
TURILÂNDIA, 09 de fevereiro de 2026 – O Ministério Público do Maranhão (MPMA) pediu à Justiça a prisão preventiva de oito vereadores de Turilândia. O requerimento, feito nesta semana, alega descumprimento de medidas cautelares impostas em uma investigação de corrupção. Os parlamentares são acusados de integrar um esquema de desvio de recursos públicos da prefeitura municipal.
Dentre os alvos do pedido está o presidente da Câmara, José Luís Araújo Diniz, do União Brasil. Ele assumiu interinamente a prefeitura por decisão judicial anterior.
No total, onze vereadores, que cumpriam prisão domiciliar, seguem sendo investigados junto com servidores públicos. As investigações apontam um prejuízo de R$ 2,3 milhões aos cofres públicos.
De acordo com o MPMA, o esquema operava com a criação de empresas de fachada para participar de licitações fraudulentas. Essas companhias emitiam notas fiscais por serviços nunca realizados, mas que eram pagos pela Prefeitura de Turilândia.
Em troca, os vereadores suspeitos recebiam valores para não fiscalizarem a aplicação do dinheiro público. Conforme o descumprimento das regras, os parlamentares também aprovariam despesas sem questionamentos na Câmara Municipal.
Entre os investigados que mais receberam recursos estão José Ribamar Sampaio (R$ 405 mil), Inailce Nogueira Lopes (R$ 368 mil) e Mizael Brito Soares (R$ 122 mil). Todos são filiados ao União Brasil, partido que concentra os investigados.
O MPMA argumenta que o descumprimento das medidas cautelares gera risco à ordem pública e à instrução do processo. Por isso, o órgão requereu a substituição da prisão domiciliar pela preventiva.







