Funcionário da Caixa é afastado por fraude via PIX em Caxias

CAXIAS, 25 de abril de 2026 — A Polícia Federal afastou um funcionário da Caixa Econômica Federal, nesta sexta (24), em Caxias, durante a operação Logchain, que apura fraude via PIX. O servidor é suspeito de usar acesso interno para alterar dados de clientes e realizar transferências sem autorização. As investigações apontam prejuízo inicial de R$ 91.835,36. Além disso, a operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão e contou com apoio da própria instituição financeira. Segundo a PF, o suspeito manipulava informações nos sistemas internos do banco sem a presença dos titulares das contas, o que foi confirmado por imagens de monitoramento analisadas durante a apuração. De acordo com a investigação, o funcionário utilizava dados alterados para realizar transferências via PIX para destinatários frequentes. A prática indicava um padrão de repetição nas operações, o que levantou suspeitas e levou ao início das apurações. A atuação ocorria diretamente nos sistemas internos da agência. A PF destacou, inclusive, que o esquema pode ter causado prejuízo ainda maior. O valor inicial identificado foi de R$ 91.835,36, mas a quantia pode aumentar conforme o avanço das análises dos materiais apreendidos durante a operação. Durante as diligências, os policiais recolheram celulares, computadores, mídias digitais e documentos. Esse material será examinado para esclarecer como as fraudes via PIX eram executadas e para identificar outros possíveis envolvidos no esquema. Por fim, o funcionário afastado poderá responder por crimes como associação criminosa, estelionato majorado e furto qualificado.
Justiça mantém suspensão de concurso em Caxias

CAXIAS, 14 de abril de 2026 – A Justiça manteve a suspensão do concurso público regido pelo Edital nº 01/2024 no município de Caxias, no Maranhão, após identificar irregularidades no processo. A decisão reafirma uma medida já determinada em outubro de 2024, diante da tentativa da Prefeitura de dar continuidade ao certame. Segundo o magistrado, a administração municipal descumpriu a ordem judicial ao prosseguir com o concurso mesmo com a proibição vigente. O município alegou que um acordo com o Ministério Público autorizaria a continuidade, porém a Justiça entendeu que o termo se refere a um processo seletivo de 2018. Entre os problemas apontados está a criação tardia da comissão organizadora. Conforme os autos, o grupo foi instituído apenas em setembro de 2025, mais de um ano após a publicação do edital, ocorrida em agosto de 2024.
TRE-MA julga caso que pode cassar prefeito de Caxias hoje (9)

CAXIAS, 09 de abril de 2026 – O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) julga nesta quinta (9), um recurso sobre as eleições de 2024 em Caxias, envolvendo suposto uso de deepfake eleições. A ação foi apresentada por Paulo Marinho Júnior contra Gentil Neto, com base em um áudio exibido durante a campanha. O julgamento ocorre na sede do tribunal e deve tratar da possível manipulação do material. Durante a reta final da campanha, o então prefeito Fábio Gentil apresentou um áudio atribuído a Paulo Marinho, pai do candidato adversário. Na gravação, ele supostamente afirmaria que demitiria servidores caso o filho fosse eleito. Por isso, a defesa de Marinho Júnior sustenta que houve uso de deepfake eleições para influenciar o resultado. Após o episódio, Paulo Marinho Júnior acionou a Justiça Eleitoral e alegou que o conteúdo prejudicou sua candidatura. Segundo ele, a disputa terminou com diferença inferior a 600 votos. O candidato pediu a cassação de Gentil Neto, com base no uso de inteligência artificial no material divulgado. Na primeira instância, o pedido foi considerado improcedente. No entanto, a defesa recorreu ao TRE-MA, que agora analisa o caso. Este julgamento marca a primeira vez que a Corte maranhense discute formalmente o uso de deepfake eleições em campanhas. Além disso, dados do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa indicam que, nas eleições municipais de 2024, houve 591 decisões relacionadas ao tema. Entretanto, apenas cerca de 20% dos casos resultaram na confirmação do uso de inteligência artificial.
STF empata julgamento sobre indenização a médico no Maranhão

CAXIAS, 06 de abril de 2026 – O STF registrou empate, entre os dias 20 e 27 de março, no julgamento sobre indenização a um médico anestesiologista em Caxias, no Maranhão. A 1ª Turma analisou o caso no plenário virtual, mas suspendeu a decisão após divisão de votos. A ação questiona uma sentença que condenou a Prefeitura de Caxias a pagar cerca de R$ 12 mil referentes a plantões médicos. O julgamento ocorreu sem a participação de um ministro, em razão da aposentadoria de Luís Roberto Barroso, o que contribuiu para o empate. ANÁLISE DA RECLAMAÇÃO O STF avaliou uma Reclamação contra a decisão que determinou a indenização ao profissional. O relator, ministro Alexandre de Moraes, negou seguimento ao pedido, ao apontar a impossibilidade de verificar conformidade com precedente vinculante citado. Segundo Alexandre de Moraes, o caso envolve discussão sobre responsabilidade solidária do ente público por débitos decorrentes de serviços prestados por médico plantonista. O profissional atuava vinculado a uma organização social com contrato de gestão.
MPE pede cassação de prefeito de Caxias por compra de votos

CAXIAS, 26 de março de 2026 – O Ministério Público Eleitoral (MPE) defendeu a manutenção da cassação do prefeito de Caxias, Gentil Neto, e do vice Eugênio de Sá Coutinho Filho, além da inelegibilidade de Fábio Gentil por oito anos. A manifestação, baseada em investigação sobre compra de votos, refere-se às eleições de 2024 no município. O parecer confirma decisão da Justiça Eleitoral que reconheceu o uso da estrutura da prefeitura para influenciar o pleito. Segundo a apuração, houve 227 contratações temporárias entre julho e outubro de 2024, sobretudo nas áreas de saúde e educação, sem comprovação de necessidade urgente. Depoimentos de servidores indicaram pressão dentro da administração municipal durante o período eleitoral. Relatos apontaram reuniões com recolhimento de celulares e exigência de apoio político ao grupo no poder, além de possíveis retaliações a funcionários contrários. Além disso, o Ministério Público apontou um ambiente de coação, com registros de afastamentos e perda de funções de servidores. O MPE considerou que houve interferência direta no processo eleitoral, afetando a liberdade do voto. As investigações também identificaram um esquema de compra de votos com uso de transferências via PIX e contas digitais. Em um caso, foi registrado o repasse de R$ 1.800, dividido em duas transferências, realizado na véspera e no dia da eleição. Segundo o parecer, intermediárias atuavam na captação de eleitores, organizando listas com nomes e locais de votação. Além disso, ofereciam dinheiro, cestas básicas e outros benefícios em troca de apoio político, conforme registros analisados.
PF faz operação em Caxias contra abuso infantil online

CAXIAS, 26 de março de 2026 – A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta semana uma operação contra abuso sexual infantil na internet, em Caxias, no Maranhão, com apoio do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública Estadual e do Conselho Tutelar. A ação da PF cumpriu três mandados de busca e apreensão para investigar crimes praticados contra crianças e adolescentes no ambiente virtual.
Polícia Federal mira esquema de caixa 2 eleitoral em Caxias

CAXIAS, 05 de março de 2026 – A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta (5) a Operação Farândola para investigar um esquema de caixa dois eleitoral e corrupção no município de Caxias, no interior do Maranhão. As apurações miram supostos crimes cometidos durante as eleições municipais de 2024. De acordo com as investigações, recursos financeiros não declarados à Justiça Eleitoral teriam custeado vantagens ilícitas e despesas paralelas de campanha. O esquema envolveria a distribuição de valores a mando de candidatos eleitos para o cargo de vereador no pleito do ano passado. Durante a operação, agentes federais cumpriram seis mandados de busca e apreensão expedidos pela 19ª Zona Eleitoral. As diligências ocorreram nos municípios de Caxias e São Luís, resultando na apreensão de R$ 203 mil em espécie na residência de um dos alvos.
Polícia Federal investiga compra de renúncia em Caxias

CAXIAS, 03 de março de 2026 – A Polícia Federal deflagrou a Operação “Tá na Conta” para investigar esquema de corrupção eleitoral e violência política contra a mulher em Caxias (MA). A ação ocorreu após análise de materiais apreendidos em fase anterior e resultou no cumprimento de sete mandados de busca e apreensão. Os mandados foram expedidos pela 19ª Zona Eleitoral e atingiram endereços residenciais e órgãos públicos em Caxias (MA) e Teresina (PI). Entre os investigados estão dois agentes públicos. A operação autorizou a apreensão de dinheiro em espécie, dispositivos eletrônicos e documentos. As investigações indicam que lideranças políticas locais atuavam como articuladores do esquema. Segundo a apuração, eles ofereciam vantagens ilícitas para que candidatos adversários renunciassem às candidaturas, com o objetivo de enfraquecer partidos concorrentes. Além disso, a polícia apura tentativa de burlar a cota de gênero por meio da desistência forçada de mulheres candidatas. A estratégia buscava inviabilizar chapas inteiras ao retirar nomes femininos da disputa eleitoral. Mensagens interceptadas mostram que investigados ofereceram R$ 50 mil e promessas de cargos públicos para que uma candidata deixasse o pleito. As conversas também indicam que os supostos chefes acompanhavam as abordagens em tempo real. De acordo com a investigação, os articuladores recebiam fotos das residências das vítimas durante as tentativas de suborno. As evidências reforçam a suspeita de coordenação direta das investidas feitas por intermediários. Os investigados poderão responder por corrupção eleitoral e assédio eleitoral contra mulheres.