
MARANHÃO, 25 de março de 2026 – O Maranhão apresentou baixa oferta de absorventes nas escolas, segundo dados divulgados nesta quarta (25), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar mostrou que 68,9% das estudantes de 13 a 17 anos estão matriculadas em unidades que fornecem o item.
O índice coloca o Maranhão entre as unidades da federação com menor cobertura de absorventes nas escolas. O resultado fica abaixo da média de outras regiões e próximo dos percentuais mais baixos registrados no Norte e Nordeste. A pesquisa considerou estudantes de instituições públicas e privadas em todo o país.
O levantamento também identificou diferenças entre regiões brasileiras quanto à oferta de absorventes nas escolas. No Sudeste, 92% das estudantes frequentam instituições que disponibilizam o item. Já na Região Norte, o percentual chega a 56%, o menor do país.
No Nordeste, onde está o Maranhão, o índice médio é de 80%, ainda inferior aos resultados do Sul e do Centro-Oeste. Dentro desse cenário, o Maranhão apresenta desempenho abaixo da média regional.
Em nível nacional, a pesquisa indicou que cerca de 15% das adolescentes deixaram de frequentar a escola ao menos um dia nos últimos 12 meses por falta de absorventes. Embora o dado não tenha detalhamento por estado, ele evidencia a relação entre acesso ao item e presença escolar.
A ausência de absorventes nas escolas pode provocar faltas temporárias e comprometer o rendimento das estudantes.
COMPARAÇÃO ENTRE ESTADOS
Os dados também mostram diferenças expressivas entre unidades da federação na oferta de absorventes nas escolas. Estados como Santa Catarina e Goiás registraram índices de 94,1%, enquanto São Paulo apresentou 93,7% e o Amapá, 93,1%.
Por outro lado, estados como Roraima, com 38,5%, e Pará, com 43,3%, tiveram os menores percentuais. O Maranhão, com 68,9%, permanece distante dos maiores índices e abaixo de diversos estados do país, indicando disparidades na distribuição do item.
A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar foi realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em parceria com o Ministério da Saúde e apoio do Ministério da Educação.
O levantamento ouviu estudantes de 13 a 17 anos e representa mais de 12,3 milhões de jovens.







