Um a cada 4 brasileiros não entende o que lê, aponta estudo

BRASIL, 12 de agosto de 2025 – Um estudo do Inaf (Índice de Alfabetismo Funcional) mostrou que 29% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são analfabetos funcionais, o equivalente a cerca de 40 milhões de pessoas. O estudo, divulgado em 2024, manteve-se igual ao de 2018, mas aumentou em comparação aos 27% registrados em 2011 e 2015. A pesquisa é realizada pela Ação Educativa e pelo Instituto Paulo Montenegro. O Inaf classifica como analfabetos funcionais tanto quem não sabe ler e escrever (7%) quanto quem tem habilidades limitadas (22%). Os analfabetos absolutos enfrentam dificuldades em tarefas simples, como ler frases ou usar ferramentas digitais. Já os de nível rudimentar conseguem interpretar textos curtos e fazer contas básicas, mas não lidam com informações mais complexas.
Um em cada oito brasileiros formados é analfabeto funcional

SÃO LUÍS, 06 de maio de 2025 – Uma nova edição do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) revelou que um em cada oito brasileiros com ensino superior completo é analfabeto funcional, ou seja, tem dificuldades em interpretar textos simples, realizar contas básicas e lidar com situações corriqueiras do dia a dia. Ou seja: concluiu a faculdade, mas tropeça em um extrato bancário. O levantamento ouviu 2.554 pessoas entre 15 e 64 anos, entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2024. Os testes simulavam tarefas triviais — como conversar por mensagens, ler placas ou preencher um cadastro online. Para 29% dos entrevistados, atividades assim continuam sendo um desafio à parte. No recorte por escolaridade, os dados jogam um balde de realidade fria: 9% dos brasileiros com ensino superior estão entre os analfabetos funcionais. Se o saber está no diploma, faltou combinar com o conteúdo. Entre os que nunca foram à escola, o índice sobe para 96%. A situação do ensino médio tampouco inspira otimismo. Entre os que completaram essa etapa, 15% não conseguiram demonstrar habilidades mínimas de leitura e cálculo. A maior parte da população brasileira (36%) está no nível “elementar” — lê, mas não muito; entende, mas com esforço. Já 35% alcançaram o nível consolidado, o mais alto da escala.