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Maior página pró-Lula pode ter sido financiada pelo tráfico

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Página Choquei
Operador da página Choquei com mais de 32 milhões de seguidores foi detido na Operação NarcoFluxo por suposto recebimento de valores do tráfico de drogas.

BRASÍLIA, 16 de abril de 2026 – A Polícia Federal deflagrou a Operação NarcoFluxo nesta quarta (15). As investigações prenderam Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei. Ele atuava como operador de mídia da organização criminosa investigada.

O suspeito recebia altos valores diretamente dos líderes do grupo criminoso. O dinheiro servia para divulgar conteúdos favoráveis aos investigados. Os recursos também financiavam a promoção de plataformas de apostas e rifas. Além disso, o valor ajudava na gestão de crises de imagem relacionadas às investigações.

Na oportunidade, o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) reagiu à prisão com uma pergunta retórica nas redes sociais. “Quer dizer então que a maior página de apoio ao Lula no Brasil era financiada com dinheiro do tráfico de drogas? É isso mesmo?”, publicou no X/Twitter.

Em janeiro de 2024, Gayer já havia protocolado requerimento para abertura de CPI. O objetivo era investigar a Mynd8, agência responsável por dezenas de perfis de entretenimento e ativismo político. Parlamentares bolsonaristas acusavam a agência de coordenar páginas pró-Lula nas redes sociais.

RELAÇÃO COM O GOVERNO LULA

Nas eleições de 2022, a primeira-dama Janja enviou conteúdos exclusivos à página Choquei durante a disputa eleitoral. Após a vitória de Lula, Raphael foi convidado a subir no carro de som oficial na Avenida Paulista. Ele também teve acesso privilegiado ao Palácio do Planalto no dia da posse.

Em entrevista ao Flow Podcast, Raphael reconheceu que sua atuação ajudou a eleger o presidente. A página soma mais de 32 milhões de seguidores.

Em dezembro de 2023, a Choquei teve as publicações suspensas após o suicídio de uma jovem de 22 anos. A vítima sofreu ataques nas redes depois de uma fake news sobre um suposto caso amoroso com o humorista Whindersson Nunes.

A página foi investigada e acabou inocentada de influência direta no caso. No entanto, o caso recaiu sobre a forma irresponsável como o veículo tratava o noticiário.

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