
BRASIL, 08 de abril de 2026 – O preço da cesta básica aumentou em março em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal. O levantamento integra a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento.
Manaus liderou as altas no mês, com variação de 7,42%. Salvador registrou avanço de 7,15%, seguida por Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%).
No acumulado de 2026, São Luís apresentou a menor variação, com 0,77%, enquanto Aracaju concentrou o maior avanço, com 10,93%.
O feijão exerceu papel central no aumento dos preços. O produto subiu em todas as cidades analisadas. O tipo preto registrou elevação nas capitais do Sul, além do Rio de Janeiro e de Vitória, com variações entre 1,68% em Curitiba e 7,17% em Florianópolis.
O feijão-carioca apresentou oscilações ainda mais expressivas. Os preços variaram de 1,86% em Macapá até 21,48% em Belém. A pesquisa atribui esse movimento à redução da oferta, causada por dificuldades na colheita.
O tomate, a carne bovina de primeira e o leite integral também apresentaram aumento no período.
Cesta básica tem maior preço em São Paulo
São Paulo registrou a cesta básica mais cara do país em março, com valor médio de R$ 883,94. O Rio de Janeiro aparece na sequência, com R$ 867,97, seguido por Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35).
No Norte e no Nordeste, onde a composição da cesta difere, os menores valores apareceram em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).







