Codevasf destina R$ 2,8 bilhões em doações no governo Lula

Lula codevasf

BRASÍLIA, 25 de maio de 2026 — A Codevasf expandiu doações de bens no governo Lula (PT). O montante soma R$ 2,8 bilhões desde janeiro de 2023. Esse valor já supera os R$ 2,6 bilhões (em valores corrigidos) da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), entre 2019 e 2022. As doações incluem quase 3 mil tratores, mais de 2 mil carretas, 1.037 caminhões e 828 retroescavadeiras. A companhia foi criada para desenvolver políticas para o semiárido. No governo Bolsonaro, ela se tornou uma espécie de loja dos políticos para seus redutos eleitorais. A estatal distribuía desde máquinas de costura até veículos e maquinários. Boa parte dos valores é enviada por meio de emendas de bancada, que dificultam o rastreio do articulador. Auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) apontam falta de critérios técnicos nas entregas. Por meio de nota, a Codevasf afirmou ao Metrópoles que o aumento de sua participação decorre de sua “capacidade técnica e operacional”. A estatal disse ainda que os recursos de emendas de bancada são executados “com total transparência”. Segundo a empresa, há publicação das atas das reuniões da Comissão Mista de Orçamento (CMO) e divulgação das doações em seu site oficial. VALORES AO LONGO DOS ANOS As doações via Codevasf saíram de R$ 346 milhões, em 2019, para R$ 806 milhões no ano passado. O ápice desse tipo de envio aconteceu em 2022, ano eleitoral, quando os valores chegaram a R$ 1,2 bilhão. Neste ano, já são R$ 154 milhões em doações. Os dados foram obtidos pelo Metrópoles por meio da Lei de Acesso à Informação. Atualmente, o presidente da Codevasf é Lucas Felipe de Oliveira, indicado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Até 2025, a indicação era do deputado federal Elmar Nascimento (União-BA). Por influência de Alcolumbre, uma superintendência da Codevasf foi inaugurada no Amapá em 2022. O governo do Amapá, comandado por Clécio Luis (União), aliado de Alcolumbre, foi o ente mais beneficiado desde 2023, com R$ 32 milhões. Em segundo lugar, vem a cidade de Pedra Branca do Amapari (AP), com 12 mil habitantes e R$ 9,4 milhões. A cidade ganhou sete caminhões, cinco tratores e duas retroescavadeiras. A maior parte dos valores enviados foi sem emenda. Pedra Branca é governada por Marcelo Pantoja (União), outro aliado de Alcolumbre. A cidade de Campo Formoso (BA) recebeu nove caminhões e uma perfuratriz de R$ 1,8 milhão. O total de doações para o município foi de R$ 8,5 milhões. A cidade é administrada por Elmo Nascimento (União), irmão do deputado Elmar Nascimento. Campo Formoso virou o epicentro da Operação Overclean. A operação apura os crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações, embaraço à investigação e lavagem de dinheiro. Cerca de R$ 3 milhões das doações à cidade advêm da bancada da Bahia. Esse tipo de emenda se tornou uma espécie de novo orçamento secreto após o Supremo Tribunal Federal (STF) acabar com as emendas de relator. LISTA DOS MAIS BENEFICIADOS Governo do Amapá — R$ 32,7 milhões. Prefeitura de Pedra Branca do Amapari (AP) — R$ 9,4 milhões. Prefeitura de Campo Formoso (BA) — R$ 8,5 milhões. Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Área Mineira da Sudene (Cimams-MG) — R$ 8 milhões. Prefeitura de Santana (AP) — R$ 7,9 milhões. Prefeitura de Anápolis (GO) — R$ 7 milhões. Prefeitura de Serra Talhada (PE) — R$ 5,4 milhões. Prefeitura de Laranjal do Jari (AP) — R$ 5,3 milhões. Prefeitura de Oiapoque (AP) — R$ 5 milhões.

Caminhão da Codevasf leva perfuratriz de aliado de Lourenço

caminhão codevasf

MARANHÃO, 17 de março de 2026 – Um caminhão da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba foi utilizado para transportar uma perfuratriz destinada a um aliado político no Maranhão. O caso ocorreu em Estreito e foi divulgado pelo portal Metrópoles, envolvendo uso de veículo doado a uma prefeitura, o que gerou questionamentos sobre uso de bens públicos. O equipamento foi entregue ao pecuarista e ex-candidato a prefeito José Maria Pernambuco, aliado do deputado federal maranhense Júnior Lourenço. Nas redes sociais, ele afirmou que a máquina seria um presente do parlamentar. A reportagem indica ligação entre o transporte e o uso do caminhão da Codevasf. ENTENDA O CASO Segundo a reportagem, a perfuratriz foi comprada por R$ 89.092 em 11 de fevereiro de 2026, de uma fabricante em Umuarama. A nota fiscal aponta que a empresa compradora foi a JP Silva Construções e Serviços LTDA, com sede em Dom Pedro. A construtora possui contratos com a estatal. Em fevereiro deste ano, o Diário Oficial da União registrou contratação de R$ 699 mil com a 8ª Superintendência em São Luís. Além disso, em dezembro de 2025, houve contrato de R$ 16,6 milhões para serviços de asfaltamento. Um vídeo divulgado pela fabricante mostra a máquina sendo transportada por um caminhão Mercedes-Benz Accelo 817, de placa SMQ-4J98. O veículo foi adquirido pela Codevasf e doado à prefeitura de Miranda do Norte em novembro de 2024, mesmo estando a cerca de 600 quilômetros de Estreito.

Codevasf exige devolução de R$ 6,8 milhões de prefeituras do MA

Codevasf Maranhão

MARANHÃO, 29 de julho de 2024 – A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), controlados pelo Centrão, passaram a cobrar de construtoras e prefeituras o ressarcimento de valores por indícios de irregularidades apontados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, os dois órgãos ingressaram com 35 processos judiciais ou administrativos por causa de obras supostamente superfaturadas em oito estados. Os valores cobrados ultrapassam R$ 40 milhões e são oriundos de emendas parlamentares. Por meio da Lei de Acesso à Informação, O GLOBO obteve a relação das cobranças. A Codevasf moveu 26 ações contra oito construtoras, além de prefeituras e políticos que já morreram. Deste total, 15 iniciativas foram determinadas pelo TCU, cinco tiveram como origem a CGU, e o restante partiu da própria estatal. Um dos casos que gerou um pedido de ressarcimento na ponta começou com a destinação, feita pelo deputado Elmar Nascimento (União-BA), de recursos para a 6ª Superintendência da Codevasf, unidade na Bahia comandada pelo grupo político do parlamentar. Neste caso, os R$ 10,4 milhões para asfaltamento serviram para contratar uma empresa que, segundo a CGU, comandou uma obra em que houve superfaturamento de R$ 733 mil. O órgão aponta irregularidades relacionadas à qualidade dos serviços executados e dos valores medidos e pagos. “Foram evidenciadas falhas de atuação que podem ter comprometido a qualidade, resistência e vida útil dos pavimentos executados. A autorização para o início dos serviços sem a existência de projeto executivo acarreta o risco da execução de obras com custos elevados, sobrepreço e superfaturamento”, destaca o relatório da CGU. Procurado diretamente e via assessoria, Elmar não se manifestou.

Juscelino Filho e aliados têm centrado fogo em delegado da PF

Juscelino Filho

BRASÍLIA, 24 de junho de 2024 – Indiciado pela PF por suposta corrupção envolvendo emendas parlamentares vinculadas à Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), Juscelino Filho (ministro das Comunicações) e seus aliados no partido União Brasil têm direcionado críticas ao delegado Roberto Santos Costa, responsável pela investigação. Segundo fontes internas, os correligionários do ministro acusam Santos Costa de ter uma atuação deliberada para prejudicar o governo do presidente Lula. Eles chegam a comparar o delegado aos investigadores da Operação Lava Jato, insinuando que sua conduta tem motivação política. Em conversas privadas, Juscelino Filho afirmou que seu depoimento à PF foi encerrado após apenas 15 minutos porque ele se recusou a responder perguntas que não estivessem diretamente relacionadas à investigação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Codevasf cobra devolução de verbas indicadas por maranhenses

Codevasf Maranhão

SÃO LUÍS, 21 de junho de 2024 – A empresa pública Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) está cobrando pela primeira vez ressarcimento de duas construtoras por terem recebido valores com indícios de superfaturamento apontados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Ao todo, R$ 7,5 milhões terão que ser devolvidos à estatal pelas empreiteiras que executaram obras no estado do Maranhão irrigadas com emendas parlamentares. As cobranças feitas pela Codevasf são resultado de um pente-fino realizado pelo TCU em contratos firmados pela estatal com construtoras em diferentes municípios do Maranhão. A auditoria constatou que havia indícios de irregularidades na execução de obras de pavimentação e em serviços que não foram prestados. As obras foram realizadas pelas firmas Engefort e JT Construtora, a partir de acordos assinados com a empresa pública em 2019. Procurada, a Engefort informou que trabalha com “honestidade” e seguindo os “pressupostos legais” e que “todas as respostas necessárias serão apresentadas ao órgão responsável”. Já a JT Construtora disse que “todas as informações sobre o ressarcimento estão nos processos administrativos relativos aos contratos”. A Codevasf afirmou que já acionou a Justiça com relação a três contratos e que aguarda informações do TCU para fazer as próximas cobranças, já que há divergências entre a estatal e as construtoras a respeito dos valores devidos. Já o TCU disse em nota que a constatação do superfaturamento pode ter outras implicações: “Mesmo se houver o ressarcimento integral do superfaturamento apontado, o TCU pode decidir aplicar sanções aos agentes responsáveis, que podem incluir, além do ressarcimento, penalidades como multa e declaração de inidoneidade das empresas”.

Auditoria vê irregularidades em obras financiadas por Juscelino

Juscelino Codevasf

VITORINO FREIRE, 10 de junho de 2024 – Uma auditoria interna realizada pela Codevasf revelou irregularidades em obras financiadas com recursos indicados pelo ministro das Comunicações, Juscelino Filho, em Vitorino Freire/MA. A auditoria apontou pagamentos indevidos à empresa Construservice e falhas na execução das obras. Juscelino Filho, no entanto, afirma que não é responsável pela execução das obras e garante que não haverá prejuízo aos cofres públicos. A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba se comprometeu a seguir as recomendações da auditoria. A prefeitura de Vitorino Freire, comandada por Luanna Rezende, irmã do ministro, não respondeu aos questionamentos da reportagem. Segundo o Estadão, o ministro utilizou o orçamento secreto para pavimentar uma estrada que passa em frente à sua fazenda. A emenda foi indicada por Juscelino quando ele era deputado federal, em 2020. Os recursos foram repassados pela Codevasf para a prefeitura de Vitorino Freire. O presidente Lula pediu explicações, mas decidiu manter Juscelino no cargo. A auditoria especial, concluída em maio deste ano, examinou dois convênios entre a Codevasf e a prefeitura, totalizando R$ 8,988 milhões, incluindo a estrada que passa em frente à fazenda do ministro e outras ruas da cidade. A Polícia Federal investiga suspeitas de fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. A irmã do ministro foi afastada do cargo e os bens de Juscelino foram bloqueados.

PF aponta suspeito de propina como ‘tentáculo’ de Juscelino

Juscelino PF

VITORINO FREIRE, 04 de junho de 2024 – O gerente afastado da Codevasf, Julimar Alves da Silva Filho, está sendo investigado por suspeita de receber propinas em contratos financiados por emendas do atual Ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil). A Polícia Federal (PF) apura irregularidades nesses contratos, alguns dos quais foram custeados por emendas de Juscelino quando ele ainda era deputado federal. A empresa Construservice, associada a Eduardo José Barros Costa, conhecido como Eduardo DP, está no centro das investigações. A operação Odoacro da PF, que investiga a atuação da Construservice em contratos no Maranhão, levou ao afastamento de Julimar da Codevasf. Relatórios indicam que Juscelino Filho e Eduardo DP teriam influências dentro da Codevasf, incluindo o afastado Julimar, para desviar recursos. Documentos obtidos pela quebra de sigilo mostram que Julimar e sua esposa receberam cerca de R$ 250 mil de contas ligadas ao grupo empresarial de Eduardo DP, durante o período em que ele fiscalizava obras de pavimentação asfáltica. O Ministério das Comunicações negou qualquer envolvimento de Juscelino Filho, afirmando que ele não tinha contato com Julimar nem com as irregularidades. Julimar, por sua vez, alegou à Folha de S. Paulo que os valores recebidos da Construservice eram por serviços prestados por sua esposa e que ele não tinha responsabilidade direta sobre pagamentos ou medições de obras contratadas pela prefeitura em convênios com a Codevasf.

Codevasf investe R$ 4,6 milhões em pavimentação no Maranhão

Codevasf Maranhão

MARANHÃO, 21 de maio de 2024 – A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) está investindo mais de R$ 4,6 milhões em obras de pavimentação asfáltica em municípios do Maranhão. A Superintendência Regional no Maranhão está liderando a iniciativa, que beneficiará as vias urbanas e rurais de Estreito e São Raimundo das Mangabeiras, localizados no sul do estado. Em São Raimundo das Mangabeiras, serão pavimentados cerca de 2,6 km no povoado Vale Verde. Já em Estreito, mais de 3 km de pavimentação serão realizados nos povoados de Bom Jesus, Governador Luiz Rocha e Sol Nascente. A população atendida por esses serviços ultrapassa 50 mil pessoas, impactando diretamente a qualidade de vida e o desenvolvimento regional.

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