CASO EMPERRADO

Pedido de vista no TSE trava parte do fundo eleitoral

Andre Reis
Compartilhe
fundo eleitoral
Ministra pede mais tempo e suspende julgamento do fundo que define verba do PT. Partido quer R$ 615 milhões, mas briga por um deputado a mais na conta.

BRASÍLIA, 17 de agosto de 2026  Um pedido de vista da ministra Estela Aranha paralisou o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o repasse de parte do fundo eleitoral. A ação foi apresentada pelo PT. A suspensão aconteceu nesta semana. O impasse ocorre em Brasília.

O partido discorda da metodologia de cálculo usada pelo TSE. Ele afirma que sua bancada na Câmara tem 69 deputados, e não 68. Essa diferença aumenta o valor da cota que a legenda deve receber do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.

A briga envolve o deputado Paulão (PT-AL). Ele perdeu o mandato depois de uma recontagem de votos nas eleições de Alagoas. Porém, o PT sustenta que essa mudança estava suspensa pela Justiça no dia 1º de junho. Essa é a data que serve de referência para dividir o dinheiro.

O ministro Kassio Nunes Marques votou contra o pedido do PT. Ele explicou que a suspensão da perda do mandato não anulou a recontagem. Além disso, ela não restaurou a composição anterior da bancada automaticamente.

Portanto, com o pedido de vista, o julgamento foi adiado. Nunes Marques alertou que, enquanto não houver uma decisão final, a parcela de 48% do fundo não pode ser distribuída. Esse valor é calculado com base no número de deputados de cada partido.

Até agora, o PT tem direito a R$ 615,4 milhões. Esse é o segundo maior montante. O PL lidera, com R$ 881,7 milhões. A liberação do dinheiro travado depende da retomada do julgamento no TSE.

Compartilhe
0 0 votos
Classificação da notícias
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Gostaríamos de usar cookies para melhorar sua experiência.

Visite nossa página de consentimento de cookies para gerenciar suas preferências.

Conheça nossa política de privacidade.

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x