
MARANHÃO, 28 de outubro de 2026 — A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter em São Luís o julgamento do ex-vereador Welson Lopes de Andrade, conhecido como “Efim”. Acusado de matar a madrasta em fevereiro de 2012, ele tentou reverter a transferência do Tribunal do Júri de Paulo Ramos para a capital maranhense.
O julgamento ocorreu em sessão virtual entre 16 e 23 de outubro. O ministro Flávio Dino, relator do caso, considerou que a defesa deveria ter apresentado a questão constitucional após a decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). Por isso, votou pela rejeição dos embargos de declaração.
Os ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes acompanharam o entendimento de Flávio Dino. Com isso, o STF manteve a decisão que transferiu o julgamento para São Luís. A acusação de homicídio será analisada pelo Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.
Welson responde pela morte de Rosilene Feitosa Rodrigues, de 36 anos, companheira de seu pai. Segundo a investigação, o ex-vereador teria chegado à residência da família e pedido a um irmão, filho da vítima, que chamasse Rosilene. Na ocasião, teria se referido a ela como “bruxa”.
Ainda conforme o inquérito, quando Rosilene apareceu na porta da casa, recebeu um tiro de revólver calibre 38 na testa. O crime ocorreu em fevereiro de 2012. A decisão do STF trata do local do julgamento e não representa condenação do acusado.










