
MARANHÃO, 22 de outubro de 2026 — O Nordeste continua apresentando as maiores taxas de analfabetismo e pobreza do Brasil, mesmo após cinco mandatos presidenciais do Partido dos Trabalhadores (PT), considerando os governos de Lula e Dilma Rousseff.
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a região permanece com os piores indicadores entre as cinco regiões do país.
Em 2025, a taxa de analfabetismo no Nordeste foi de 10,6% entre pessoas com 15 anos ou mais, mais que o dobro da média nacional de 4,9%. Dos 8,4 milhões de brasileiros que não sabiam ler nem escrever, aproximadamente 4,8 milhões viviam nos nove estados nordestinos.
A diferença também aparece na comparação com outras regiões. Enquanto o Nordeste registrou 10,6% de analfabetismo, o Norte apresentou 5,7%, o Centro-Oeste 3,3%, o Sul 2,4% e o Sudeste 2,3%, segundo a PNAD Contínua.
Na pobreza, o Nordeste apresentou a maior proporção de habitantes nessa condição. Em 2024, 39,4% da população regional vivia abaixo da linha de pobreza utilizada pelo IBGE, enquanto o Sul registrava 11,2%, o menor percentual do país.
Apesar da permanência das desigualdades, os indicadores apresentaram melhora nos últimos anos. A taxa de analfabetismo nordestina caiu de 13,9% em 2016 para 10,6% em 2025. Já a proporção de pessoas em situação de pobreza recuou de 47,2% em 2023 para 39,4% em 2024.
Em 2024, Alagoas registrou taxa de analfabetismo de 14,2%, seguida pelo Piauí, com 13,8%, e Pernambuco, com 12,7%, os três maiores percentuais estaduais daquele ano.










