Partido dos Trabalhadores reelege ditador da Coreia do Norte

COREIA DO NORTE, 23 de fevereiro de 2026 – O líder norte-coreano Kim Jong-un, de 42 anos, foi “reeleito” secretário-geral do Partido dos Trabalhadores da Coreia neste domingo (22), após quatro dias de congresso interno, garantindo novo mandato de cinco anos e permanência à frente do principal cargo partidário e do governo do país asiático. Kim ocupa a liderança máxima do partido desde 2011, acumulando cerca de 15 anos no comando da sigla dominante no regime norte-coreano. Dessa forma, a recondução mantém a continuidade da liderança política dentro da estrutura central do poder estatal. O processo de reeleição ocorreu durante o congresso partidário, realizado a cada cinco anos. Além disso, o encontro também definiu novos integrantes do Comitê Central e promoveu alterações em regras internas do partido, conforme divulgou a agência estatal KCNA. Segundo a KCNA, a escolha de Kim ocorreu com base na “vontade inabalável e no desejo unânime” dos delegados presentes no congresso. Delegados alinhados ao regime ressaltaram ações atribuídas ao governo, incluindo o desenvolvimento de mísseis com alcance capaz de atingir aliados dos Estados Unidos na Ásia e até o território norte-americano.
Coreia do Norte proíbe consumo de cachorro-quente no país

COREIA DO NORTE, 7 de janeiro de 2025 – O ditador Kim Jong-un proibiu a produção e o consumo de cachorros-quentes na Coreia do Norte, classificando o prato como “ocidental demais”. A venda ou preparo do alimento feito com salsichas é considerado um “ato de traição” às tradições norte-coreanas, segundo o jornal inglês The Sun. Cidadãos flagrados cozinhando ou comercializando cachorros-quentes podem ser enviados a campos de trabalho forçado. Por outro lado, o consumo de carne de cachorro permanece permitido no país. A proibição é mais um capítulo da ofensiva de Pyongyang contra o que considera uma “invasão da cultura ocidental”. O prato budae-jjigae — uma sopa com salsichas e macarrão, introduzida em 2017 a partir da Coreia do Sul — também sofreu restrições. De acordo com relatos, mercados da Província de Ryanggang pararam de comercializar o alimento após autoridades ameaçarem comerciantes com o fechamento de negócios. O governo norte-coreano ainda não se pronunciou oficialmente sobre as novas normas.