
CAXIAS, 16 de julho de 2026 — O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) iniciou nesta quinta (16) o julgamento do recurso do prefeito de Caxias, Gentil Neto (PP).
O gestor foi condenado em primeira instância por captação ilícita de sufrágio e abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024. No entanto, o juiz Neian Milhomem pediu vista do processo e suspendeu a análise.
O relator Marcelo Oka votou para reformar a sentença e absolver o prefeito. Segundo o magistrado, as provas apresentadas não demonstram a prática de compra de votos nem de abuso de poder. Além disso, ele afirmou que as testemunhas disseram não ter negociado votos com os candidatos nem recebido ameaças durante o período eleitoral.
A ação acusa Gentil Neto de comprar os votos de nove pessoas da mesma família por R$ 1,8 mil. O processo também aponta suposta coação de servidores públicos e contratações temporárias feitas pelo então prefeito Fábio Gentil, tio do atual gestor.
Sobre esse ponto, Marcelo Oka destacou que há entendimento da Justiça permitindo contratações temporárias em período vedado em determinadas situações.
O voto do relator foi acompanhado pelo juiz Luís Eduardo Franco e pelo desembargador Nilo Ribeiro. Porém, Neian Milhomem informou que precisa de mais tempo para analisar a questão das contratações temporárias.
Por isso, a juíza Rosângela Prazeres e o corregedor eleitoral, desembargador Sebastião Bonfim, decidiram aguardar o voto-vista antes de se manifestarem.







