ÓBITOS

Mortes de indígenas ianomâmis somam 1,1 mil no governo Lula

Andre Reis
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indígenas Lula
Dados mostram 1.121 óbitos de indígenas entre 2023 e 2025. Governo diz que assistência melhorou e aponta queda de 29,5% nas mortes no primeiro semestre de 2026.

BRASIL, 21 de agosto de 2026  O Ministério da Saúde registrou 1.121 mortes de indígenas ianomâmis entre 2023 e 2025. Os óbitos ocorreram na Terra Indígena Yanomami. As causas incluem doenças e a ação do crime organizado na região. Os dados foram enviados ao Congresso Nacional.

O presidente do STF, Edson Fachin, procurou a senadora Damares Alves para tratar do assunto. Eles discutem uma missão ao território nas próximas semanas. O objetivo é acompanhar a situação das comunidades de perto.

O governo federal contestou a interpretação dos números. Em nota, afirmou que a comparação precisa levar em conta as condições de atendimento em cada período. O Executivo diz que, entre 2019 e 2022, a estrutura de saúde piorou. Muitas unidades ficaram fechadas ou destruídas. Por isso, os registros de mortes eram subnotificados.

Desde 2023, o governo ampliou o atendimento médico e a vigilância epidemiológica. Os dados oficiais mostram queda de 29,5% nas mortes no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2023.

Os números caíram de 224 para 158. As mortes por malária foram zeradas. Já os óbitos por desnutrição recuaram 75,7%. As infecções respiratórias agudas diminuíram 40,8%.

Além disso, a quantidade de profissionais de saúde na região saltou de 690 para mais de 2,1 mil. Sete polos-base foram reabertos. Hoje, os 37 polos e as 40 Unidades Básicas de Saúde funcionam normalmente. O Centro de Referência de Surucucu também está ativo.

O governo também combateu o garimpo ilegal. Entre março de 2024 e agosto de 2026, a abertura de novas áreas caiu 99%. As operações causaram prejuízo de R$ 768 milhões aos garimpeiros. Foram distribuídas mais de 205 mil cestas de alimentos. O Executivo mobilizou R$ 1,8 bilhão em créditos para saúde, segurança e logística.

Apesar disso, os 1.121 óbitos registrados mantêm a crise ianomâmi no centro dos debates sobre a atuação federal na região.

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