LAMBENDO AS FERIDAS

Prefeito maranhense fala em cortes na saúde pós derrota de Flávio

Andre Reis
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Prefeito Campestre
Prefeito Fernando Bermuda diz que derrota de aliados pode afetar saúde e outros serviços em Campestre do Maranhão. Prefeitura nega suspensão e fala em ajustes.

CAMPESTRE DO MARANHÃO, 05 de novembro de 2026 — O prefeito de Campestre do Maranhão, Fernando Bermuda (Republicanos), associou possíveis cortes nos serviços públicos à derrota de Flávio Bolsonaro (PL) e de aliados nas eleições de 2026. Em vídeo divulgado após a vitória de Lula (PT), ele responsabilizou eleitores por eventuais problemas na saúde e na infraestrutura.

Bermuda afirmou que a cidade perdeu apoio parlamentar e poderá enfrentar dificuldades para manter serviços. Segundo ele, a saúde será a mais afetada. O prefeito disse que ampliou o atendimento para 24 horas, com oito ambulâncias, desde 2021. Também afirmou que os recursos atuais não cobrem as despesas.

Apesar das declarações, dois candidatos apoiados por Bermuda foram eleitos. Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) recebeu 188.853 votos para deputado federal. Paulo Casé Fernandes conquistou 95.608 votos para deputado estadual. Além disso, dados citados do Portal da Transparência apontam R$ 41,40 milhões em repasses ao município em 2026.

Outros R$ 17,71 milhões foram pagos diretamente à população por programas sociais. Em agosto, Bermuda já havia ameaçado demitir servidores que não votassem em Flávio Bolsonaro. Na ocasião, também vinculou a continuidade de ações municipais ao resultado eleitoral.

Em nota, a Prefeitura negou intenção de suspender atendimentos especializados. A gestão afirmou que estuda ajustes temporários em consultas, procedimentos e especialidades, diante das incertezas orçamentárias de 2027.

Também alegou insuficiência dos repasses federais para serviços de média e alta complexidade e dependência de emendas parlamentares.

EXPULSO

Em agosto, a Executiva Estadual do PSB expulsou, por unanimidade, o prefeito de Campestre do Maranhão, Fernando Oliveira da Silva, conhecido como Fernando Bermuda. A decisão foi tomada após declarações atribuídas ao gestor sobre o apoio a candidatos nas eleições de outubro.

A punição ocorreu após a divulgação de mensagens atribuídas a Bermuda, nas quais ele teria ameaçado demitir servidores municipais que não apoiassem seus candidatos. Entre as declarações divulgadas, está a afirmação de que eleitores de Lula poderiam perder o emprego após a eleição.

À época, Bermuda afirmou que as mensagens representam seu “ponto de vista sobre a política” e sobre os possíveis efeitos do governo federal para o município.

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