
SÃO LUÍS, 03 de fevereiro de 2026 – O Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região definiu em audiência realizada na terça (3) a retomada do transporte coletivo semiurbano da Grande São Luís a partir de 0h de quarta (4).
O acordo reuniu rodoviários, empresários e a Agência Estadual de Mobilidade Urbana. Apesar disso, a paralisação permanece nas linhas urbanas que atendem a capital.
Além disso, o entendimento garantiu reajuste salarial de 5,5% e concessão de plano odontológico à categoria. Durante as tratativas, os trabalhadores pediram aumento de 10%, enquanto o Ministério Público sugeriu 6% e o sindicato patronal ofereceu 4%. Portanto, o TRT-16 fixou o índice intermediário para viabilizar a retomada do serviço.
Segundo o desembargador Gerson de Oliveira Costa Filho, as conversas sobre o transporte coletivo urbano não avançaram. A ausência de proposta da Prefeitura impediu consenso entre as partes. Por isso, o tribunal marcou nova audiência para quinta (5), quando discutirá o subsídio municipal e o reajuste dos repasses ao setor.
Com a decisão, usuários do semiurbano voltam a contar com circulação regular. No entanto, a greve urbana mantém a suspensão de viagens e amplia dificuldades de deslocamento. Dessa forma, milhares de passageiros seguem dependentes de alternativas temporárias para acessar trabalho, escolas e serviços essenciais.
A paralisação dos rodoviários começou na sexta (30), e atingiu linhas urbanas e semiurbanas do transporte coletivo. Mesmo após ordem judicial para operação mínima de 80% da frota, todos os ônibus permaneceram parados na terça (3). Diante do descumprimento, o TRT estabeleceu multa diária de R$ 70 mil ao sindicato.
A decisão judicial também prevê bloqueio de recursos da entidade a cada 48 horas de desobediência, por meio do sistema BacenJud. Enquanto isso, a categoria mantém reivindicações como reajuste salarial de 12%, tíquete-alimentação de R$ 1.500 e inclusão de mais um dependente no plano de saúde.
Em nota, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes informou que o subsídio ao transporte coletivo está em dia. Além disso, a pasta liberou vouchers para corridas por aplicativo enquanto durar a greve. Já a MOB declarou que os repasses estaduais seguem regulares e que as questões trabalhistas cabem às empresas.







