
PERU, 30 de junho de 2026 — Keiko Fujimori foi eleita presidente do Peru nesta segunda (29). Ela venceu Roberto Sánchez no 2º turno. A eleição aconteceu no dia 7 de junho. A diferença entre os dois foi de menos de 50 mil votos. Keiko teve 50,135% dos votos válidos, contra 49,865% de Sánchez. Essa foi a quarta tentativa dela. Ela já havia concorrido em 2011, 2016 e 2021.
A campanha de Keiko focou em três temas principais: segurança pública, economia e controle migratório. Ela prometeu construir presídios de segurança máxima e usar inteligência artificial em câmeras de vigilância. Também quer bloquear sinais de celular nas cadeias. Além disso, defendeu a atuação conjunta das Forças Armadas e da polícia contra o crime organizado.
Na economia, a presidente eleita propôs menos burocracia, mais investimentos privados e responsabilidade fiscal. Ela também prometeu ampliar a telemedicina e endurecer as regras para estrangeiros com antecedentes criminais.
Keiko é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o Peru entre 1990 e 2000. Ela lidera o partido Fuerza Popular desde que ele foi criado. Antes de disputar a presidência, foi eleita congressista por Lima com mais de 600 mil votos. Esse número foi considerado um recorde na época.
Ao longo dos anos, ela se tornou a principal representante do fujimorismo, corrente política ligada ao legado do pai. Esse período é lembrado pela estabilização da economia e pelo combate ao grupo guerrilheiro Sendero Luminoso.
A eleição acontece em um momento de grande instabilidade política no Peru. Nos últimos dez anos, o país teve nove presidentes. Houve renúncias, impeachments e conflitos entre o Executivo e o Congresso.
Em 2022, o então presidente Pedro Castillo tentou dissolver o Congresso, mas foi destituído logo depois. O Congresso também usou várias vezes o mecanismo da “incapacidade moral permanente” para remover presidentes.
Keiko assumirá o cargo no dia 28 de julho de 2026.







