
MARANHÃO, 14 de setembro de 2026 — O Deter (Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real), do Inpe, apontou que o Maranhão concentrou 36,5% da área sob alerta de desmatamento no Cerrado entre junho e agosto de 2026. O sistema usa monitoramento por satélite para indicar áreas de supressão da vegetação e orientar ações de fiscalização.
Em agosto, o Cerrado registrou 238 km² sob alerta, queda de 18,9% frente aos 294 km² de agosto de 2025. Foi o segundo menor resultado para o mês desde 2018. No trimestre, os alertas somaram 1.150 km², redução de 9,2% na comparação com 2025.
Depois do Maranhão, Mato Grosso respondeu por 15,5% da área sob alerta no período, seguido por Tocantins, com 14,9%, Minas Gerais, com 8,3%, e Piauí, com 8,2%. Os dados foram apresentados na sexta-feira (11), durante evento pelo Dia do Cerrado, em São Paulo.
Na Amazônia, os alertas chegaram a 358 km² em agosto, alta de 12,1% em um ano, mas o resultado foi o terceiro menor para o mês desde 2016. O Pará concentrou o aumento, ao passar de 74 km² para 155 km². No trimestre, porém, a área sob alerta caiu 20,4%.
Segundo o governo, a retirada do apoio da Polícia Militar do Pará afetou operações planejadas pelo ICMBio no leste do estado. Por isso, os ministérios do Meio Ambiente e da Justiça criaram uma força-tarefa com ICMBio, Ibama, PF, PRF e Força Nacional para reforçar a fiscalização.
O governo ressalta que o Deter gera alertas diários e não substitui a taxa anual de desmatamento calculada pelo Prodes.







