
BRASÍLIA, 06 de julho de 2026 — A Petrobras foi a empresa que mais patrocinou projetos culturais pela Lei Rouanet no primeiro semestre de 2026. A estatal destinou R$ 193 milhões para 160 projetos. Esse levantamento foi publicado pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
O valor da Petrobras representa cerca de 15% de todos os R$ 923 milhões captados por projetos via renúncia fiscal nos seis primeiros meses do ano. Portanto, a companhia se consolidou como a principal patrocinadora do período.
Atrás da Petrobras, aparecem empresas de mineração, finanças, agronegócio, saneamento e energia. A Vale ficou em segundo lugar, com R$ 42 milhões. Na sequência, vieram a Nu Financeira (R$ 37,6 milhões) e a Salobo Metais (R$ 17,4 milhões).
O Banco do Brasil destinou R$ 13,7 milhões e a Inpasa Agroindustrial, R$ 11,3 milhões. Além disso, a Sabesp investiu R$ 10,3 milhões. A Shell e a Vibra Energia aparecem com R$ 9,8 milhões e R$ 9,6 milhões, respectivamente. Por fim, a BB Asset completou a lista com R$ 9,4 milhões.
A Lei Rouanet permite que empresas e pessoas físicas patrocinem projetos culturais aprovados pelo governo. Elas usam dinheiro que pagariam de Imposto de Renda, dentro dos limites da lei. Então, esses valores representam uma renúncia fiscal da União.
O dinheiro é direcionado a iniciativas de artes cênicas, música, literatura, patrimônio cultural, museus, audiovisual e outras manifestações artísticas.







