Após pedido de Lula, TSE proíbe Bolsonaro de usar imagens do 7 de setembro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi proibido de usar imagens do 7 de setembro em sua propaganda pela Justiça Eleitoral. A decisão atende a pedido coligação de Lula e foi tomada pelo ministro Benedito Gonçalves, do TSE. Na decisão, o TSE determinou a exclusão de trechos do vídeo da transmissão do ato em Brasília de 7 de setembro pela TV Brasil. Enquanto o vídeo não for editado, ele deve ser retirado do ar em até 24h sob pena de multa diária de R$ 10 mil. Além disso, “os candidatos Jair Messias Bolsonaro e Walter Souza Braga Neto devem, no prazo de 24 horas, cessar a veiculação de todo e qualquer material de propaganda eleitoral, em todos os meios, que utilizem imagens do Presidente da República capturadas durante os eventos oficiais de comemoração do Bicentenário da Independência, atos realizados em Brasília/DF e no Rio de Janeiro/RJ no dia 07/09/2022, sob pena de multa diária de R$ 10.000,00, devendo ainda se abster de produzir novos materiais que explorem as citadas imagens”.
Interior do Maranhão adere em peso a atos pró-Bolsonaro

Vídeos mostram que, pelo menos, 50 cidades maranhenses integraram em comemoração ao 7 de setembro e em apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Assim como no resto do país, não foram registrados incidentes de violência ou perturbação. As maiores manifestações acontecerem em: Arame, Bacabal, Balsas, Barra do Corda, Barreirinhas, Bom Jardim, Caxias, Chapadinha, Codó, Formosa da Serra Negra, Governador Luiz Rocha, Igarapé Grande, Imperatriz, Lago da Pedra, Maracaçumé, Mirador, Mirinzal, Pedreiras, Pinheiro, Pio XII, Porto Franco, Santa Inês, Santo Antônio dos Lopes, São Domingos do Maranhão, São Luís, São Mateus, Timbiras, Turiaçu, Tutoia, Viana e Vitorino Freire. Na maioria das cidades os atos foram realizados por meio de carreatas, caso de São Luís. Na capital maranhense o comboio registrou mais de 15 quilômetros de extensão. Em Barra do Corda, por exemplo, além da carretara os manifestantes fizeram a opção por uma caminhada. A variedade de músicas de apoio ao presidente Jair Bolsonaro evidenciou a falta de um comando central nas manifestações. O caráter espontâneo foi destaque em todos os movimentos que enalteciam a falta de financiamento da classe política e do “aluguel da presença”. Veja alguns vídeos abaixo. Todos os vídeos podem ser acessados AQUI: Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por José Linhares Jr (@joselinharesjr) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por José Linhares Jr (@joselinharesjr) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por José Linhares Jr (@joselinharesjr) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por José Linhares Jr (@joselinharesjr)
Ato Pró-Bolsonaro deve acontecer na Praça Maria Aragão em São Luís

Simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro (PL) devem promover um grande em defesa da liberdade por todo o país no próximo 1º de maio. Em São Luís, o ato deve acontecer na Praça Maria Aragão. A concentração está marcada para as 9h da manhã e o ato deve se alastrar por horas. Segundo a ativista Flávia Berthier, a intenção do movimento é reeditar a ação do 7 de setembro de 2021, quando bolsonaristas realizaram o maior ato popular da história maranhense. “Vamos mostrar, mais uma vez, de forma ordeira e pacífica nosso apoio ao presidente. Um ato tão grande quanto foi o do ano passado”, disse. No ano passado as manifestações em defesa do presidente e contra arbitrariedades do STF foram identificadas em mais de 50 cidades por todo o Maranhão. Em São Luís foi realizada uma carreata que se estendeu por mais de 10 km. Segundo a organização do evento, apenas na capital maranhense mais de 25 mil pessoas participaram do ato.
Manifestantes do 7 de setembro assombram Flávio Dino

Mesmo sendo governador, com o apoio dos 3 primeiros colocados nas pesquisas e sem concorrente definido, Flávio Dino não consegue a maioria absoluta entre os eleitores do estado nas eleições para o senado. Uma média entre os levantamentos revela que apenas 4, de cada 10 eleitores, pretendem votar no comunista. Apesar dos números e cenário desfavorável, uma outra situação tem assombrado o esquerdista na medida em que as eleições de aproximam: as dezenas de milhares de pessoas que foram espontaneamente às ruas do Maranhão nas manifestações do 7 de setembro. Pré-candidato ao Senado Federal nas eleições deste ano, Flávio Dino teme que a reunião do grupo de manifestantes do 7 de setembro desencadeie uma onda contra ele. O temor é potencializado pelo início de protestos contra o governador em algumas de suas aparições públicas. Nas últimas semanas o governador já foi vaiado e alvo de protestos em, pelo menos, três ocasiões. Caso o movimento cresça com a participação dos manifestantes do 7 de setembro, a campanha corpo-a-corpo do comunista poderia seria prejudicada. Além do mais, o apoio de candidatos ao governo poderia diminuir com o receio de que os manifestantes se voltassem contra o apoiador. Essa conjunção de fatores poderia criar uma barreira quase que insuperável para a eleição para o Senado. “Linhares, foram dezenas de milhares de pessoas em mais de uma centena de cidades sem receber nenhum tostão ou incentivo externo. Isso é perigoso demais. Se, pelo menos, metade desse pessoal resolve embarcar em uma campanha massiva antiFlávio, vai ficar ruim para ele”, disse um deputado da base governista em conversa com o titular do blog. Na época das manifestações o governador tentou atacar os manifestantes. Contudo, foi desaconselhado por apoiadores que já anteviam a situação eleitoral. As manifestações do 7 de Setembro foram o maior evento político de caráter popular da história. O próprio Flávio Dino, em entrevista ao site Brasil 247. “Nós temos uma extrema direita com caráter nacional, enraizada nacionalmente, com base popular, queiramos, ou não, infelizmente, existe isso”, disse Flávio Dino. Pelo menos até o momento a preocupação do governador se resume aos números, uma vez que não existem movimentações públicas de oposição à sua disposição de tornar-se senador. Flávio Dino ainda não possui nem mesmo adversários na disputa.
O mal-estar do TSE
Atos do 7 de setembro em São Luís preocupam PCdoB

Uma semana após os atos do 7 de setembro a expressiva participação popular nos atos em São Luís ainda assombra membros da cúpula PCdoB. Comunistas contabilizaram mais de 25 mil pessoas durante a mobilização e temem que essa militância participe diretamente das eleições de 2022. “Não surpreendeu a manifestação no resto do Brasil. O que chamou bastante a atenção foi o tamanho dos atos ma capital”, disse a fonte ouvida pelo blog. A manifestação foi acompanhada de perto por lideranças do partido. E a contabilização que chegou a 25 mil pessoas foi feita pelo matemático oficial do partido, o professor Allan Kardec. Segundo levantamento do professor, a extensão da Ponte do São Francisco e o trecho ocupado pelos manifestantes abrigam 25 mil pessoas. Os números foram divulgados em canais das lideranças do partido e também já são de conhecimento do governador Flávio Dino. Sabedor disso, o governador recuou e decidiu não atacar os manifestantes. Mesmo que a vontade do governador fosse partir lara os ataques, ele foi aconselhado a não despertar ainda mais a ira dos manifestantes. “Se esse pessoal todo decidir entrar na campanha, vamos ter um problema sério. Militância gratuita, apaixonada e volumosa”, afirmou a fonte. Alguns comunistas acreditam que atos devem servir de aviso para que cautela seja mantida em relação a eleição para o Senado.
Pacheco espera que carta de Bolsonaro dite relações entre os 3 poderes

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (EDM-MG), espera que a carta na qual o presidente Jair Bolsonaro se torne um norteador da pacificação nacional. Pacheco ressaltou que o momento é de diálogo pra solucionar os graves problemas que o país enfrenta. “A vida do país passa por um momento de crise, sobretudo com a eminência de inflação, a realidade do desemprego, da fome, da miséria, de uma crise energética, de uma crise hídrica, que recomendam, realmente, se coloquem à mesa qual o planejamento e as ações que nós temos para enfrentar para solucionar o problema dos brasileiros”, disse. “O conteúdo da carta vai ao encontro do que é a nossa expectativa de pensarmos o Brasil, que respeite os poderes, que os poderes se respeitem, que tenhamos sempre a lógica de cumprimento da Constituição, de observância do que é o bem comum. O bem comum se constrói no ambiente democrático. Então, nós precisamos é de união e de pacificação no Brasil e a carta a nação Presidente da República é uma sinalização muito positiva, portanto eu guardo muita expectativa e confiança de que ela se perpetue como uma tônica entre as relações dos poderes a partir de agora, porque isso é fundamental pro país”, declarou o senador.
Flávio Dino ataca carta de Bolsonaro em defesa da democracia

O governador Flávio Dino (PSB) não recebeu bem a carta do presidente Jair Bolsonaro em defesa da democracia. Na chamada Declaração à Nação, o presidente reafirmou que não pretende promover instabilidade no Brasil e que pretende continuar seguindo a Constituição. Para Flávio Dino, ao fazer a opção pela pacificação, Bolsonaro age como um covarde. Apesar de Jair Bolsonaro ocupar o cargo há dois anos e meio e nunca atentar contra a democracia, Dino ainda falou que o presidente não está sendo sincero em suas declarações. Ao contrário do próprio Flávio Dino, que é réu por crimes eleitorais no Tribunal Superior Eleitoral e que já foi flagrado usando policiais militares para espionar adversários. O comunista ainda afirmou que o recuo do presidente se deu após queda de popularidade em pesquisa realizada no dia 9 de setembro. Dois dias após milhões de pessoas tomarem as ruas do Brasil em apoio ao presidente. O governador deixa claro sua predileção por pesquisas ao invés do que os próprios olhos enxergam. No fim de sua publicação, o governador que tem dedicado todo o seu tempo e estrutura do governo para fazer política (inclusive usando as dependências do Palácio dos Leões para fazer encontro partidário), declarou que espera mais trabalho do presidente. Abaixo a publicação do governador.