
MARANHÃO, 21 de maio de 2026 — O Maranhão voltou a aparecer entre os estados com municípios em situação crítica no registro de mortes, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta quarta (20).
Os dados de 2024 apontam que seis cidades maranhenses figuram entre os maiores índices nacionais de sub-registro e subnotificação de óbitos. O estudo utilizou informações dos cartórios de Registro Civil e do Sistema de Informação sobre Mortalidade.
Matões do Norte apareceu entre os dez municípios brasileiros com maiores percentuais de subnotificação de óbitos. O índice registrado foi de 35,2%, o que indica que mais de um terço das mortes não foi informado corretamente ao Sistema de Informação sobre Mortalidade, vinculado ao Ministério da Saúde.
Presidente Médici também entrou na lista nacional, com taxa de 32,8%.
SUB-REGISTRO E SUBNOTIFICAÇÃO
O levantamento do IBGE diferencia os conceitos de sub-registro e subnotificação de óbitos. O sub-registro corresponde às mortes que não foram registradas oficialmente em cartório. Já a subnotificação envolve os óbitos que não chegaram aos sistemas de saúde pública, principalmente ao Sistema de Informação sobre Mortalidade.
No ranking nacional de sub-registro, Junco do Maranhão ocupou a terceira posição do país, com índice de 73,5%. O percentual indica que grande parte das mortes ocorridas no município pode não ter sido formalizada nos registros civis. Além disso, Porto Rico do Maranhão apresentou taxa de 57,9%, enquanto Bernardo do Mearim registrou 56,7%.
Bacurituba também apareceu entre os municípios com maiores índices nacionais de sub-registro, alcançando 55,2%. Dessa forma, as cidades maranhenses passaram a integrar a lista dos dez piores resultados do Brasil em relação ao registro oficial de óbitos.
O levantamento considera dados coletados junto aos cartórios e aos sistemas do Ministério da Saúde.
Cidades maranhenses que aparecem entre os dez piores resultados do Brasil no ranking de sub-registro de óbitos, segundo o IBGE, são:
- Junco do Maranhão — 73,5%
- Porto Rico do Maranhão — 57,9%
- Bernardo do Mearim — 56,7%
- Bacurituba — 55,2%
Além disso, no levantamento sobre subnotificação de óbitos, também aparecem entre os maiores percentuais do país:
- Matões do Norte — 35,2%
- Presidente Médici — 32,8%
QUEDA NACIONAL DOS ÍNDICES
Os dados do IBGE apontaram redução nacional no sub-registro de óbitos ao longo dos últimos anos. Em 2015, o índice brasileiro era de 4,89%. Já em 2024, o percentual caiu para 3,40%. Os números observados em municípios do Maranhão apontam diferenças regionais e dificuldades no acesso aos serviços de saúde e de registro civil.
O estudo também revelou que a cobertura dos registros de mortes segue menor entre crianças com menos de um ano. Em 2024, o sub-registro de óbitos infantis no Brasil atingiu 10,8%. O percentual ficou mais de três vezes acima da média nacional registrada para os óbitos totais no mesmo período.







