
BRASIL, 19 de agosto de 2026 — Partidos políticos oficializaram candidaturas de nove pessoas investigadas por envolvimento com facções e milícias para as eleições de 2026. O levantamento é do jornal Folha de S.Paulo. O Ministério Público cobrava o impedimento desses nomes.
Entre os candidatos está Ney Santos (Republicanos-SP), ex-prefeito de Embu das Artes. Ele é réu por lavagem de dinheiro e suspeita de ligação com o PCC. O MP Eleitoral disse haver “sólidos elementos” contra ele. A defesa nega e chama as acusações de “factoides requentados”.
A irmã dele, Ely Santos (Republicanos-SP), tenta vaga na Assembleia Legislativa. Ela foi presa entre 2016 e 2017. Os advogados negam vínculo com o PCC. O partido afirma que todos os candidatos cumprem os requisitos legais.
Na Paraíba, Vitor Hugo Castelliano (MDB) disputa vaga estadual. A Procuradoria aponta suposto acordo com a Tropa do Amigão, ligada ao Comando Vermelho. A defesa nega e diz que os nomeados não tinham antecedentes criminais.
Na Bahia, Binho Galinha (Avante) está preso desde outubro de 2025. Ele foi condenado a 36 anos e nove meses por posse de armas e munições. Mesmo assim, busca a reeleição como deputado estadual. A defesa pede a liberação da candidatura.
No Rio, Márcio Canella (União Brasil) trocou a disputa ao Senado pela Assembleia. Ele é alvo de operação da PF por lavagem de dinheiro. A defesa nega as acusações.
Outros candidatos no Rio também são questionados por parentesco com acusados de crimes. João Drumond (PRD) é neto de bicheiro. Junior da Lucinha (PSD) é filho de deputada investigada por ligação com milícia. Ambos negam envolvimento.
A Justiça Eleitoral ainda analisa os registros. Caso detecte irregularidades, pode barrar as candidaturas antes do pleito.







