
BRASÍLIA, 26 de agosto de 2026 — A Polícia Federal identificou que a lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), focou sua atuação em duas áreas do governo: saúde e tecnologia da informação. A suspeita é que ela usou a proximidade com o filho do presidente para abrir portas e viabilizar contratos milionários.
No Ministério da Saúde, o contato seria Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Ele administrava uma empresa que queria vender produtos à base de Cannabis para o SUS. Mensagens no celular de Luchsinger mostram que o então secretário-executivo promoveu reuniões na pasta.
Os investigados enviaram uma proposta de contrato de até R$ 630 milhões para Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, que era chefe de gabinete do presidente Lula.
Além disso, a lobista estimava receber R$ 100 milhões em 2024 com a facilitação de negócios. Porém, a PF afirma que, até agora, não encontrou contratos assinados que comprovem esse pagamento.
Na área de tecnologia, a empresa 3Structure IT Ltda, de Cleber Ribas, está no centro das investigações. A PF encontrou mensagens em que Luchsinger fala sobre despesas bancadas para Lulinha. Em um diálogo de agosto do ano passado, ela contou que o filho de Lula chegou a cogitar pedir dinheiro diretamente a Ribas.
A PF suspeita que Ribas contratou Luchsinger justamente para ter acesso ao governo com a ajuda de Lulinha. A empresa de tecnologia firmou R$ 55,7 milhões em contratos com o governo Lula, segundo a CNN Brasil.
A defesa da 3Structure afirma que contratou a consultoria de Luchsinger para atividades lícitas de captação de clientes. Ribas nega irregularidades e diz que nenhum contrato tem relação com a Dataprev.
A Dataprev também informou que não há contratos com a empresa citada.







