
MARANHÃO, 08 de abril de 2026 – A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta (8), a operação Recidiva para combater fraudes no INSS nos estados do Maranhão e Piauí. A ação cumpriu mandados de busca, apreensão e prisão em quatro cidades, com foco na apuração de crimes contra o sistema previdenciário e possíveis concessões irregulares de benefícios.
A operação contou com apoio da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, do Ministério da Previdência Social e do próprio INSS. Ao todo, foram cumpridas ordens judiciais em São Luís, Barreirinhas, Tutóia e Parnaíba, conforme determinação da 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Maranhão.
A ação é resultado de investigação iniciada na operação Transmissão Fraudulenta, deflagrada em julho de 2025. O inquérito identificou a atuação de um grupo formado por contadores, responsável por inserir vínculos empregatícios inexistentes em sistema oficial utilizado para envio de dados à Previdência Social.
Segundo as apurações, os registros falsos eram utilizados para viabilizar a concessão indevida de benefícios previdenciários. Dessa forma, o esquema teria manipulado informações no sistema SEFIP/Conectividade Social, responsável pela transmissão de dados relacionados ao FGTS e à Previdência.
Nesta nova fase, a investigação avançou sobre intermediários que atuariam na captação de interessados. Além disso, advogados também passaram a ser investigados por possível participação na viabilização dos benefícios.
De acordo com estimativas da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, o prejuízo com cerca de 50 benefícios já identificados chega a aproximadamente R$ 4,6 milhões. Além disso, a suspensão futura desses pagamentos pode gerar economia em valor semelhante, conforme projeções baseadas em dados do IBGE.
A Polícia Federal mobilizou 32 agentes para cumprir 8 mandados de busca e apreensão e 6 mandados de prisão temporária. As ordens foram expedidas com base em representação da própria PF, no curso da investigação.
Também foram autorizadas medidas cautelares, como quebra de sigilos bancário e fiscal, além do bloqueio de valores e arresto de bens dos investigados.
Os investigados poderão responder por diversos crimes, caso as suspeitas sejam confirmadas. Entre eles estão estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa, falsificação de documento público e falsidade ideológica.
A lista também inclui falsa identidade, inserção de dados falsos em sistema de informações e lavagem de capitais.







