
AÇAILÂNDIA, 20 de outubro de 2026 —O Ministério Público do Maranhão (MPMA) recomendou que o prefeito de Açailândia, Benjamim de Oliveira, encerre os contratos dos próprios filhos com a rede municipal de saúde. A medida dá prazo de 24 horas ao prefeito e ao secretário de Saúde, Linderval de Moura Sousa, e apura possível nepotismo.
Os médicos Lucas Antunes de Oliveira e Matheus Antunes de Oliveira são alvos de um inquérito civil. Segundo a Secretaria de Saúde, Lucas trabalha 40 horas semanais na UBS José Francisco Gonçalves de Sousa e recebe R$ 12.480 brutos. Além disso, atua no Hospital Municipal, onde recebe R$ 26.332,79 brutos.
Matheus trabalha na UBS Cikel, também com jornada de 40 horas semanais, e recebe remuneração bruta mensal de R$ 20 mil. Na recomendação, o promotor Denys Lima Rego determina a anulação dos contratos, o encerramento de eventuais vínculos ainda existentes e a suspensão dos pagamentos relacionados às contratações.
A Prefeitura também deverá entregar, dentro do mesmo prazo, fichas financeiras e demonstrativos contábeis com todos os valores pagos aos médicos desde o início dos vínculos. O MPMA afirma que o descumprimento poderá resultar na responsabilização dos agentes públicos.
O secretário de Saúde também poderá ser incluído em ações por improbidade administrativa e ações civis públicas caso não tome as providências recomendadas. A investigação começou após uma denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público, que considera que as contratações podem caracterizar nepotismo direto.










