
MARANHÃO, 02 de julho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão denunciou a patroa Carolina Sthela Ferreira dos Anjos e o policial militar Michael Bruno Lopes Santos por tentativa de homicídio qualificado, tortura majorada e tentativa de aborto. A denúncia foi apresentada em 29 de junho e distribuída à Justiça no dia seguinte, na Comarca de Paço do Lumiar.
A vítima é a doméstica Samara Regina, de 19 anos, que estava grávida de cinco meses. O órgão também pediu a manutenção da prisão preventiva dos acusados e o envio do caso ao Tribunal do Júri, caso eles sejam pronunciados.
Segundo a promotora Nahyma Ribeiro Abas, a acusação se baseia em depoimentos, laudos periciais e outras provas reunidas durante o inquérito policial.
O MP afirma que Samara sofreu violência física e psicológica após ser acusada, sem provas, de furtar um anel avaliado em R$ 5 mil. Além disso, sustenta que os denunciados sabiam da gravidez e assumiram o risco de provocar a morte da vítima e do feto durante as agressões.
A denúncia aponta Carolina como mentora das agressões e cita áudios periciados nos quais ela teria dito que Samara “não era nem para ter saído viva”. Já Michael Bruno teria usado uma arma para intimidar a jovem, desferido coronhadas, introduzido o cano da arma em sua boca e impedido qualquer reação enquanto as agressões continuavam.
O Ministério Público afirma que a vítima foi levada para um local isolado da residência sob um falso pretexto e agredida mesmo após o anel ser encontrado na própria casa. Conforme a denúncia, Samara sofreu socos, puxões de cabelo e golpes na cabeça, perdeu parte da audição e tentava proteger a barriga durante as agressões.
O processo segue em tramitação, e a Justiça decidirá se recebe a denúncia e se os acusados responderão ao julgamento pelo Tribunal do Júri.







