
ESTREITO, 04 de maio de 2026 — A Justiça Eleitoral cassou o mandato do prefeito de Estreito, Léo Cunha, e da vice-prefeita Irenilde Ribeiro da Silva por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024.
A decisão foi proferida pelo juiz Bruno Nayro de Andrade Miranda, da 82ª Zona Eleitoral, em ação movida pela coligação “Todos por Estreito”, que apontou irregularidades no pleito.
Além disso, o magistrado concluiu que houve comprometimento da lisura eleitoral, ao considerar comprovadas as práticas de abuso durante a campanha. Léo Cunha havia sido reeleito com 44% dos votos, com vantagem de 2.497 votos em relação ao segundo colocado, resultado mantido até a decisão judicial.
DECISÃO E FUNDAMENTAÇÃO
Segundo a sentença, o juiz entendeu que as condutas identificadas caracterizaram abuso de poder político e econômico. Dessa forma, a decisão determinou a cassação dos mandatos e estabeleceu a inelegibilidade do prefeito pelo período de oito anos, conforme previsto na legislação eleitoral.
No entanto, a vice-prefeita não foi atingida pela inelegibilidade. De acordo com o magistrado, a participação dela na campanha ocorreu de forma passiva, o que afastou a aplicação da mesma penalidade, embora tenha mantido a cassação do mandato.
A decisão ocorre após caso semelhante registrado em Nova Olinda do Maranhão, onde também houve cassação de prefeito e vice.
POSSIBILIDADE DE RECURSO
Apesar da cassação, o prefeito e a vice-prefeita de Estreito podem recorrer da decisão junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão. Enquanto isso, ambos permanecem nos cargos até eventual análise e julgamento do recurso pela instância superior.
O processo segue em tramitação e dependerá da avaliação do tribunal para confirmação ou revisão da decisão inicial.







