
BURITICUPU, 19 de junho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão ajuizou uma Ação Civil Pública contra a presidente da Câmara de Buriticupu, Vanusa Ibiapino Sousa Fernandes, a ex-secretária de Educação Salma Sousa Torres e a servidora Kelly Ibiapino Sousa.
A ação aponta supostos atos de improbidade administrativa após investigação iniciada por denúncia recebida pela Ouvidoria.
Segundo a Promotoria, Vanusa recebeu salário como professora de 40 horas semanais entre janeiro e outubro de 2025, mas não apresentou comprovação do exercício da função.
Ao mesmo tempo, ela exercia os cargos de vereadora e presidente da Câmara. Inclusive, a direção da escola informou que ela não comparecia à unidade, e não havia diários de classe ou outros registros pedagógicos.
As investigações também apontam que Kelly Ibiapino, irmã da vereadora, participava da validação dos registros de frequência. Já Salma Torres teria mantido a situação ao designar Vanusa para a Busca Ativa Escolar.
No entanto, a coordenação do programa informou que a vereadora não exerceu as atividades, e a plataforma da Unicef registrou que ela nunca alimentou o sistema.
O Ministério Público calcula prejuízo de R$ 238.969,91 aos cofres públicos. Uma sindicância reconheceu a falta de comprovação do trabalho e apontou ressarcimento parcial de R$ 63.761,70. Por isso, a Promotoria pede o bloqueio de bens das envolvidas até o valor do dano e a condenação por improbidade, com penas previstas em lei.
Além disso, apresentou denúncia criminal pelos crimes de peculato-desvio, falsidade ideológica e, no caso de Vanusa e Salma, uso de documento ideologicamente falso.







