
BRASÍLIA, 23 de abril de 2026 — A Procuradoria-Geral da República se manifestou contra a revogação da prisão domiciliar de Adroaldo da Cunha Portal, ex-número 2 da Previdência, no caso do INSS. A decisão foi apresentada em documento sigiloso e mantém as restrições impostas pela Justiça. O órgão afirmou que não houve mudança nos fatores que justificaram a medida.
Adroaldo é investigado na Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal, que apura irregularidades no INSS. Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. Além disso, está proibido de manter contato com outros investigados no mesmo processo.
A defesa solicitou a revogação da prisão domiciliar no caso do INSS. Os advogados alegaram que a medida impede o exercício de atividades profissionais. Também defenderam que medidas cautelares seriam suficientes para garantir o andamento da investigação.
No entanto, o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, afirmou que não houve alteração nas circunstâncias do caso do INSS. Segundo ele, os motivos que levaram à conversão da prisão preventiva em domiciliar permanecem válidos e sustentam a manutenção da medida.
A PGR destacou que a decisão judicial identificou planilhas com controle de movimentações financeiras ligadas ao caso do INSS. Os registros envolvem associações e empresas vinculadas a Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, com indicação de pagamentos a “ADRO”.
Além disso, o documento aponta movimentações financeiras consideradas suspeitas no caso do INSS. Segundo a PGR, há registros de transações entre Adroaldo, seu filho Eduardo e a então chefe de gabinete do Ministério da Previdência.
Entre 2019 e 2023, Portal foi assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), que também já foi alvo da operação.
Antes, entre 2015 e 2016, trabalhou no Ministério das Comunicações em função descrita como “Direção e Assessoramento Superior”.







