Brasil tem 3º menor preço de cigarro da América do Sul

BRASIL, 21 de abril de 2026 — O Brasil mantém o 3º menor preço de cigarro da América do Sul, mesmo depois de o governo federal elevar o valor mínimo do maço de R$ 6,50 para R$ 7,50 em 2026. A medida foi definida por decreto e integra a política de controle do tabagismo, com aumento de preços e tributação para reduzir o consumo. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o preço médio do maço vendido no Brasil é de US$ 1,32. Só é mais caro do que no Paraguai (US$ 0,46) e na Bolívia (US$ 1,09). O valor mais alto é o do Equador, US$ 6,00. Nos últimos anos, porém, os reajustes ficaram interrompidos. O preço mínimo permaneceu em R$ 5 de 2017 a 2023, subiu para R$ 6,50 em 2024 e agora foi ajustado para R$ 7,50. Segundo o governo, a atualização também busca reforçar a arrecadação e compensar custos relacionados à política energética, incluindo subsídios ao querosene de aviação e ao biodiesel. Dados do relatório Vigitel, divulgado em 2025 pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) em parceria com o Ministério da Saúde, indicam que o percentual de beneficiários de planos de saúde que fumam no Brasil caiu de 12,4% para 6,8% de 2008 a 2023, uma redução de 5,6 pontos percentuais.
Venda de cigarros contrabandeados domina mercado no Maranhão

MARANHÃO, 05 de junho de 2025 – O Maranhão lidera o comércio de cigarros ilegais no Nordeste, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), encomendado pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP). A pesquisa revela que, em 2024, 70% dos cigarros vendidos no estado foram contrabandeados, movimentando R$ 356 milhões. Como consequência, a arrecadação estadual perdeu cerca de R$ 111 milhões em impostos neste mesmo período. O estudo alerta que o comércio clandestino financia redes criminosas organizadas, ampliando seu poder financeiro. De acordo com Edson Vismona, presidente do FNCP, o cigarro ilegal é um dos sustentáculos dessas organizações. Ele afirma que a omissão diante dessa realidade fortalece o crime. O problema, no entanto, não se restringe ao Maranhão, já que o Nordeste se consolidou como o principal polo da pirataria de cigarros no país. Outros estados da região também enfrentam altos índices de venda irregular. Piauí e Rio Grande do Norte aparecem logo atrás do Maranhão, com 68% do mercado de cigarros dominado por produtos ilegais. O levantamento também aponta que a comercialização não se limita a marcas genéricas: fábricas clandestinas produzem versões falsificadas de marcas paraguaias famosas dentro do território nacional. Em 2023, nove fábricas clandestinas foram desativadas em diferentes unidades federativas do Brasil. Desde 2010, o total de fábricas ilegais fechadas chega a 64. As ações se concentram em locais estratégicos de produção e distribuição, com o objetivo de conter o avanço do comércio ilegal de cigarros.