Motoristas fazem fila em posto de combustíveis em São Luís

Nesta quinta, quem roda pela capital maranhense se depara com os reajustes. Há postos de combustíveis cobrando mais de R$ 7,05
Petrobras aumenta preço da gasolina e do gás de cozinha

“A partir da sexta-feira 11, o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, um aumento de 18,8%. Para o diesel, o preço médio passará de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro, uma alta de 24,9%”, comunicou a empresa.
Governadores encerram congelamento do ICMS do combustível

Os governadores decidiram pôr fim no congelamento do ICMS do combustível, após reunião do Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários da Fazenda). O anúncio aconteceu hoje e traz impactos diretos no bolso da população. No fim de outubro, os Estados congelaram o ICMS por 90 dias como forma de contraposição a uma proposta que havia passado pela Câmara na época e estava no Senado que tornaria fixo por um ano a incidência de impostos. Os governadores alegavam que, sendo aprovada, ela poderia levar a uma perda de arrecadação de cerca de de 24 bilhões de reais. A medida em vigor, que tem efeito por três meses, de novembro a janeiro, foi tomada em outubro para aliviar o preço pago pelo produto nas nas bombas de gasolina. Entretanto, depois de um novo aumento confirmado pela Petrobras nessa quarta (12), de 4,85% na gasolina e 8,08% no óleo diesel, a maioria dos governos estaduais se manifestou favorável a não prorrogar o congelamento da cobrança de ICMS sobre os combustíveis. A justificativa dos governadores é por entenderem que o presidente Jair Bolsonaro não demonstrou abertura para dialogar sobre a disparada dos preços dos combustíveis.
Presidente do BC explica sobre a inflação acelerada no Brasil
O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, explicou em participação do Fórum Jurídico de Lisboa porque a inflação acelerou e teve piora tanto em quantidade quanto em qualidade em todos os aspectos. Ele ainda disse que será difícil o trabalho do Banco Central, devido o avanço da inflação, com expectativas em continuar subindo. Campos Neto destacou que o choque do preço de eletricidade e combustíveis este ano é o maior dos últimos 20 anos, e vem em seguida ao choque de alimentos do ano passado. Ele afirmou que esta é a primeira vez que o Brasil está passando por um problema de inflação interna e, ao mesmo tempo, está importando a inflação externa. Ele também reconheceu que o processo da alta de juros no mundo será um grande desafio para o Brasil, e defendeu que, entre as medidas para garantir a credibilidade do país, está a necessidade de seguir com reformas estruturantes.