
MARANHÃO, 20 de julho de 2026 — Raimundo Cutrim gravou um vídeo dias antes de ser alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos na sexta (17), por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.
No vídeo, publicado em 11 de julho, o secretário de Assuntos Legislativos afirmou que já esperava uma ação contra ele e disse que a informação circulava entre parlamentares ligados ao ministro.
Cutrim, que também foi secretário de Segurança Pública do Maranhão e é delegado aposentado da Polícia Federal, afirmou ter uma trajetória de “vida limpa”. Além disso, reconheceu ser parente distante de Gilbson César Soares, autor confesso do homicídio no caso Tech Office.
Segundo ele, o grupo político ligado a Dino estaria usando o crime para atingi-lo politicamente.
No vídeo, o secretário lembrou que Gilbson confessou o assassinato e afirmou que o crime ocorreu por motivo pessoal. Cutrim disse que não havia justificativa para relacionar sua atuação ao caso. Ele também questionou a imparcialidade de Flávio Dino para analisar o processo, por considerar o ministro um adversário político.
Raimundo Cutrim afirmou, inclusive, que soube da existência de um suposto mandado de prisão por obstrução de Justiça por meio de parlamentares que classificou como “dinistas”.
Ele ainda acusou esses parlamentares de atuar como intermediários em propostas envolvendo decisões judiciais e redutos eleitorais nas eleições de 2024.







