SUPREMO EM XEQUE

Senador aponta parcialidade de Dino no STF e cita crime

Compartilhe
Senador Dino
Senador Rogério Marinho aponta suposta parcialidade de ministro do STF, Flávio Dino. Cita decisões recentes e menciona possível crime de responsabilidade.

BRASÍLIA, 20 de abril de 2026  O senador Rogério Marinho criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, durante participação no programa “Oeste sem filtro”, exibido no YouTube, ao questionar decisões recentes e apontar suposta falta de imparcialidade.

Ele afirmou que há processos conduzidos com rapidez incomum e sugeriu que situações envolvendo o Maranhão devem ser apuradas.

Segundo o parlamentar, algumas decisões indicam interferência e fogem ao padrão esperado da Corte. Ele declarou que, caso seja caracterizado crime de responsabilidade, a situação precisa de investigação.

O senador citou exemplos para sustentar suas críticas. Entre eles, mencionou o envio de um caso de homicídio, originalmente de primeira instância, diretamente ao Supremo. Para ele, essa medida não segue a normalidade do trâmite judicial.

Além disso, Marinho também apontou a suspensão de uma indicação feita pelo governador para o Tribunal de Contas do Estado, e, ainda no mesmo contexto, o parlamentar criticou a realização de busca e apreensão na residência do jornalista Luís Pablo.

De acordo com ele, a medida ocorreu após a divulgação de informações sobre o uso de um veículo do Tribunal de Justiça por Dino no Maranhão. “Você fazer busca e apreensão na casa de um blogueiro porque ele teve a ousadia de noticiar isso”, declarou.

Marinho também abordou a atuação de Dino em julgamentos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele relembrou a sabatina no Senado e afirmou que questionou o ministro sobre possível conflito de interesse, mas disse não ter recebido resposta na ocasião.

De acordo com o senador, a participação do ministro nesses processos compromete a percepção de neutralidade do Judiciário. Ele declarou que não teria votado favoravelmente à indicação caso não houvesse garantia de isenção nas decisões.

“Como é que o senhor, que tem uma ação pessoal contra o presidente Bolsonaro, vai se comportar no julgamento? Se o senhor não vai se julgar isento, eu não tenho como votar no senhor […] Ele não só participou, como debochou, como fez pouco, desceu da sua condição de magistrado e transbordou toda a sua amargura”, finalizou.

Compartilhe
0 0 votos
Classificação da notícias
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x