
MARANHÃO, 28 de janeiro de 2026 – O Maranhão registrou 1.182 casos de pessoas desaparecidas ao longo do ano de 2025, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).
As informações, enviadas pela Secretaria de Segurança Pública do estado ao Ministério da Justiça, representam uma taxa de 16,84 desaparecimentos para cada 100 mil habitantes. Esse índice coloca o Maranhão na 15ª posição no ranking nacional desse tipo de ocorrência, considerando todas as faixas etárias.
Em todo o Brasil, os números atingiram um recorde na série histórica iniciada em 2015, com 84.760 registros de pessoas desaparecidas. A taxa nacional ficou em 39 casos por 100 mil habitantes, superando os índices anteriores à pandemia de Covid-19.
O estado de São Paulo concentrou a maior quantidade absoluta, com 20.564 casos, enquanto Roraima liderou a taxa proporcional, com aproximadamente 80 desaparecimentos por 100 mil habitantes.
Em relação a crianças e adolescentes, o país registrou 23.919 casos em 2025, o que equivale a uma média de 66 desaparecimentos por dia. Esse número representa um aumento de 8% em comparação com o ano anterior.
Do total de menores desaparecidos, cerca de 61% eram do sexo feminino e 38% do sexo masculino. Roraima, Rio Grande do Sul e Amapá apresentaram as maiores taxas proporcionais para essa faixa etária.
No Maranhão, a taxa de pessoas desaparecidas com menos de 18 anos foi de 0,9 por 100 mil habitantes no ano passado. Os dados consolidados do Sinesp mostram que, além do recorde nacional, os desaparecimentos estão concentrados em estados populosos.
Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná aparecem em sequência no ranking, logo após São Paulo, tanto em números absolutos quanto em taxas elevadas.







