Polícia Federal mais uma vez na cola de Luciano Genésio

A Polícia Federal (PF) voltou à Prefeitura de Pinheiro na manhã desta quarta (23). Denominada de Quinta Potência, a operação investiga um esquema criminoso de desvios de recursos da merenda escolar. Além de Pinheiro, as gestões de Peri-Mirim e São Bento também foram alvo. A PF suspeita que cerca de R$ 4 milhões tenham sido desviados pelo esquema em um espaço de tempo de três anos. Antes da operação desta quarta, a gestão de Luciano Genésio já havia sido alvo da Operação Estoque Zero (março 2021) e Irmandade (janeiro 2022). No ano passado a gestão fora acusada de simular a compra de testes rápidos. Em janeiro deste ano a mesma suspeita desencadeou uma operação que visava averiguar desvios em recursos do Fundo Nacional de Saúde e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica. Em janeiro a Polícia Federal encontrou na casa do prefeito relógios de luxo e uma grande soma em dinheiro. Acusado de chefiar a quadrilha que pratica fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro, o prefeito Luciano Genésio foi afastado do cargo naquele mês. Em fevereiro deste ano, também por decisão judicial, ele retornou ao cargo. Um mês após o retorno, o prefeito volta ser alvo de operações contra corrupção na cidade.
STJ condena Dallagnol a indenizar Lula por danos morais

Corte entendeu que ex-procurador cometeu excesso em entrevista de 2016 ao usar slides que apontavam petista como chefe de organização criminosa. Deltan terá de pagar R$ 75 mil a ex-presidente; ainda cabe recurso
WhatsApp bloqueia militantes do PT e suspende grupos de apoio a Lula

Ao menos quatro grupos de WhatsApp de Lula foram bloqueados nesta semana. Além disso, números de telefones de administradores desses grupos também foram suspensos.
Josimar de Maranhãozinho volta a ser alvo de operação policial

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) voltou a ser alvo de uma operação da Polícia Federal nesta sexta (11). Desde outubro do ano passado até março deste ano, o parlamentar já foi alvo de uma operação da Polícia Civil e outras duas da Polícia Federal. Em todas elas, Josimar é apontado como líder de uma quadrilha que desvia recursos públicos. O deputado se defendeu afirmando que o número de operações apenas comprova de que “nada foi encontrado das outras vezes”. Além de Josimar, também foi alvo o deputado federal Pastor Gildenemir (PL). A ação de busca e apreensão nas residências dos parlamentares ocorreu na manhã desta sexta-feira. A operação contra os dois foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após a PF ter apontado indícios de desvio dos recursos. Ainda na manhã de hoje, Josimar divulgou nota sobre o caso.
Josimar investe em “bolsonaristas” nas eleições 2022

Nas últimas semanas o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) intensificou suas investidas por pré-candidatos considerados “bolsonaristas” em sua legenda nas eleições deste ano. Presidente do partido do presidente Jair Bolsonaro no Maranhão, Josimar negocia com várias lideranças que se notabilizaram pela luta contra a corrupção e ética na política. A entrada de candidatos tidos como “bolsonaristas” na chapa de Josimar eleva a possibilidade de que o PL tenha uma expressiva votação. Dessa forma, o efeito direto da adesão seria o fortalecimento do projeto de Josimar de Maranhãozinho em eleger entre de 3 e 4 deputados federais nas eleições deste ano subordinados a ele. Para tentar minimizar os impactos na filiação ao PL, os chamados “bolsonaristas” têm usado como justificativa o fato da legenda ser a mesma do presidente. Contudo, pré-candidatos que recusaram o pedido de Josimar, caso da líder conservadora Flávio Berthier, ingressar no PL é um sacrifício alto demais. “Temos bandeiras e elas não podem ser deixadas para trás por causa de eleição. Não posso ajudar a eleger uma bancada que defenda tudo o que eu tenho repúdio. Sei que o presidente entende essa nossa posição de escolher outro partido que não seja o PL do Maranhão”. A eleição no PL é considerada dificílima dados os números. Caso Josimar dispute a reeleição para deputado, deve manter votação acima de 100 mil votos (em 2018 ele alcançou 195 mil). Acontece que a esposa de Josimar, Detinha, também deve tentar uma vaga na Câmara Federal. A candidatura de Detinha pode diminiur a votação do marido e embos devem transitar entre os 100 mil votos. Também concorrem na chapa os já deputados federais Junior Lourenço (117 mil votos) e Pastor Gil (47 mil votos). Ambos não eram parlamentares em 2018 e devem elevar suas votações. Outros nomes como Paulo Marinho Jr (55.755 votos em 2018) devem tornar ainda mais difícil a tentativa de bolsonaristas em conseguir “vencer” os colegas de chapa. Fontes do partido revelaram ao blog que a entrada de três dos chamados “bolsonaristas” podem agregar de 50 a 70 mil votos na chapa que deve lançar 19 candidatos. Com a estimativa de cerca de 400 mil votos apenas dos quatro “cabeças”, o PL deveria alcançar mais 100 mil votos com os outros 11 candidatos para ter chances reais de fazer 4 deputados federais. Com absolutamente nenhum bolsonarista entre eles. Até o momento a maior “aquisição” de Josimar foi o ex-candidato à prefeito de São Luís, Pastor Silvio Antônio. São esperados outros bolsonaristas na legenda antes do dia 2 de abril, prazo final para a filiação no partido.
PF rebate falas de Moro sobre investigações por corrupção

A Polícia Federal (PF) divulgou, nesta terça (15), uma nota em que rebate declarações do ex-ministro da Justiça e ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro (Podemos) em entrevista à Jovem Pan. Rompido com o presidente da República e, atualmente, na disputa pelo Palácio do Planalto, Sergio Moro criticou a atuação de Jair Bolsonaro na Polícia Federal, alegou que o chefe do Executivo e STF trabalharam para destruir a Lava Jato, cuja “situação é pior que Lula solto”, e disse que “hoje não tem ninguém no Brasil sendo investigado e preso por grande corrupção”. Através de nota, a corporação apresentou as operações dos últimos anos e reiterou que o ex-juiz desconhece a instituição e negou conhecê-la quando teve a chance. Nota à Imprensa: Em entrevista na segunda-feira (14/02) à Jovem Pan, o ex-ministro Sergio Moro fez descabidos ataques à Polícia Federal. A bem da verdade, consideramos importante esclarecer: Moro mente quando diz que “hoje não tem ninguém no Brasil sendo investigado e preso por grande corrupção”. A Polícia Federal efetuou mais de mil prisões, apenas por crimes de corrupção, nos últimos três anos. Neste mesmo período, a PF realizou 1.728 operações contra esse tipo de crime. Somente em 2020, foram deflagradas 654 ações – maior índice dos últimos quatro anos. Moro também faz ilações ao afirmar que “esse é o resultado de quantos superintendentes eles afastaram e que estavam fazendo o trabalho deles”. O ex-ministro não aponta qual fato ou crime tenha conhecimento e que a PF estaria se omitindo a investigar. Tampouco qual inquérito policial em andamento tenha sido alvo de ingerência política ou da administração. Vale ressaltar que a Polícia Federal vai muito além da repressão aos crimes de corrupção. Em 2021, bateu recorde de operações. No total, foram quase dez mil ações, aumento de 34% em relação ao ano anterior. O ex-juiz confunde, de forma deliberada, as funções da PF. O papel da corporação não é produzir espetáculos. O dever da Polícia é conduzir investigações, desconectadas de interesses político-partidários. Moro desconhece a Polícia Federal e negou conhecê-la quando teve a chance. Enquanto Ministro da Justiça não participou dos principais debates que envolviam assuntos de interesse da PF e de seus servidores. Com o intuito de preservar a imagem de umas das mais respeitadas e confiáveis instituições brasileiras, a Polícia Federal repudia a afirmação feita pelo pré-candidato Moro de que a corporação não tem autonomia. Por fim, a PF – instituição de Estado – mantém-se firme no combate ao crime organizado, à corrupção e não deve ser usada como trampolim para projetos eleitorais.
Corrupção leva Polícia Federal (de novo) a Pinheiro

Na manhã desta quarta (12) a Polícia Federal deflagrou a Operação Irmandade. Um dos alvos dos mandados foi a cidade de Pinheiro, do prefeito Luciano Genésio. A cena não é novidade para a população local que, em março do ano passado, viu agentes da PF deflagrando a Operação Estoque Zero. A gestão de Luciano Genésio foi colocada como suspeita por desvios de recursos públicos e corrupção nas duas ocasiões. A operação mais recente, segundo a própria Polícia Federal, tinha a finalidade de desarticular uma organização criminosa estruturada para promover fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro em âmbito municipal. A mesma justificativa foi dada pela PF no ano passado. No ano passado a organização criminosa fora enquadrada na fraude na compra de 6 mil testes rápidos avaliados em cerca de R$ 1 milhão. A operação de hoje averigua fraudes em contratos que superam R$ 38 milhões firmados com empresas pertencentes a membros da quadrilha que assalta os cofres públicos da cidade. “Foram localizados diversos indícios no sentido de que o proprietário de fato dessas empresas seria o gestor público municipal, o que se confirmou por meio da análise das movimentações bancárias. Nessa oportunidade, constatou-se que parte dos pagamentos realizados pelo Poder Público para tais empresas era revertido para as contas do servidor público”, comunicou a PF em nota.
Ciro Gomes envolvido em escândalo de corrupção no Ceará

O desvio de recursos do estádio Castelão, em Fortaleza (CE), foi alvo de operação da Polícia Federal deflagrou nesta quarta (15). No centro do escândalo estão o ex-governador Ciro Gomes (PDT) e seu irmão, o senador Cid Gomes (PDT-CE). A Operação Batizada “Colosseum” cumpriu 14 mandados de busca e apreensão. Eles ocorreram em endereços de Fortaleza, Meruoca, Juazeiro do Norte (CE), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e São Luís (MA). Além das buscas, também foram autorizadas a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de Ciro e Cid. A ação é decorrente de procedimento de licitação para obras no estádio Castelão, em Fortaleza (CE), durante os anos de 2010 e 2013. Como era esperado, Ciro Gomes usou as redes sociais para culpar o presidente Jair Bolsonaro echamou a ação de “abusiva”. Detalhe: as investigações foram iniciadas em 2017, dois anos antes do presidente assumir. “Até esta manhã, eu imaginava que vivíamos, mesmo com todas imperfeições, em um pais democrático”, escreveu Ciro. “O braço do estado policialesco de Bolsonaro, que trata opositores como inimigos a serem destruídos fisicamente, levanta-se novamente contra mim”, complementou. Indícios apontam o pagamento de R$ 11 milhões em propinas diretamente em dinheiro ou disfarçadas de doações eleitorais, com emissões de notas fiscais fraudulentas por empresas fantasmas, para beneficiar a empresa Galvão Engenharia no processo licitatório da Arena Castelão.