Brasil tem pior posição no índice de percepção de corrupção

Brasil

BRASIL, 11 de janeiro de 2025 – O Brasil alcançou a 107ª posição no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2024, divulgado pela Transparência Internacional. O Brasil está empatado com Nepal, Argélia, Malauí, Níger, Tailândia e Turquia, registrando seu pior desempenho desde o início da série histórica, em 2012. A falta de posicionamento do presidente Lula (PT) sobre pautas anticorrupção influenciou negativamente o resultado. A permanência do ministro das Comunicações, Juscelino Filho, mesmo após indiciamento pela Polícia Federal por corrupção passiva, fraude em licitação e organização criminosa, também contribuiu para a queda. O relatório cita a retomada da influência de empresários envolvidos em práticas irregulares. Em maio, os irmãos Joesley e Wesley Batista, do Grupo J&F, participaram de uma reunião no Palácio do Planalto com a presença do presidente Lula. Além disso, decisões do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), anularam sanções de acordos de leniência, beneficiando a empreiteira Novonor (antiga Odebrecht), que deixou de pagar R$ 8,5 bilhões, e o Grupo J&F, que teve uma multa de R$ 10,3 bilhões cancelada. A Transparência Internacional destacou conflitos de interesse recorrentes envolvendo magistrados. Há referências a julgamentos que beneficiaram escritórios de advogados com laços familiares e a práticas de lobby judicial. Em 2023, investigações revelaram a atuação de lobistas e advogados em tribunais superiores para influenciar decisões, levantando suspeitas sobre ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Brasil assume liderança e tem a maior taxa de juros do mundo

Juros ranking

BRASÍLIA, 31 de janeiro de 2025 – O Brasil assumiu a liderança mundial na taxa real de juros nesta sexta (31). O levantamento foi realizado pelo economista Jason Vieira, do site MoneYou. A posição decorre da elevação de um ponto percentual na Selic, decidida na quarta (29), pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, e da redução de três pontos nos juros argentinos na quinta (30). Até então, a Argentina liderava o ranking global. Com o corte promovido pelo Banco Central argentino, a taxa de juros real do país vizinho caiu de 9,3% para 6,1%. No Brasil, o juro real alcançou 9,1%, consolidando a liderança.

6,9 milhões de empresas encerram 2024 com dívidas em aberto

Empresas inadimplentes

BRASIL, 31 de janeiro de 2025 – O Brasil encerrou 2024 com 6,9 milhões de empresas inadimplentes, de acordo com o Indicador de Inadimplência da Serasa Experian. O número representa 31,6% das companhias ativas no país, um aumento de 300 mil negócios com dívidas atrasadas em comparação com dezembro de 2023. O setor de serviços foi o mais impactado, com 55,3% das empresas com débitos. O comércio ocupou o segundo lugar, respondendo por 35,4% do total de inadimplentes. A indústria representou 8,0%, enquanto o setor primário e outras categorias somaram 1,0% e 0,3%, respectivamente.

Dengue: 2025 registra o 2º maior nº de casos da história

Dengue Brasil

BRASIL, 21 de janeiro de 2025 – O Brasil iniciou 2025 com o segundo maior registro de casos de dengue da história, apesar de uma queda significativa em relação ao ano anterior. As autoridades de saúde permanecem em alerta diante da situação. Nas duas primeiras semanas do ano, foram confirmadas cinco mortes causadas pela doença, enquanto outras 69 estão sob investigação. Em comparação ao mesmo período de 2024, houve uma redução de 48,7% nos casos prováveis, mas os números continuam preocupantes para as autoridades. CENÁRIO DA DENGUE EM 2024 O Brasil registrou, em 2024, um recorde de 6,6 milhões de casos prováveis de dengue, resultando em 6 mil mortes confirmadas. Além disso, 831 óbitos ainda estão sob investigação. Os estados com maior incidência em relação à população foram Acre, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso e Paraná. Em termos absolutos, São Paulo liderou com 30,3 mil casos. O Ministério da Saúde atribui o aumento ao impacto da pandemia de covid-19, que interrompeu as atividades de controle do mosquito transmissor em 2020. “Ao final de 2023 e início de 2024, os índices de infestação pelo mosquito, ou seja, os porcentuais de casas com ovos ou larvas, eram muito altos no Brasil”, afirmou Rivaldo Venâncio da Cunha, secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde.

Brasil tem o segundo Legislativo mais corrupto do mundo

Brasil corrupção

BRASIL, 15 de janeiro de 2025 – O Brasil é considerado o 2º Legislativo mais corrupto, de acordo com o Rule of Law Index (Índice de Estado de Direito), publicado pelo WJP (World Justice Project), uma organização independente. O país perde só para o Haiti, que teve uma pontuação de 0,053, contra 0,081 dos congressistas brasileiros. Em 2024, sob a gestão do presidente Lula (PT), o país ocupou a 77ª posição, com uma pontuação de 0,45 no critério de Ausência de Corrupção. PARCIALIDADE DO JUDICIÁRIO O Brasil teve seu pior desempenho na categoria Justiça Criminal, onde ocupa a 113ª posição entre os 142 países avaliados. Nesta área, o país registrou uma pontuação de 0,33 em uma escala de 0 a 1, abaixo da média global de 0,47. Entre os 7 indicadores analisados pelo World Justice Project nessa categoria, o Brasil teve o pior resultado na imparcialidade do Judiciário, alcançando só 0,10 ponto. O país ficou empatado com a Venezuela, liderada por Nicolás Maduro (Partido Socialista Unido de Venezuela, esquerda).

Brasil registra recorde de pedidos de recuperação judicial

Brasil Recuperação

BRASIL, 15 de janeiro de 2025 – O Brasil registrou, em 2024, o maior número de pedidos de recuperação judicial desde o início da série histórica, em 2005. Até outubro, foram protocoladas 1.927 solicitações, superando o recorde anterior de 1.863 pedidos em 2016. A expectativa é de que o número ultrapasse 2,2 mil até o final do ano. Os dados consolidados serão divulgados pelo Serasa nas próximas semanas. Segundo Filipe Denki, especialista em reestruturação empresarial e sócio do Lara Martins Advogados, o aumento reflete fatores como altas taxas de juros, inadimplência crescente e inflação persistente. Ele também destacou a infraestrutura precária e o crescimento expressivo de pedidos no setor do agronegócio, especialmente entre produtores rurais de regime de pessoa física. PERSPECTIVAS PARA 2025 Denki aponta que o cenário econômico para 2025 será desafiador para o Brasil. A inflação acima da meta de 3%, a possível alta da taxa Selic, projetada para atingir 15%, e o crescimento econômico modesto de 2%, segundo o Banco Central, são elementos que dificultam a recuperação. Além disso, o especialista ressalta o impacto do desequilíbrio fiscal. “Os gastos públicos seguem crescendo acima das receitas, e a eficácia do novo arcabouço fiscal será fundamental para a sustentabilidade das contas públicas”, afirma.

Brasil só perde para a Venezuela em parcialidade da Justiça

Justiça Brasil

BRASIL, 7 de janeiro de 2025 – Em 2024, o Justiça do Brasil alcançou a 80ª posição no Índice do Estado de Direito, com uma pontuação de 0,50, conforme o levantamento Rule of Law Index (Índice do Estado de Direito) da World Justice Project (WJP), que avaliou 142 nações. A organização internacional independente se dedica a analisar a aplicação do Estado de Direito no sistema judiciário do mundo. O estudo define o Estado de Direito como um sistema que incorpora leis duradouras, instituições, normas e compromissos comunitários. Para sua avaliação, WJP leva em consideração quatro princípios universais: Além disso, o estudo avalia na Justiça desses países oito indicadores, que incluem: O desempenho mais crítico do Brasil foi na categoria Justiça Criminal, em que ficou na 113ª posição, com uma nota de 0,33, bem abaixo da média global de 0,47. Dentro dessa categoria, o Brasil teve um dos piores resultados mundiais em imparcialidade do Judiciário, ficando à frente apenas da Venezuela. CLASSIFICAÇÃO DA JUSTIÇA DO BRASIL Na América Latina e no Caribe, o Brasil ocupa o 17º lugar entre 32 países. Se estivesse na África Sub-saariana, a Justiça brasileira ficaria na nona posição, atrás de Ruanda, Namíbia, Ilhas Maurício, Botsuana, África do Sul, Senegal, Gana e Malawi. Entre as 142 nações que passaram por análise, Tunísia, Panamá, Nepal e Sri Lanka também superam o Brasil na classificação geral do índice. A nota média global do índice foi de 0,55, enquanto o Brasil obteve 0,50, indicando desafios persistentes na aplicação de justiça. O Brasil também teve um desempenho insatisfatório em eficiência do sistema prisional, eficácia da investigação criminal, celeridade dos processos e cumprimento do devido processo legal. O relatório não especifica as razões para o desempenho do Brasil, mas sugere que o Estado de Direito está ligado a bons resultados econômicos, educação e expectativa de vida. No critério Ausência de Corrupção, o Brasil apresentou uma leve melhoria, ocupando a 77ª posição, com uma pontuação de 0,45, após uma queda entre 2015 e 2021, seguida de estabilização nos anos subsequentes. O Brasil também apresentou um desempenho preocupante em Ordem e Segurança, posicionando-se no 122º lugar devido aos altos índices de criminalidade. Além disso, ocupa a 129ª posição no critério de punição a autoridades envolvidas em má conduta. No entanto, o Brasil está acima da média global em aspectos como transparência dos dados governamentais, liberdade religiosa e acesso à Justiça Civil, embora continue com resultados insatisfatórios na maioria dos indicadores que compõem a nota geral.

Número de pessoas em situação de rua no Brasil dispara 25%

Brasil estudo

BRASIL, 6 de janeiro de 2025 – Um estudo do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, da UFMG, revelou que o número de pessoas vivendo em situação de rua no Brasil aumentou 25% entre 2023 e 2024. Em dezembro de 2023, 261.653 pessoas estavam nessa condição. Um ano depois, o total saltou para 327.925. O número atual é 14 vezes maior do que há 11 anos, quando 22.922 pessoas viviam nas ruas. O levantamento ainda destacou que 70% das pessoas em situação de rua não concluíram o ensino fundamental e 11% são analfabetas. A Região Sudeste é a mais afetada, com 204.714 pessoas, representando 63% do total nacional. O Nordeste aparece em segundo lugar, com 47.419 pessoas (14%).

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