Prefeita maranhense pretende gastar mais de R$ 100 mil com creme vaginal

Domingas Cabral

Em meio à pandemia da Covid-19, a prefeita de Mirador, Domingas Cabral, autorizou o gasto de mais de R$ 100 mil em creme vaginal. Segundo as informações divulgadas, a compra foi feita com a empresa J.J. Gomes Mota Eireli, mais conhecida como Distribuidora Ceará, localizada em Alto Alegre do Maranhão e de propriedade de José Jocélio Gomes Mota. O Blog do Neto Ferreira teve acesso a Ata de Registro de Preços do contrato e identificou que a prefeita deu o aval para comprar 10 mil bisnagas do creme vaginal Nistatina pelo valor unitário de R$ 11,63, totalizando R$ 116,3 mil. Conforme os dados, o item faz parte de uma compra milionária de medicamentos e materiais hospitalares que foi intermediada pela secretária de Saúde, Idelanne Sousa Teixeira, com o objetivo de abastecer o hospital municipal. A aquisição foi autorizada no dia 12 de março desse ano e o fornecimento dos produtos deverá ser feito em 12 meses, período da vigência contratual.

Augusto Aras pede arquivamento de inquérito contra Rodrigo Maia

Rodrigo Maia

O procuradoria-geral da República, Augusto Aras, pediu ao Supremo Tribunal Federal que arquive inquérito contra o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Há quase 20 anos como deputado federal, Maia é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre recebimento de propinas das empreiteiras OAS e Odebrecht. Os casos foram abertos com base em depoimentos na Lava Jato. Augusto Aras que o arquivamento de um dos inquéritos referente a propinas da Odebretch. FICHA CORRIDA Os inquéritos contra Maia investigam corrupção passiva e lavagem de dinheiro, por supostos recebimentos de propinas pagas pela Odebrecht e OAS em troca de benefícios. Maia teria utilizado seu mandato para incentivar a aprovação de Medidas Provisórias (MPs) que favorecem as empresas. Segundo a Polícia Federal, com base em mensagens obtidas no celular de Léo Pinheiro, dono da empreiteira, Rodrigo Maia defendeu interesses da OAS no Parlamento em 2013 e em 2014 em troca de propinas. Em um dos exemplos dado pela PF, a ajuda consistia em propor emenda para a MP 652 que fixava regras para a aviação regional, dispositivo de texto elaborado por encomenda para beneficiar a construtora. Maia teria recebido R$ 1 milhão em doações eleitorais, em 2014, dinheiro repassado oficialmente à campanha de César Maia ao senado – ex-prefeito do Rio de Janeiro e pai de Rodrigo Maia. O repasse foi uma tentativa de camuflar a origem da propina. Portanto, há “fortes indícios” de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, conclui o inquérito. Como Maia tem foro privilegiado, caberá ao Ministério Público Federal decidir sobre abertura de denúncia contra o parlamentar do DEM. O filho, Presidente da Câmara, nega tudo. Outras duas investigações são frutos de delações na Lava jato que indicam pagamentos a Maia em 2008 e 2010 como doações eleitorais. Em 2008, Rodrigo e Cesar Maia pediram a Odebrecht R$ 350 mil ilicitamente, porque eles não eram candidatos naquele ano. Segundo o ex-comandante do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht (o chamado “departamento da propina”), Benedicto Junior, o dinheiro foi usado para ajudar aliados. Em 2010 um novo pedido, desta vez foram repassados R$ 600 mil para a campanha de seu pai, Cesar Maia, ao senado. A investigação encontrou registros de R$ 400 mil no sistema do “departamento de propinas” da Odebrecht. Nestas mesmas planilhas, Maia é apontado como “Botafogo”, talvez por referência ao time que torce ou pela sala que alugava no bairro de Botafogo a empreiteira. Existe ainda outra delação de Claúdio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, de que Rodrigo Maia recebeu R$ 100 mil, em 2013, para incentivar a MP 613. E assim desonerar a compra de matérias primas por indústrias químicas, o que beneficiou a Braskem MP 613, petroquímica da Odebrecht. Esta ainda não foi enviada ao STF.

Inquérito da Polícia Federal que investiga Governo Dino entra na 2ª fase

cropped Carlos Lula Covid

Se aproxima do fim da primeira fase um inquérito da Polícia Federal que apura se o secretário estadual da Saúde, Carlos Lula, fraudou uma licitação que tinha como escopo selecionar organização social para administrar a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Chapadinha, distante 286 km de São Luís, capital do Maranhão. Com o avanço, a próxima fase tende a ser operacional. De acordo com as investigações, no referido processo licitatório, o famigerado IDAC (Instituto de Desenvolvimento e Apoio à Cidadania), envolvido em diversos casos de desvio de dinheiro público, consagrou-se vencedor de fato do certame cerca de dois meses antes de sua conclusão. A PF já levantou dados que mostram, por exemplo, que enquanto o procedimento de seleção ainda estava pendente, a UPA foi inaugurada meses antes, em cerimônia que contou com a presença do próprio Carlos Lula e do presidente do IDAC, Antônio Augusto Silva Aragão. Ambos são alvos de denúncia, formulada desde agosto de 2018 pela PRR (Procuradoria Regional da República) da 1ª Região, que pede a reparação dos danos causados pelos crimes praticados, em R$ 8,5 milhões. Também aparecem entre os denunciados Júlio César Oliveira Gonçalves, ex-superintendente de Acompanhamento à Rede Serviços, e Mauro Serra dos Santos, ex-diretor do IDAC. Embora presente na inauguração da UPA de Chapadinha, o governador Flávio Dino (PCdoB) não consta entre os indiciados. Em manifestação nos autos, o titular da SES (Secretaria de Estado da Saúde), que também é presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), alega que “não há como os fatos ora tratados configurarem hipótese de crimes licitatórios porquanto não incide dever de licitar”, e incompetência da Justiça Federal para julgar o caso, pois, segundo ele, “não houve repasse de verbas federais ou estaduais na manutenção da UPA de Chapadinha, haja vista que antes de qualquer pagamento ao IDAC ocorreu a rescisão do contrato de gestão.” O inquérito tramita no bojo da Sermão aos Peixes, maior investigação contra corrupção e desvio de dinheiro público federal destinado para o setor da saúde no Maranhão.

Prefeitura contrata posto por R$ 760 mil sem licitação

Posto Gasolina

Em meados do mês de janeiro, a Prefeitura de Morros contratou a empresa L.O Simões Barbosa, mais conhecida como Portal dos Lençóis, por cifras altíssimas. A contratação orçada em R$ 760.450 mil foi realizada em caráter emergencial, ou seja, sem licitação pelo Executivo. Segundo as informações divulgada no Diário Oficial dos Municípios, o objeto do contrato é o fornecimento parcelado de combustíveis e lubrificantes para abastecer a frota oficial da Prefeitura de Morros. A contratação teve o aval do secretário de Administração e Desenvolvimento Institucional, George Pinho Carvalho. A vigência contratual não foi informada. O Portal dos Lençóis é de propriedade de Luiz Oscar Simões Barbosa.

Talvez prefeito de Ribamar vire herói depois que for assassinado. E olhe lá!

Eudes Sampaio

A operação contra agiotagem deflagrada nesta quinta (3) foi iniciada após o prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio, afirmar que fora ameaçado de morte. A informação foi dada pelo delegado Renato Madsen, superintendente da Polícia Federal no Maranhão. A repercussão absurda do ato de coragem de Eudes Sampaio diz muito sobre os tempos sombrios do Maranhão. O delegado afirmou que foi o próprio prefeito, em um ato de extrema coragem e bravura, procurou a PF para denunciar que estava sendo ameaçado de morte pelos criminosos. Daí a razão da criação da operação Ágio Final. Pois bem, há pessoas que estão querendo culpar e criminalizar o prefeito pela denúncia. Se fosse um estupro, seria como culpar a vítima pelos atos dos estupradores. Vereadores da cidade chegaram a ter a audácia de, a invés de cobrar a prisão dos agiotas, pedir o afastamento do prefeito. Levantando suspeitas e tentando fazer oposição com base em uma operação que nasceu de uma denúncia do próprio. É o expediente dos canalhas! Encurralados por uma situação que requer apoio irrestrito a adversários, acusam estes adversários de não serem santos. Portanto, indignos de apoio. O fato de Eudes Sampaio ser um prefeito que não foi reeleito não o torna passível de ser ameaçado de morte e muito menos minimiza suas tentativas de impedir ladrões de colocarem as garras no dinheiro da população. E toda essa insanidade acontece mesmo quando Renato Madsen deixou claro que os criminosos exigiam o repasse de 20% a 30% de recursos do Ministério da Saúde que tinham sido transferidos para uma das contas da Prefeitura. O valor dos repasses era de aproximadamente R$ 5 milhões. “A partir de agora começa uma nova etapa da investigação para saber quais os demais envolvidos nessa trama”, disse o superintendente da Polícia Federal do Maranhão. A CORAGEM DESPREZADA Antes de mais nada, suposições sobre caráter de Sampaio são argumentos indignos de qualquer atenção. A generalização de uma tentativa de extorsão e ameaça de morte só interessa aos criminosos. Toda e qualquer pessoa que levantar suspeitas sobre Eudes Sampaio está agindo, mesmo que inconscientemente, de ladrões, chantagistas e assassinos. Eudes Sampaio cometeu o maior ato de coragem de um prefeito do Maranhão nas últimas décadas. Mesmo sabedor que dificilmente iria reeleger-se, negou aos criminosos a chave dos cofres públicos. Arriscou a própria vida duas vezes: ao negar o esquema e ao denunciar o esquema. Não é de hoje que agiotas extorquem prefeitos pelo interior do estado e condenam milhões de maranhenses. Se há um grupo responsável pela miséria em nosso estado, são os agiotas que parasitam as prefeituras do interior do estado com, no mínimo desprezo, para não falar em anuência, das autoridades. O ato de Eudes Sampaio (PTB) foi heróico e deveria servir de inspiração para todos os que pretendem mudar verdadeiramente o Maranhão. Como ele não é filiado ao Psol e não costuma lacrar nas redes sociais com pautas imbecis, talvez, quem sabe e olhe lá, ele vire um herói depois de ser assassinado.

Comunista pagou mais que o dobro por respiradores que não foram entregues

Flavio Dino

Uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) e utilizada pela auditora estadual de Controle Externo Aline Vieira Garreto para embasar relatório de instrução apresentado ao conselheiro Antônio Blecaute, do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), aponta que o Governo do Maranhão, em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), pagou mais que o dobro do valor médio pago nacionalmente pela compra de 70 respiradores que nunca chegaram aos hospitais do estado.

Desastre no Supermercado Mateus levanta debate sobre insegurança nas lojas

Supermercado Mateus Desastre

O desastre acontecido na noite desta sexta (2) na unidade do Supermercado Mateus no bairro Vinhais, em São Luís, levantou o debate sobre as seguranças nas instalações da empresa. Apesar do histórico de tragédias, autoridades pedem “solidariedade” ao supermercado. O desabamento de prateleiras, que resultou em vários feridos e uma morte, foi mais um entre vários acidentes envolvendo o grupo. Em outubro de 2014 dois operários morreram em obras do supermercado Mateus no João Paulo. A obra causa, até hoje, alagamentos e prejuízos para a população que mora no entorno do supermercado. Em dezembro de 2019 um homem morreu durante construção de unidade do Mix Mateus em Paraupebas. Em janeiro de 2020 um incêndio na unidade do Renascença, em São Luís, levou pânico. Durante a pandemia, em junho deste ano, o Grupo Mateus foi multado após grande mobilização popular por promover colocar a vida de seus clientes em risco. A falta de demarcação de filas e o descontrole na entrada de pessoas em lojas da rede geraram revolta em todo o Maranhão. Passadas horas após mais uma tragédia envolvendo o Supermercado Mateus, o grupo foi agraciado com campanhas de solidariedade, principalmente de políticos. O governador Flávio Dino (PCdoB), que já fora acusado de manobras fiscais para prejudicar a concorrência do Mateus, usou suas redes sociais de maneira efusiva. O comunista não falou, até agora, de responsabilização dos culpados ou providências enérgicas. Vídeo que circula na internet revela que o comprometimento da estrutura que resultou na tragédia do Vinhais foi identificado antes do desabamento. Apesar disso, o funcionamento da loja prosseguiu normalmente enquanto funcionários tentavam retirar produtos para impedir, sem êxito, o tombamento que resultou na morte de uma pessoa. O trânsito de máquinas pesadas durante o funcionamento dos supermercados foi alvo de críticas nas redes sociais. Clientes reclamaram do fato de que a reposição de estoque nas lojas do atacarejo é feito de forma a colocar em risco os clientes. Até o fechamento deste texto e após a confirmação da morte, nenhuma autoridade no estado manifestou-se no sentindo da tomada de providências para apurar a responsabilidade por mais esse acidente envolvendo o Grupo Mateus.

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