
BRASIL, 04 de setembro de 2026 — O Partido dos Trabalhadores (PT) criticou Alexandre de Moraes em 2016. Na época, ele era ministro da Justiça do governo Temer. A legenda publicou um texto em seu site oficial sobre um suposto pagamento de R$ 4 milhões.
A quantia teria sido paga pela construtora JHSF à empresa de advocacia de Moraes. O caso estava ligado à Operação Acrônimo, da Polícia Federal (PF). A PF chegou a pedir a abertura de um inquérito. Depois, o ministro Luiz Fux, do STF, arquivou o procedimento.
Na ocasião, o PT repercutiu uma reportagem da Folha de S.Paulo. O título da publicação foi: “Moraes recebeu R$ 4 mi de empresa investigada pela PF”. O partido destacou o pedido da PF e o arquivamento feito por Fux.
Confira a denúncia clicando aqui: Moraes recebeu R$ 4 mi de empresa investigada pela PF
Hoje, a situação é diferente. Moraes é ministro do STF desde 2017. Ele está no centro de uma crise na Corte. O motivo é a divulgação de mensagens trocadas com o empresário Daniel Vorcaro, do antigo Banco Master.
Lula, porém, evitou citar Moraes. Em vídeo nas redes sociais, na quinta (3), o presidente falou sobre as investigações do Banco Master, mas não mencionou o ministro.
No dia anterior, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, também evitou o nome. Ele disse que “o sistema apodreceu” e defendeu mudanças. Mas não falou de Moraes diretamente.
Aliados do governo, então, passaram a criticar outro ministro: André Mendonça. Enquanto isso, o PT mantém silêncio sobre Moraes. Em 2016, porém, a legenda não hesitou em atacá-lo publicamente.







