
BRASÍLIA, 03 de agosto de 2026 — Uma disputa de R$ 46 bilhões em verbas extras para o Orçamento de 2027. Esse é o total de pedidos feitos por diversos órgãos federais à equipe econômica do governo. A proposta orçamentária precisa ser enviada ao Congresso até 31 de agosto.
Os ministérios de Minas e Energia, Ciência e Tecnologia, além do Coaf e do IBGE foram os que mais pediram recursos. O IBGE, por exemplo, quer dinheiro para manter pesquisas sobre emprego e inflação, fazer o 12º Censo Agropecuário e melhorar sua infraestrutura de TI. O Ministério do Desenvolvimento Agrário solicitou R$ 3,2 bilhões.
Já o da Defesa pediu R$ 12,4 bilhões para projetos das Forças Armadas e ações ligadas à Copa do Mundo Feminina. O da Justiça quer R$ 4,4 bilhões para a Polícia Federal e a Rodoviária Federal.
A disputa é tão acirrada porque as despesas obrigatórias consomem cerca de 90% do limite de gastos do Executivo, estimado em R$ 2,4 trilhões. Portanto, sobra apenas 10% para investimentos e manutenção da máquina pública. É nessa fatia que os ministérios querem furar a fila.
Além disso, o Ministério das Comunicações pediu R$ 8,9 bilhões – sendo R$ 6 bilhões para os Correios. A pasta alertou que, sem o aporte, credores podem antecipar a cobrança de empréstimos. A Controladoria-Geral da União solicitou R$ 24,69 milhões para sistemas como o Portal da Transparência.
A Aneel pediu R$ 27 milhões e disse que a falta de verba pode prejudicar o atendimento ao consumidor. A ANM afirmou que a escassez comprometeria o monitoramento de barragens e o combate a lavras ilegais.
Também pediram recursos os ministérios do Desenvolvimento Regional, das Mulheres e da Previdência. Órgãos da Presidência, como GSI, Secom e Abin, somaram R$ 1,2 bilhão em solicitações.







