
BRASÍLIA, 22 de agosto de 2026 — A Polícia Federal pediu mais 60 dias para concluir a investigação sobre a compra de carteiras fraudulentas do Banco Master pelo BRB. O pedido foi enviado ao ministro André Mendonça, do STF, na quinta (20). O motivo é a identificação de novos diretores do BRB envolvidos no esquema.
Até agora, apenas o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso na Operação Compliance Zero. O inquérito pode resultar no primeiro indiciamento do banqueiro Daniel Vorcaro por crimes financeiros.
A perícia apontou falhas graves. Os peritos encontraram descumprimento de normas internas, fragilidades na governança e concentração excessiva de risco. Além disso, operações fora dos padrões de controle foram aprovadas.
A PF afirmou que o laudo revelou fatos novos. Essas informações permitiram individualizar a atuação de agentes que antes não eram investigados. Por isso, a corporação vai incluir integrantes da Diretoria Colegiada do BRB no polo passivo e fará novas oitivas.
Um segundo laudo apontou falhas na governança do Banco Master. O relatório mostrou incompatibilidade entre a estrutura da empresa Tirreno e o volume bilionário das operações. Também não há evidências de liquidação financeira efetiva das cessões analisadas.
A PF ainda aguarda documentos do Banco Central. Esses dados vão mostrar o prejuízo efetivo das operações ao BRB. O pedido de prorrogação considera os laudos recentes, a pendência de informações, a necessidade de oitivas e diligências em curso.







