincantes, músicos, artesãos, costureiras e comerciantes. Para o prefeito Dino Penha, preservar a cultura é preservar a própria identidade do município. “Preservar o Bumba Meu Boi é manter viva a história, a tradição e a identidade do nosso povo. Seguiremos trabalhando para fortalecer nossa cultura e garantir que ela continue sendo motivo de orgulho para São Bento.” Costa de mão: tradição do litoral maranhense Em Cururupu, destaca-se o Bumba Meu Boi de sotaque de costa de mão, uma das expressões culturais mais características do litoral maranhense. Surgido ainda no século XIX, o ritmo guarda forte herança afrodescendente e recebeu esse nome em referência à forma peculiar de tocar os pandeiros utilizando as costas das mãos. Além de elementos tradicionais como índias, rajados, vaqueiros e amo, o sotaque de costa de mão se distingue pelas indumentárias ricamente bordadas e pela participação de gerações inteiras de brincantes. Atualmente, grupos como Rama Santa e Brilho de Areia Branca mantêm viva essa tradição. Zabumba, tradição e resistência cultural Nos municípios de Guimarães e Bequimão, o sotaque de zabumba preserva uma das vertentes mais tradicionais do Bumba Meu Boi. Marcado pelos grandes tambores e pela forte influência afro-maranhense, esse sotaque mantém vivas manifestações culturais que carregam séculos de história e resistência. Cultura que gera emprego, renda e oportunidades Além do valor cultural, o Bumba Meu Boi movimenta uma ampla cadeia produtiva no Maranhão. Artesãos, bordadeiras, costureiras, músicos, fabricantes de instrumentos, vendedores ambulantes, profissionais do turismo e pequenos empreendedores encontram nas festividades juninas oportunidades de geração de renda e fortalecimento da economia local. Esse conjunto de atividades contribui para que a tradição seja transmitida às novas gerações, preservando um patrimônio que pertence a todo o Maranhão. A força da cultura que une o Maranhão Dos tambores da Baixada às orquestras do Munim, das matracas da Ilha aos sotaques tradicionais preservados no interior do estado, o Bumba Meu Boi representa a riqueza cultural maranhense. Mais do que uma manifestação folclórica, ele traduz a história, a fé, a criatividade e a identidade de um povo que mantém viva uma das maiores expressões culturais do Brasil. São as comunidades, os brincantes, os mestres da cultura popular e as gerações que mantêm essa tradição viva, fazendo do Bumba Meu Boi um dos maiores símbolos da identidade e da diversidade cultural do Maranhão.

Aeroporto de SLZ ganha loja de arte e cultura maranhense

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SÃO LUÍS, 14 de maio de 2026 — O Aeroporto de São Luís passa a contar agora com uma nova opção comercial voltada à valorização da cultura local. A loja Awma já está em funcionamento no terminal e reúne, em um único espaço, produtos que representam a identidade artística e cultural do Maranhão. Com um portfólio diversificado, a Awma oferece itens de artesanato, bebidas, livros, joias e peças decorativas produzidas por artistas e criadores da região. Entre os nomes presentes nas coleções estão Wal Paixão, Dalton Costa, Iramir Araújo e Meireles Junior, além do trabalho tradicional das rendeiras do município da Raposa. As peças comercializadas na loja são oriundas de diferentes municípios do estado, incluindo São Luís, Alcântara e Raposa, reforçando o compromisso com a produção local e com a difusão da arte maranhense para visitantes de todo o país. “Como porta de entrada e saída do Maranhão, o espaço do aeroporto vai além da mobilidade; é também um ponto de contato com a identidade do nosso estado. Oferecer aos passageiros a oportunidade de levar consigo uma lembrança autêntica da nossa cultura é uma forma de estender a experiência vivida no Maranhão, valorizando nossos artistas, tradições e a economia criativa local”, destaca Marcelo Angelim, gerente do aeroporto. A curadoria da Awma também contempla coleções de grifes locais, com destaque para artistas independentes, ampliando a diversidade de expressões culturais presentes no espaço.

FAMEM reforça valor dos povos indígenas e culturas

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MARANHÃO, 19 de abril de 2026 — Neste Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril, a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM) celebra a importância de reconhecer e valorizar a história, a cultura e os direitos dos povos originários. Mais do que uma data comemorativa, o momento convida à valorização da diversidade cultural e dos modos de vida dos povos indígenas. O Maranhão abriga uma das mais ricas diversidades indígenas do Nordeste brasileiro. Comunidades de etnias como Guajajara, Ka’apor, Canela, Awá-Guajá, Krikati e Gavião preservam suas línguas, rituais, crenças e formas próprias de organização social. Nos municípios maranhenses, a presença indígena representa um patrimônio cultural vivo. Em muitas cidades, as aldeias fazem parte do cotidiano local. Municípios e comunidades indígenas Diversos municípios do Maranhão convivem diretamente com a presença de povos indígenas. Nesses territórios, as comunidades mantêm suas tradições, línguas, rituais e formas de organização social. O uso das línguas originárias permanece vivo, sendo transmitido desde a infância e fortalecido no ambiente escolar. Os rituais tradicionais, as celebrações coletivas e os conhecimentos sobre a natureza, como o uso de plantas medicinais e o manejo sustentável, fazem parte da rotina das aldeias. Em Jenipapo dos Vieiras, onde quase metade da população é composta por indígenas, o prefeito Arnóbio Martins afirma: “A integração acontece por meio do diálogo e do respeito às tradições. Na educação, temos investido em uma abordagem específica e bilíngue, com participação de membros das próprias comunidades, fortalecendo a língua e os costumes locais.” Em Fernando Falcão, a prefeita Raimunda do Josemar afirma que o respeito à identidade dos povos indígenas orienta as ações da gestão municipal.

Mais de 300 grupos culturais declaram apoio a Orleans Brandão

Grupos Orleans

SÃO LUÍS, 17 de abril de 2026 — Mais de 300 grupos culturais manifestaram apoio ao pré-candidato ao Governo do Estado, Orleans Brandão, em encontro nesta quinta (16) com representantes de grupos folclóricos e fazedores de cultura, na Casa Barrica, em São Luís. No evento, Orleans reafirmou seu compromisso de colocar a cultura como prioridade em sua plataforma de governo, reconhecendo-a como patrimônio histórico e força motriz da economia criativa, do turismo e da preservação das raízes do povo maranhense. “A cultura maranhense não será apenas valorizada, ela será prioridade. Estamos falando da alma do nosso povo, da nossa história e do nosso futuro. Precisamos garantir condições para que nossos artistas e fazedores de cultura tenham apoio, reconhecimento e oportunidades reais de crescimento”, afirmou Orleans. Ele destacou que os avanços na área cultural nos últimos anos foram construídos a partir da escuta dos fazedores de cultura no estado, mas reconheceu que ainda há desafios a serem enfrentados. “Foi ouvindo suas queixas e demandas que conseguimos construir o que temos hoje. Entretanto, é claro que nem tudo está resolvido; temos muito a fazer e precisamos potencializá-la ainda mais”, enfatizou. Durante o encontro, os mestres da cultura popular, produtores culturais, artistas e demais fazedores de cultura puderam se manifestar em um momento de escuta ativa das demandas na área. Entre os grupos presentes que declararam apoio à pré-candidatura de Orleans estão os bois de Nina Rodrigues, Axixá, Barrica, Humberto de Campos, Lendas e Magias, Morros, Brilho da Lua, São Simão, Madre Deus e Oriente, a Dança Portuguesa de Itapecuru, a Dança do Coco Pirinã, além dos blocos tradicionais Os Trapalhões e Brasinha, entre outras dezenas de manifestações culturais.

Subsídio lidera receita do transporte público em São Luís

subsídio Braide

SÃO LUÍS, 06 de fevereiro de 2026 – Os consórcios de ônibus que operam em São Luís registraram o subsídio como principal fonte de receita entre 1º e 30 de novembro do ano passado, segundo relatórios de bilhetagem eletrônica. Os dados apontam mais de 4,4 milhões de passageiros equivalentes. O Sindicato das Empresas de Ônibus solicitou compensação financeira à prefeitura para cobrir a diferença tarifária do sistema. Os documentos contabilizam usuários pagantes integrais e beneficiários de gratuidades ou descontos para calcular a arrecadação real. Com base nessa métrica, as empresas informaram que apenas parte das mais de 5,1 milhões de passagens representou receita efetiva. Por isso, defenderam o pagamento do subsídio municipal como forma de equilíbrio contratual.

Spray na parede, miséria no bolso: o pop-graffiti de Fred Campos

Não me entendam mal: adoro um bom mural, gosto de alguns raps, sou fã de Black Alien e aprendi cedo lá no Maiobão a diferença entre pichação e graffiti. Mas vender lata de spray como saída da pobreza e redenção pessoal é empurrar tinta guache em ferida aberta. O prefeito Fred Campos — que rivaliza com Josimar de Maranhãozinho o posto de político com mais protagonismo no noticiário policial — reuniu a receita clássica do populista moderno: pinte alguns muros, batize de “Programa Arte de Rua” e anuncie ao povo que a todos serão felizes para sempre.

Servidores do Ministério da Cultura decidem entrar em greve

Cultura Paralisação

BRASIL, 26 de abril de 2025 – Entre as demandas, destaca-se a reestruturação da carreira da Cultura, visando valorização dos profissionais e criação de plano de carreira. Segundo os servidores, o Ministério da Gestão e Inovação está travando o avanço das negociações das melhorias de condições de trabalho da carreira. “A greve agora não é por uma falta de ação do MinC, mas pela falta de respostas do MGI a reestruturação da carreira da Cultura”, diz Ruth Vaz Costa, da Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal, a Condsef. “Entendemos, portanto, que o MGI tem virado as costas para a Cultura, ignorado todo os nossos pedidos de diálogo, sejam eles via associações, mas principalmente via sindicatos.” A categoria quer o cumprimento de acordos passados e a criação da carreira. Segundo a Condsef, uma proposta de reestruturação da carreira já foi entregue, no ano passado, pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, à ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. Desde então, seis reuniões foram agendadas e adiadas pelo MGI. Em nota, o Ministério da Cultura afirma que respeita a movimentação dos servidores e suas reivindicações. A pasta afirma que trabalha junto ao MGI no projeto plano de carreira dos servidores.

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