
BRASÍLIA, 17 de agosto de 2026 — Um pedido de vista da ministra Estela Aranha paralisou o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o repasse de parte do fundo eleitoral. A ação foi apresentada pelo PT. A suspensão aconteceu nesta semana. O impasse ocorre em Brasília.
O partido discorda da metodologia de cálculo usada pelo TSE. Ele afirma que sua bancada na Câmara tem 69 deputados, e não 68. Essa diferença aumenta o valor da cota que a legenda deve receber do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.
A briga envolve o deputado Paulão (PT-AL). Ele perdeu o mandato depois de uma recontagem de votos nas eleições de Alagoas. Porém, o PT sustenta que essa mudança estava suspensa pela Justiça no dia 1º de junho. Essa é a data que serve de referência para dividir o dinheiro.
O ministro Kassio Nunes Marques votou contra o pedido do PT. Ele explicou que a suspensão da perda do mandato não anulou a recontagem. Além disso, ela não restaurou a composição anterior da bancada automaticamente.
Portanto, com o pedido de vista, o julgamento foi adiado. Nunes Marques alertou que, enquanto não houver uma decisão final, a parcela de 48% do fundo não pode ser distribuída. Esse valor é calculado com base no número de deputados de cada partido.
Até agora, o PT tem direito a R$ 615,4 milhões. Esse é o segundo maior montante. O PL lidera, com R$ 881,7 milhões. A liberação do dinheiro travado depende da retomada do julgamento no TSE.







